De dado como morto quando nascido à 'lenda do UFC': a trajetória de Edson Barboza, 'lutador desde criança'

Edson Barboza é um lutador desde criança. Ele mesmo quem se define assim. O carioca, que irá enfrentar Dan Ige no UFC Fight Night no próximo sábado (16), nasceu em 21 de janeiro de 1986 e teve que, literalmente, lutar por sua vida desde o primeiro segundo.

Nascido de maneira prematura com apenas 28 semanas, Edson passou seus cinco primeiros meses de vida no hospital e seu pai chegou a ouvir dos médicos que "Edson não tem chance de sobreviver" ou então que "ele nasceu, mas irá morrer antes de mesmo de sair daqui". Em conversa exclusiva com o ESPN.com.br, o lutador falou sobre a infância.

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"Cara, eu costumo dizer que eu sou um lutador desde criança. Minha mãe teve muitas complicações na gravidez e eu nasci de 7 meses. Meu pai brinca que meu berço era uma caixa de sapato porque eu muito pequeno. O médico falou pro meu pai que eu não ia sobreviver, que eu tinha nascido, mas não ia sobreviver", relatou.

"Disseram para o meu pai que eu não ia triunfar e olha aonde eu cheguei. Então eu sou um lutador desde criança, cara, é isso que eu faço."

A criança que não deveria ter sobrevivido acabou se transformando em alguém bastante hiperativo que precisava encontrar uma maneira de gastar toda a energia acumulada. Foi na luta que Edson encontrou um passatempo divertido e que lhe ajudava a acalmar e, aos 8 anos, começou a treinar muay thai.

A paixão pelo esporte foi se desenvolvendo e Edson não só se tornou um profissional de MMA como virou uma lenda do UFC, segundo as palavras do próprio adversário do brasileiro no sábado, Dan Ige. Barboza agradeceu os elogios do adversário, mas brincou com a denominação.

"Cara, então, muita gente me chama de lenda e eu não gosto muito não porque parece que eu estou velho (risos). Outro dia em um evento também vieram falar comigo e falaram 'pô, muito prazer te conhecer você é uma lenda do UFC' e eu fiquei meio pensando 'lenda? C**, tô velho mesmo' (risos)", brincou. "Mas, sério, o reconhecimento é ótimo e eu adoro, mas faz me sentir velho (risos)."

Para a luta contra Dan Ige, Edson irá mudar de categoria, do peso leve para o peso pena. A estreia em um novo peso deixa o lutador animado.

"A expectativa é muito grande, estou bem, me preparei bem, acho que posso fazer uma ótima estreia nos penas. O corte de peso tá igual quando eu lutava com 70kg, mas agora com 10 pounds a menos (risos), segue a mesma coisa", comentou.

Com o evento sendo o terceiro que o UFC organiza em meio à pandemia de coronavírus, o brasileiro nunca se preocupou em lutar, disse confiar na organização e que nem o caso de Jacaré, diagnosticado com corona um dia antes do UFC 246, mudou sua visão.

"Aceitei porque eu sou um lutador, eu quero lutar. Sou um funcionário do UFC e quero trabalhar. Não pensei em desistir em nenhum momento (por conta da situação com o Jacaré) porque o UFC está cuidando da gente direitinho", finalizou.