O card do UFC Vegas 118, agendado para este sábado (6), trará um desafio crucial para o futuro de Priscila Cachoeira na organização. Embalada pelo desejo de recuperação, a peso-galo (61 kg) encara Chelsea Chandler disposta a apagar o retrospecto recente e, para isso, aposta em uma característica específica da adversária para sair com o braço erguido.
Em entrevista à Ag. Fight, ‘Pedrita’ revelou que a base canhota da americana é o cenário ideal para o seu estilo de combate. A atleta demonstrou total confiança na estratégia em pé, respaldada por seu histórico perfeito contra oponentes com essa mesma postura.
“Gosto de lutar com canhoto. Eu vejo mais abertura para o meu jogo em quem é canhoto. Na verdade, todas as lutas que eu lutei contra canhoto eu nocauteei, então quem sabe é o caminho para a próxima vitória“, projetou.
A vantagem técnica surge em um momento em que a resiliência da competidora é colocada à prova. A carioca atravessa um período de oscilação no octógono, vindo de duas derrotas consecutivas e acumulando um triunfo e quatro reveses em suas últimas cinco apresentações.
“Não é muita surpresa para mim. Quando entrei no UFC, eu obtive três derrotas consecutivas e eu tive que aprender a lidar com isso psicologicamente. No início foi muito difícil, que foi aquela contra a Valentina [Shevchenko], né? Eu demorei muito para me reconstruir mentalmente. Mas com muito esforço, muito trabalho psicológico, muitas terapias, eu consegui voltar. Eu entrei no UFC muito crua, como eu sempre digo, eu entrei no UFC eu era uma faixa branca”, relembrou.
Preparação sem Amanda Nunes
Ao contrário do compromisso anterior, quando treinou ao lado da ex-campeã dupla Amanda Nunes nos Estados Unidos, Priscila Pedrita realizou todo o seu cronograma em solo nacional. Essa mudança de planos ocorreu devido a tarefas familiares da ‘Leoa’.
Com a permanência no país definida de forma imprevista, a veterana encontrou abrigo no Norte do Brasil, buscando o suporte do esquadrão liderado pelo ex-campeão peso-mosca (57 kg) Deiveson Figueiredo.
“A Amanda teve contratempos. Ela não ia poder estar aqui, ela teve compromissos com as filhas dela. E como já estava no Brasil, eu falei: ‘Neguinha, relaxa, fica tranquila e eu vou fazer por aqui mesmo’. Eu preferi ir lá em Belém treinar com a equipe do Deiveson [Figueiredo]“, explicou.
