Anderson Silva, Jon Jones e Georges St-Pierre têm seus nomes garantidos em qualquer lista de maiores lutadores do UFC. Nenhum deles, contudo, conseguiu fazer tanto dinheiro na carreira quanto Conor McGregor, que, neste sábado, faz seu retorno ao MMA.
O irlandês, que desafia o russo Khabib Nurmagomedov pelo título do peso leve no UFC 229, fará apenas sua 11ª luta no maior evento de lutas do mundo – bem menos do que os outros três astros – e ultrapassará a marca de R$ 10 milhões ganhos da organização.
Nenhum atleta do UFC ganhou tanto dinheiro na história. Mais do que isso: considerando o que embolsou também pelo duelo de boxe que fez contra Floyd Mayweather, em 2017, McGregor supera a soma dos ganhos de Spider, Jones e St-Pierre.
Multiplicando dólares
A estreia de McGregor no UFC aconteceu em abril de 2013, em evento pequeno realizado na Suécia. Na ocasião, conseguiu o nocaute da noite sobre Marcus Brimage e saiu com 76 mil dólares (R$ 295 mil na cotação atual).
A maior parte daquele dinheiro veio do bônus dado pelo UFC pela performance, que lhe rendeu US$ 60 mil. Já seu salário, o valor garantido por subir no octógono, foi de US$ 8 mil, enquanto a vitória o fez dobrar essa quantia.
É impressionante, portanto, pensar que, três anos depois, em 2016, McGregor ganharia US$ 3,59 milhões (quase R$ 14 milhões) com a luta contra Eddie Alvarez, sua última no UFC. Somente no evento, são US$ 9,54 milhões (R$ 37 milhões) arrecadados.
As cifras, vale ressaltar, são as oficiais, sem considerar, portanto, acertos específicos com a organização, que incluem porcentagem nas vendas de pay-per-view e outros bônus.
Maiores lutadores... menores ganhos?
Na lista de lutadores que mais ganharam dinheiro no UFC durante a carreira, abaixo de McGregor, aparece Michael Bisping, veterano que, com quase 30 lutas no currículo, conseguiu somar US$ 7,13 milhões. Em seguida, aparece St-Pierre.
O astro canadense, que estreou na organização em 2004, faturou US$ 7,03 milhões nas cifras oficiais e nunca conseguiu, por exemplo, somar US$ 3 milhões em uma só luta como McGregor. Seu maior pagamento veio no UFC 217, já depois da ascensão do irlandês, com US$ 2,58 milhões – US$ 2,5 mi de salário e outros US$ 80 mil em bônus.
Já Anderson Silva fez US$ 6,82 milhões aproximadamente no UFC, tendo como maior ganho o que recebeu no evento de número 208 da organização, com US$ 820 mil, com US$ 600 mil de salário, US$ 200 mil de bônus pela vitória e US$ 20 mil do patrocínio da Reebok.
Jon Jones, por sua vez, tem US$ 4,87 milhões na conta de ganhos no UFC, a nona maior marca da história. Seu recorde de arrecadação aconteceu contra Daniel Cormier, em que saiu com US$ 580 mil, sendo US$ 500 mil de salário, US$ 50 mil de bônus e US$ 30 mil de patrocínio.
Mayweather multiplica ganhos de McGregor
Se apenas no MMA McGregor já deixava qualquer outro lutador para trás, depois da luta de boxe que fez contra Mayweather, sua fortuna foi multiplicada. Considerando apenas a bolsa divulgada, foram US$ 30 milhões (mais de R$ 116 milhões) para a conta, o que supera, por muito, os ganhos oficiais de Anderson Silva, Jon Jones e St-Pierre.
Somando os ganhos do UFC e a bolsa oficial do combate de boxe, McGregor acumula US$ 39,54 milhões – enquanto o trio soma menos da metade, US$ 18,7 milhões.
A superluta com Mayweather, aliás, fez com que o irlandês terminasse 2018 como o quarto atleta mais bem pago do mundo, segundo a revista “Forbes”, com US$ 99 milhões. A cifra aponta US$ 85 milhões em salários e US$ 14 milhões de patrocinadores.
Sobre a luta contra Nurmagomedov no sábado, McGregor também falou sobre dinheiro e prometeu sair com ganho de “oito números”, ou seja, no mínimo, US$ 10 milhões. Esse pagamento recorde no UFC, porém, viria também com auxílio de acordo de PPV, valor que não é, portanto, divulgado oficialmente pela organização.
Para conteúdo exclusivo sobre o UFC 229, que tem Conor McGregor x Khabib Nurmagomedov como luta principal, acesse o WatchESPN.
