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De Ridder revela 'apagão' contra Allen e projeta melhora contra Caio: 'Descobri o que estava errado com meu corpo'

Reinier de Ridder subirá no octógono do UFC 326, em Las Vegas, para enfrentar o brasileiro Caio Borralho no co-evento principal da noite, que começa a partir das 19h (de Brasília). O holandês busca reencontrar o caminho da vitória após desistir da luta em uma das derrotas mais bizarras do ano passado.

Até o dia 17 de outubro de 2025, RDR despontava como um dos favoritos a encarar Khamzat Chimaev como próximo desafiante ao título dos médios. Originalmente agendado para enfrentar Anthony Hernandez, o holandês faria parte do "GP" da categoria, que viu todos os grandes nomes dos 83kg lutarem em sequência.

"Fluffy", entretanto, saiu da luta, e no lugar dele entrou Brendan Allen, um nome, em teoria, menos famoso e mais fácil de ser batido. A verdade, entretanto, foi que RDR abandonou a luta antes do quinto round por não conseguir chegar até o fim do embate, o que causou estranhamento nos fãs.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, diretamente de Vegas, o holandês, agora longe de um title shot, esclareceu o que aconteceu na noite do UFC Vancouver.

"Depois do primeiro round em que fiz o que sempre faço, eu o controlei, o dominei, eu me levantei, caminhei até o meu corner e senti toda a energia saindo do meu corpo. Fiquei feliz por ter conseguido chegar ao banco", relembra RDR.

"Isso foi estranho. E então o que eu lembro é de ir para o segundo round, derrubá-lo, e foi isso. Não me lembro de nada depois. Então foi basicamente um crash total", revela.

Desde sua derrota, de Ridder transformou o estudo do próprio corpo na prioridade número um da sua preparação. Ativo em suas redes sociais, postou uma série de vídeos fazendo testes para determinar o que deu errado no UFC Vancouver.

Hoje, mais de quatro meses depois de sua derrota, RDR começa a ter alguma clareza sobre o que aconteceu e reforça que sua principal mudança foi dar uma nova importância para a recuperação de seu corpo entre lutas e treinos.

Vale lembrar que a derrota para Brendan Allen veio na quarta luta que o holandês fez no ano, mostrando que um volume grande de trabalho no MMA pode ser custoso. Agora, o holandês projeta melhoras para a luta contra Caio Borralho.

"Estou me sentindo bem, recuperei meu corpo neste campo. Passei muito tempo descobrindo o que estava errado e, até onde sei, descobri tudo. A parte mais surpreendente para mim foi o quão ruim eu estava, o quão ruins estavam meus exames de sangue, o quão ruins foram todos os malditos testes que fiz, tudo era uma m***."

"Estou fazendo exames de sangue a cada duas semanas. Eu monitoro minha recuperação, meu sono, tudo. Então, basicamente, fiz isso de uma forma um pouco mais científica", explica RDR.

Agora, o holandês se prepara para enfrentar Caio, que também vem de derrota, numa luta que pode fazê-los saltar novamente para o topo dos rankings dos médios. Quem conseguir o triunfo certamente tentará se posicionar como primeiro desafiante ao cinturão de Khamzat Chimaev.

O único problema, entretanto, de destronar o atual rei dos médios é que ninguém no MMA até hoje conseguiu esse feito. Chiamev chegou ao cinturão ainda invicto, e muitas vezes vencendo lutas com pouquíssima resistência de seus oponentes, como foi o caso de Robert Whittaker.

De Ridder, por sua vez, pode apresentar um desafio novo para "O Lobo". O holandês é conhecido por ter um dos melhores jogos de jiu-jitsu do Ultimate, o que o faz perceber as forças de Chimaev - bem como suas fraquezas.

"(O Chimaev nunca foi vencido) porque ele é tão bom nos fundamentos. Ele tem uma entrada de queda muito bonita, sempre trabalha a partir dela, sempre tenta ameaçar as costas a partir daí. Os fundamentos dele no wrestling são simplesmente muito bons", explica RDR.

"Mas eu realmente acredito que, se houver uma ameaça de finalização ali, acho que isso pode ser a solução para esse jogo de wrestling", finaliza.