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Malhadinho transforma críticas de Dana White em combustível e mira retomada no UFC Fight Night

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Malhadinho rebate críticas de Dana White e buscar recuperar o caminho das vitórias no UFC (1:10)

Jailton Malhadinho concedeu entrevista exclusiva à ESPN (1:10)

Derrotado por Alexander Volkov no UFC 321, em uma luta marcada por muitas quedas e pouca agressividade no solo, Jailton Malhadinho volta ao octógono neste fim de semana para enfrentar Rizvan Kuniev, em Las Vegas, buscando não apenas a vitória, mas também uma resposta às críticas que recebeu após o último combate. Na ocasião, o presidente do UFC, Dana White, não escondeu a insatisfação com a atuação do brasileiro, que acabou superado por decisão dos árbitros.

Longe de se abalar, Malhadinho garante que encarou as declarações com maturidade e usou o episódio como motivação para evoluir.

"Eu fiquei muito tranquilo, graças a Deus. Ajuste a gente faz na academia. Voltei para a academia e estou fazendo esse tipo de treinamento para chegar mais forte na próxima luta. A gente está ali para receber críticas e elogios. Como eu já fui elogiado várias vezes, não é uma crítica que vai me abalar. Então eu estou muito feliz, isso não chega a me abalar”, afirmou o peso-pesado, deixando claro que não vê as palavras do dirigente como ataque pessoal, mas como parte do jogo.

Segundo o brasileiro, a derrota para Volkov serviu como ponto de reflexão. Ele reconhece que precisava ajustar detalhes, especialmente na agressividade e na forma de conduzir a luta no chão.

“A gente sempre procura melhorar, ajustar algumas coisas que não deram certo e estar mais preparado. Eu vejo essa crítica como incentivo, como combustível para treinar mais forte e fazer os ajustes que não foram feitos na última luta”, completou.

A oportunidade contra Kuniev surgiu de forma inesperada, com pouco tempo de preparação, mas Malhadinho não hesitou em aceitar. “Foi uma oportunidade que apareceu e a gente aceitou. Isso dá crédito na casa. Com poucos dias para a luta, ofereceram para a minha empresária e a gente topou. Teve três semanas para a gente se preparar. Como ninguém queria aceitar, eu aceitei. Sempre fui assim. Vou lá fazer um show para o UFC”, explicou.

Para ele, estar ativo e disponível é uma maneira de fortalecer sua imagem dentro da organização e se manter relevante na categoria.

De olho no futuro, o brasileiro também revelou ambição em participar de grandes eventos da companhia, inclusive em um possível card histórico na Casa Branca. “Tendo essa vitória, eu vou pedir a oportunidade de lutar na Casa Branca. Mostrando esse trabalho, eu vou ter coragem de pedir essa chance”, disse, projetando passos maiores caso retome o caminho das vitórias.

Fã declarado de José Aldo, Malhadinho também cita referências internacionais que moldam seu estilo. “Sou muito fã do José Aldo. Também sou fã do Khabib e do Chimaev. É a trilha que eu faço nas minhas lutas. O Khabib fazia isso e o Chimaev faz hoje na categoria dele”, comentou, evidenciando a inspiração em lutadores dominantes no grappling.

Apesar da confiança, ele reconhece que a derrota o afastou momentaneamente da corrida pelo cinturão. “Estou um pouco distante, tem muitos caras na minha frente. Fiquei um pouco distante, sim. Mas estou com a mão de Deus para ver o que vai acontecer”, concluiu. Neste sábado, no Apex, Jailton Malhadinho sobe ao octógono com a missão de transformar críticas em resposta prática, recolocar seu nome entre os principais pesos-pesados e mostrar que a derrota para Volkov ficou no passado.