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'Recuperar minha mente': José Aldo explica o que fez em dois anos longe do UFC

No próximo sábado (4), José Aldo fará o seu retorno ao octógono do UFC depois de quase dois anos afastado. O brasileiro, que não luta desde agosto de 2022, enfrenta Jonathan Martinez no evento co-principal do UFC 301, no Rio de Janeiro.

À ESPN, o Rei do Rio explicou o que fez nestes dois anos de ausência e o que o motivou a voltar.

"Primeiramente, queria recuperar meu corpo, minha mente. Estava dentro do UFC há anos. Querendo ou não, é desgastante física e psicologicamente. Então, quis dar essa parada, focar dois anos de boxe. Fiz um ano completo e, nesse último ano, falei com o Dedé (Pederneiras) e resolvemos voltar", explicou Aldo sobre a parada.

"Geralmente todo mundo sempre me pergunta o que eu fiz durante essa parada. Treinei bastante boxe. Parei depois da última luta do UFC, fiquei um mês parado. Depois comecei a treinar boxe. Eu já tinha luta marcada, então durante todo esse tempo só venho treinando boxe".

Apesar de ter nascido em Manaus, foi no Rio de Janeiro que Aldo se estabeleceu como lutador e, principalmente, estrela mundial do MMA. O apelido de Rei do Rio veio após três defesas de cinturão bem sucedidas em casa, incluindo a luta do ano em 2014 contra Chad Mendes.

A voltar ser em "casa", porém, foi apenas uma coincidência, segundo o próprio Aldo.

"A volta coincidiu ser no Rio de Janeiro. Em janeiro, quando voltei das férias, mandei mensagem pro Dana (White, presidente do UFC), pro Sean Shelby. Falei que queria voltar a lutar. A gente já tinha contrato com eles. Coincidiu de ser no Rio de Janeiro, mas poderia ser em qualquer outro lugar. Eu pedi (pra voltar) em janeiro, nem tava marcado o UFC Rio ainda. Foi muito mais sorte, acaso, que me trouxe aqui", relatou.

Longe do UFC, Aldo treinou boxe principalmente na Marinha do Brasil, junto à seleção de boxe do exército brasileiro. O lutador conta que, por diversas vezes, ouviu pedidos dos seus colegas de treino para que retornasse ao octógono, mas os pedidos eram sempre negados.

"Os caras brincavam com o fato de me verem boxeando. Falavam 'cara, você tá bem melhor agora, por que não volta?'. E eu falava 'não, não, isso é uma parte da minha vida que, agora, não me faz falta nenhuma'", explicou.

A decisão de voltar, inclusive, parecia já planejada na cabeça de Aldo desde a parada. Afinal de contas, ele explica que não teve nenhum "clique" que o fez mudar de ideia e buscar uma nova luta no UFC e, sim, um plano com seu treinador Dedé Pederneiras.

"Não é questão de eu ver luta, até porque vejo bem pouco. Normalmente só quando tem um amigo lutando. A gente não tinha um desejo de voltar. Foi muito mais porque a gente (Aldo e Dedé) vinha conversando, eu tinha o desejo de fazer dois anos de luta (boxe) e depois sair em geral", finalizou.