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'Preparada, essa é a palavra': Gabi Nunes fala sobre a estreia da seleção feminina nas Olimpíadas

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Gabi Nunes, atacante da seleção brasileira, falou sobre a preparação para as Olimpíadas e revelou suas expectativas: 'É um sonho desde criança' (2:32)

Atleta do Levante falou com exclusividade à ESPN (2:32)

Fim da espera! A seleção brasileira de futebol feminino estreia hoje nas Olimpíadas de Paris. A partida contra a Nigéria acontece no Estádio de Bordeaux às 14h de Brasília e 19h do horário local. As equipes fazem parte do Grupo C, que ainda conta com Espanha e Japão.

Na expectativa para o pontapé inicial do futebol feminino brasileiro em Paris 2024, a atacante Gabi Nunes falou com exclusividade ao ESPN.com.br. Nunes disse estar pronta e relatou os dias de preparação para a estreia: ‘esses dias foram muito importantes pra nós como grupo, pra gente poder treinar as principais coisas que o Arthur tem pra passar pra gente, conseguimos arrumar alguns detalhes’.

Estreante em Jogos Olímpicos, a atleta de 27 anos, que atualmente joga no Levante, da Espanha, se mostrou grata pela oportunidade de representar o Brasil: "Quando eu recebi a notícia foi uma alegria imensa, eu fiquei muito feliz, é um sonho meu desde criança".

Apenas 18 jogadoras foram convocadas para representar o país nos Jogos de Paris, com o acréscimo de quatro suplentes, totalizando 22 atletas presentes na França. Nomes frequentes nas últimas convocações do treinador Arthur Elias, como Cristiane, Debinha e Ary Borges, ficaram de fora.

O elenco curto não é preocupação para Nunes, que reforçou: "Vamos representar aquelas que não estão, porque todas que fizeram parte desse ciclo até agora nas Olimpíadas são importantes, é isso que a gente vem enfatizando dentro do grupo".

Gabi Nunes e Arthur Elias trabalharam juntos por mais de cinco anos no Corinthians, de 2016 até meados de 2021. Conhecendo a fundo o treinador, Nunes destaca o estilo de Arthur de alternar bastante as jogadoras entre posições, mantendo suas características principais.

Questionada sobre como haviam sido os treinamentos nas semanas antes da estreia, a atacante brincou: "Graças a Deus não fui pro gol [risos]", e continuou: "Nos treinamentos já joguei de meia, atacante, um pouquinho de ponta, mas isso é bom, porque abre nossa cabeça e também treina pra caso aconteça alguma situação que não estamos esperando dentro do jogo".

Como Nunes bem definiu, "Olimpíadas é um tiro curto e com grandes seleções". O Brasil não tem um caminho fácil pela frente, enfrentando a Espanha, atual campeã do mundo, na fase de grupos e podendo enfrentar Estados Unidos ou França nas quartas de final, caso avance.

Com a ciência de que o Grupo C é complexo, a estratégia brasileira é pensar em um adversário por vez: "Estamos focadas em um jogo de cada vez, primeiro vamos pegar a Nigéria, para tentar fazer um ótimo jogo e depois pensar nos outros times e também na classificação", contou Nunes.

Sobre a preparação mental para controlar a ansiedade e o nervosismo de disputar uma competição tão importante quando as Olimpíadas, Nunes relatou conversas com a psicóloga da seleção brasileira, Luciana Angelo, e com o técnico Arthur Elias. "A gente tá muito bem instruída. Fico feliz, porque hoje em dia essa é a parte mais importante para os atletas", expressou ela.

Após o confronto contra a Nigéria, o calendário brasileiro conta com embates com o Japão, no Parque dos Príncipes, em Paris, no domingo, dia 28, e contra a Espanha, no Estádio de Bordeaux, mesmo local do jogo de estreia, na quarta-feira, dia 31.