A trajetória de um dos maiores lutadores de todos os tempos vai chegando ao fim. Aos 44 anos de idade, Anderson Silva entrará no octógono no Rio de Janeiro para enfrentar Jared Cannonier no UFC 237 em um dos últimos combates de seu contrato – ele diz ainda ter acordo para “mais três ou quatro lutas”. E duas perguntas ficam no ar. Quais serão seus últimos adversários? E quais são os planos dele para a aposentadoria?
O ESPN.com.br fez uma entrevista exclusiva com o Spider para tentar chegar a respostas. Como de costume, ele usou sua esquiva afiada para desviar delas.
“Eu não tenho nenhum nome em mente. O importante é estar preparado, estar sempre treinado como eu sempre venho fazendo e aguardar os próximos desafios”, disse. Depois, porém, deu algumas dicas do que pensa. Anderson tem um desejo antigo de enfrentar Roy Jones Jr., boxeador agora com 50 anos, mas que sempre foi seu ídolo.
“Sempre foi meu sonho. Eu tenho um carinho e uma admiração muito grande pelo Roy. Ele foi e continua sendo um grande boxeador. E foi um grande desafio acompanhar toda a carreira dele, desde quando ele começou no boxe e os percalços e os percursos que ele correu dentro do boxe para chegar onde ele chegou com o nome que ele tem é gratificante. Eu o admiro muito ele e tenho ele como ídolo”, diz.
O curioso é que Roy Jones Jr. pode acabar enfrentando Vitor Belfort, um dos grandes rivais de Anderson. Há rumores de que os dois podem fechar contrato para uma luta no One FC.
“Não vi nada sobre. Mas são dois grandes lutadores e seria interessante ver”, diz Anderson.
Se vai deixando o sonho de enfrentar Roy Jones Jr. um pouco para trás, Spider parece ter criado um desejo diferente: se testar contra Conor McGregor. Em vídeo divulgado pelo site TMZ nesta semana, ele chega até a pedir diretamente a Dana White para que o combate seja casado, mas o presidente não parece gostar da ideia.
“Eu acho que é uma luta interessante contra o Conor. Acho que todo o universo do entretenimento e da luta ia gostar de ver essa luta”, explica à ESPN.
Anderson também já falou recentemente sobre o desejo de uma nova luta com Nick Diaz - a primeira acabou ficando sem resultado por conta de doping -, mas parece ter deixado o duelo um pouco de lado depois de Diaz não ter se animado muito com um retorno.
Se não crava os últimos adversários, Anderson também tenta não pensar muito na aposentadoria. Mas mostra que tem planos muito mais concretos para isso. E, se depender dele, os fãs continuarão o vendo muito pelas telinhas, mas em uma função completamente diferente.
“Todo atleta não pensa nessa coisa de vou parar. Tem um momento que você para. Você tem que começar a ‘destreinar’ para seguir outro rumo. Mas graças a Deus eu paralelamente já estou tocando outras coisas, continuo trabalhando na minha empresa, a Spider Kick, e na parte de cinema, trabalhando muito com inúmeros projetos. Está tudo muito legal, estou muito feliz com tudo que está acontecendo na minha vida”, diz.
“Ser ator foi uma cosia que sempre gostei, mas nunca tive muito tempo. Mas é uma coisa que sempre estava ali dentro de mim. Nos últimos anos tenho me dedicado mais, tido mais tempo. Tenho feito alguns trabalhos incríveis e tenho projetos que estão para vir. Mas é difícil! Acho que é mais difícil do que lutar, sabia?”, brinca.
Anderson Silva fala sobre planos pós-carreira nas telonas e brinca: 'Ser ator é mais difícil que lutar'
O UFC 237 terá acompanhamento IN LOCO durante toda a semana e será contado em TEMPO REAL no ESPN.com.br/mma.
