No próximo sábado (7), Alexandre Pantoja defenderá seu cinturão do peso mosca pela terceira vez no UFC 310, o último card numerado de 2024. O brasileiro terá pela frente o estreante Kai Asakura, do Japão.
Duas vezes campeão do peso galo no Rizin, Asakura é um desafio novo para Pantoja na categoria e o próprio japonês chegou a afirmar que "o UFC torce por uma vitória dele para agitar a categoria". Em exclusiva à ESPN, o brasileiro comentou as declarações de seu rival.
"Talvez seja até verdade, não sei. Acho que o UFC quer alcançar esse mercado asiático, mas tem eu. E eu não vou concordar nunca com isso. Aprendi muito conforme a vida foi passando, entre derrotas e vitórias, quando entro no octógono, eu luto muito por mim mesmo. É meu trabalho, é o que gosto de fazer. Saber tirar essa pressão, ver dessa forma, me deixa muito tranquilo para isso. Tenho minha responsabilidade com a minha família tendo que trazer meu pão de cada dia para casa e, por acaso, sou um lutador. E, por acaso, o melhor do mundo, defendendo o cinturão", disse Pantoja.
"Mas quanto a isso, é o que eu falo, se bobear é até verdade. Mas tem eu no caminho. Apesar de eu falar que luto por mim, tem uma gama imensa de pessoas dentro do meu universo e estão certos da vitória que vai ser nossa".
O brasileiro também falou sobre seu adversário, que é desconhecido do público geral do UFC, mas não deixa de ser perigoso.
"Asakura é uma grande estrela no Japão, no mercado asiático. E é um mercado em que o UFC quer entrar bastante também, vejo isso. Trazerem um nome como ele, uma grande estrela para disputar o cinturão, me alegrou muito ter um adversário diversificando quem eu esperava. Quando acabo de lutar com o Erceg no Brasil, olho para a categoria, vejo quem pode ser meu próximo adversário e o UFC vem com essa sacada, compra o campeão do outro evento. Falo muito isso, os fãs do UFC queriam muito ver o campeão do UFC contra o campeão de outro evento e isso vai acontecer agora no peso mosca", comentou.
"Ter a oportunidade de lutar contra um lutador como o Asakura, um nome diferente, que vai entregar para gente coisas diferentes dentro do octógono. Um cara que vem desse mercado asiático. E também uma oportunidade de eu poder alcançar mais fãs no Japão, eu já sinalizei para o UFC a minha vontade de ir para o Japão e competir lá. Se for na Saitama Arena, melhor ainda, é um grande templo para todo mundo que sempre acompanhou o MMA", finalizou.
