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NBA estuda mudanças no draft para evitar 'tanking'; entenda mudanças e próximos passos

A NBA deu mais um passo para tentar frear o chamado “tanking” — prática em que equipes perdem de propósito para melhorar suas chances no Draft. A liga apresentou aos 30 gerentes gerais um novo modelo de loteria, batizado de “3-2-1”, que pode passar a valer a partir de 2027.

A proposta ainda precisa ser votada pelos donos das franquias, o que deve acontecer nas próximas semanas. Internamente, porém, o modelo já conta com apoio relevante e é tratado como o principal caminho para mudanças estruturais no sistema atual.

A principal novidade é a ampliação da loteria do Draft, que passaria de 14 para 16 equipes. Ou seja, mais times participariam do sorteio pelas primeiras escolhas, aumentando a imprevisibilidade e reduzindo as vantagens de terminar com as piores campanhas.

O formato também cria uma espécie de “zona de rebaixamento”. As três piores equipes da liga teriam menos chances de conquistar a primeira escolha, recebendo menos combinações na loteria. Já os times que ficarem um pouco acima desse grupo seriam beneficiados, com maior equilíbrio nas probabilidades.

Outro ponto relevante é a limitação de vantagens acumuladas. Pelo modelo, uma equipe não poderia ter a primeira escolha em anos consecutivos, nem figurar entre as cinco primeiras por três temporadas seguidas. A ideia é evitar que franquias reconstruam seus elencos apenas acumulando escolhas altas.

A NBA também estuda ampliar seu poder disciplinar em relação ao tema. Caso identifique comportamento de “tanking”, a liga poderá interferir diretamente nas probabilidades ou até na posição final de Draft de determinada equipe.