Alex Poatan é um verdadeiro "furacão" no UFC. O atleta, que estreou no evento em novembro de 2021, menos de três anos depois, já foi campeão em duas categorias e tenta, neste sábado (5), defender o cinturão entre os meio-pesados (até 93,8 kg) pela terceira vez, em duelo com Khalil Rountree no UFC 307, em Utah, nos Estados Unidos.
Apesar de pouco tempo, Poatan já fez muito pela companhia de Dana White. Em nove lutas, venceu oito e perdeu apenas uma, para Israel Adesanya, na revanche do nigeriano que alguns meses antes havia perdido o cinturão dos médios justamente para o brasileiro.
Depois disso, ele passou a competir entre os meio-pesados. E logo na segunda luta se tornou o campeão, ao nocautear Jiri Procházka em novembro de 2023. Depois disso, fez mais duas defesas de cinturão, com direito a dois nocautes. Além disso, Poatan conseguiu cinco vezes o prêmio de performance da noite.
Por tudo que ele já fez, alguns já o colocam na lista dos grandes da história do UFC. Porém, Poatan prefere destacar outros atletas que fizeram ainda mais na companhia, como por exemplo Jon Jones, a quem considera o maior de todos os tempos.
"Então, o Jon Jones é pelos números, né? O cara que acho que foi o que fez mais defesa de cinturão, se eu não me engano. Eu falei que não acompanho muito e tal, mas a gente vê isso o tempo todo. Mas por isso, os números", disse o brasileiro, para depois se autoavaliar.
"De verdade, é muito pouco tempo pra mim. Os números não mentem. Você pega um cara que tem dez anos no evento, que luta no UFC, e pô, aí pega eu, três anos, e aí tem que ver o que a gente conquistou. Não é porque o cara tem dez anos e tal, e eu tenho três, que ele está na frente. Tem que só ver os números, e, sinceramente, eu não sei quais são os números".
Mas se seguir com a trajetória que vem construindo, Poatan certamente tem tudo para, no futuro, estar no hall dos maiores de todos os tempos. Algo que já o coloca na história, aliás, está mais perto de acontecer do que a gente imagina. O brasileiro já cogitou algumas vezes subir para os pesos pesados. Se isso se confirmar e mais uma vez ele mais uma vez conquistar o cinturão, ele se tornará o primeiro atleta na história a ser campeão em três categorias diferentes.
Apesar de não colocar isso como principal meta no momento, o brasileiro não desmente que isso é uma motivação a mais.
"O importante é lutar e ganhar. Eu tenho uma história bonita na luta, eu acho que quando você está ali na vitrine, todo mundo está te vendo. Eles podem ver o lado de lutador e não lutador, entendeu? Um lado de superação, de motivação. Eu acho que eu posso estar fazendo isso. Então, quanto mais títulos eu tiver, eu acho que isso fica melhor pra estar passando pras pessoas".
