Neste sábado (28), Francis Ngannou fez sua estreia no boxe profissional e foi derrotado por Tyson Fury em decisão dividida (96-93, 94-95, 95-94). Apesar da derrota, o camaronês saiu do ringue com talvez a maior vitória de sua carreira: contra Dana White e o UFC.
Ngannou era o campeão dos pesados da organização quando deixou o UFC em janeiro deste ano. A saída se deu por conta do camaronês não renovar seu contrato.
À época, Francis disse que não foi por dinheiro, mas sim por Dana White não lhe dar a liberdade de buscar outras oportunidades enquanto estivesse sob contrato com o UFC.
Mas se dinheiro não era a principal motivação de Ngannou, ele deixou de ser um problema. Quando assinou com o PFL, rival do UFC, Francis garantiu que ganhará pelo menos U$ 1 milhão por luta que fizer na organização. Além disso, ficou livre para buscar algo que sempre quis: sua estreia no boxe.
E ela não poderia ter vindo de maneira melhor. De acordo com Derek Chisora, amigo e ex-oponente de Fury, o britânico ganhou cerca de U$ 50 milhões de bolsa para a luta contra Ngannou. E o camaronês ganharia "40, 50 vezes mais do que os lutadores do UFC embolsam".
O dinheiro, porém, não foi a principal vitória de Ngannou. Quando todo mundo esperava um passeio do atual campeão mundial dos pesados, o que se viu no ringue na Arábia Saudita foi totalmente o contrário.
Francis Ngannou se transformou apenas no 7º lutador da história a conseguir um knockdown contra Fury e fez dez rounds espetaculares contra o inglês. A derrota veio apenas na decisão dividida.
Ngannou mostrou que tem uma das mãos mais pesadas do mundo e também que tem condição de fazer grandes lutas contra os maiores nomes de outros esportes que não só o MMA - e terá liberdade para isso.
Francis pode ter sido derrotado no ringue, mas conseguiu uma grande vitória: mostrou para Dana White e o UFC que eles precisam mais de Ngannou do que Ngannou precisa deles.
