Michel Pereira chegou com tudo no UFC em 2019. Extrovertido e com um estilo completamente diferente do habitual, o brasileiro chamou rapidamente a atenção ao dançar, dar piruetas e ganhar suas lutas. Em quatro anos, foram logo sete vitórias e duas derrotas (sendo uma delas por uma joelhada ilegal em um duelo que ele estava muito perto de ganhar).
Nos últimos 14 meses, porém, Michel Pereira não conseguiu subir no octógono mais nenhuma vez. E bem no momento em que ele entrou no ranking. Afinal, o que aconteceu? Nas palavras do próprio brasileiro, a resposta é simples: os adversários estão com medo de enfrentá-lo.
“Esse ano foi muito complicado para mim. Tentei lutar, estava pronto e quatro vezes minha luta foi adiada. Atleta se machucando, outros problemas... E fiquei um ano e pouco sem lutar. O problema não é o UFC, são os atletas que ficam inventando desculpas, falando que se lesionaram e não sei o que. E aí acaba me prejudicando”, disse Michel ao ESPN.com.br.
“Já era para eu estar mais a frente (no ranking), mas os caras não querem me enfrentar por eu ser muito perigoso e 15º do ranking. É um problema porque eu trago muito perigo e eles não querem sair de onde estão no ranking”, completou.
A situação vai se resolver neste sábado, quando Michel finalmente vai conseguir voltar ao octógono e logo para realizar um sonho: duelar com Stephen Thompson, que também vem do caratê. O brasileiro, claro, tem em mente o que vai fazer: entrar para dar mais um show. Dessa vez, porém, admite que pode também ter uma carta na manga caso as coisas se compliquem.
“Eu nunca entro para fazer luta chata, sempre é para dar show. E o resultado da luta é consequência”, disse Michel.
“Eu gosto muito do estilo dele, nós somos caratecas e sempre imaginei que daríamos um grande show para todo mundo. Eu e ele somos strikes, mas a gente tem que lembrar que sou lutador de MMA. Não sou muito fã do chão, não é meu foco na luta, mas se precisar, eu vou usar”, completou em outra entrevista.
Michel Pereira também espera que uma vitória resolva os problemas dele para achar adversário. E a conta é simples: um triunfo deve fazê-lo ‘roubar’ a sétima posição do ranking, que hoje pertence a Thompson.
“Vai ser bom porque vou me tornar top 7 e vai ser muito mais fácil para lutar com qualquer um da categoria”, diz.
Veja o card completo do UFC 291 e os horários das lutas:
CARD PRINCIPAL – 23h
Dustin Poirier (EUA) x Justin Gaethje (EUA) – leves (cinturão BMF) – por volta de 1h
Jan Blachowicz (POL) x Alex Poatan (BRA) – meio-pesados – por volta da 0h30
Stephen Thompson (EUA) x Michel Pereira (BRA) – meio-médios – por volta da 0h
Tony Ferguson (EUA) x Bobby Green (EUA) - leves
Michael Chiesa (EUA) x Kevin Holland (EUA) – meio-médios
CARD PRELIMINAR – 19h30
Gabriel Bonfim (BRA) x Trevin Giles (EUA) – meio-médios
Derrick Lewis (EUA) x Marcos Pezão (BRA) - pesados
Roman Kopylov (RUS) x Cláudio Ribeiro (BRA) - médios
Jake Matthews (AUS) x Darrius Flowers (EUA) – meio-médios
CJ Vergara (EUA) x Vinicius Salvador (BRA) - moscas
Matthew Semelsberger (EUA) x Uros Medic (SER) – meio-médios
Miranda Maverick (EUA) x Priscila Pedrita (BRA) – moscas feminino
* Horários de Brasília
