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Queridinho do UFC? Johnny Walker admite status, mas reclama de 'vida difícil' sem patrocínio: 'Só eu, Deus e os amigos'

Três vitórias avassaladoras em três lutas no UFC colocaram Johnny Walker em um novo patamar. O brasileiro passou de nome desconhecido a 11º colocado do ranking dos meio-pesados do Ultimate em menos de um ano. No octógono, as coisas não poderiam ir melhor. Fora dele, no entanto, a realidade é um pouco mais complicada.

Antes da luta deste sábado no UFC 244, Walker reclamou da falta de patrocinadores mesmo depois de já ter se destacado na principal organização de MMA do mundo. O carioca de Belford Roxo vai enfrentar o americano Corey Anderson no evento desta noite, em Nova York.

"Os holofotes estão todos em cima, mas não tem patrocínio nenhum fechado ainda. Estou sem nenhum apoio. Só comigo mesmo, Deus e os amigos", disse o brasileiro em entrevista ao ESPN.com.br.

"Acho que não adianta muito ter fama, né? Porque ninguém está apoiando ainda. Estou precisando de patrocínio... está difícil a vida, não sou rico, não estou numa situação muito boa. Estou correndo atrás do meu sonho e vou tentar alcançar mais os holofotes para ver se consigo patrocinadores. Não sei o que está faltando. Tem muita gente menos conhecida e que fez menos coisas que tem patrocínio bom, e eu ainda não tenho nada", acrescentou.

O curioso é que a falta de apoio contrasta com o atual status de Walker. Adversário do brasileiro neste sábado, Corey Anderson apontou o lutador como "queridinho" do UFC por conta da popularidade em sua ascensão meteórica.

Em resposta ao rival, Johnny disse que a fama se deve ao seu estilo de luta e sua "energia" em cima do octógono.

"Pode ser que eu seja queridinho... não só do UFC, mas da galera toda. Eu trago uma energia boa para o público, eu faço o show. Eu me doo na luta, então eu acho que a galera gosta disso. Pode ser que eu seja o queridinho. Se eu não for, eu vou passar a ser. Estou fazendo um bom trabalho e vou continuar", rebateu o lutador de 27 anos.

Apesar de admitir ter um estilo recheado de golpes plásticos, a performance desta vez vai se limitar somente à luta. Isso porque, em seu último compromisso, em março deste ano, o brasileiro deslocou o ombro durante comemoração após a vitória contra o letão Misha Cirkunov e precisou ficar oito meses longe do octógono.

Nesta noite, ele garante que vai tomar cuidado. "Quando eu ganhar, vou fazer uma comemoração tranquila", disse.

"Não foi minha culpa (a lesão). Aconteceu porque tinha que acontecer. Talvez uma lesão que tinha antes, ou alguma coisa errada que tinha. Mas normalmente a pessoa não desloca o ombro com aquela queda. Tinha que acontecer mesmo. Aconteceu e vou procurar ter mais cautela na próxima", completou.