Felizmente para os entusiastas de CS:GO, o período de férias dos jogadores profissionais do título da Valve acabou e nos próximos meses veremos a volta de grandes campeonatos. Para estrear essa volta dos jogadores aos servidores competitivos, a comunidade poderá acompanhar o mais alto nível da modalidade na ESL Pro League S14, em Malta, e os brasileiros poderão torcer para as equipes brasileiras FURIA e Team oNe - novamente no mesmo grupo.
Para dar aquela preparada no coração, e também para relembrar um pouco sobre como foi o retrospecto das equipes durante o ano, fizemos um esquenta para falar um pouco sobre as expectativas das equipes no campeonato.
FURIA
Já faz algum tempo que a comunidade brasileira de Counter-Strike vem acompanhando os Panteras dentro dos servidores na esperança de ver os brasileiros decolando e passando por cima das grandes equipes que compõem a elite da modalidade, mas essa expectativa a tempos já não vem mais sendo preenchida com bons resultados.
Foi desde a saída de HEN1 e a chegada do AWPer de ofício norte-americano, junior, no começo do ano, que os brasileiros não conseguiram mais alcançar resultados satisfatórios (pelo menos para a comunidade) que represente toda a grandiosidade da equipe formada pelos grandes nomes do país tupiniquim: o técnico Guerri e os jogadores Yuurih, arT, VINI, KSCERATO e honda - este último sendo o mais inexperiente da equipe e tornando-se titular a pouco mais de dois meses.
Até o momento, as maiores conquistas da equipe no ano de 2021 foram o terceiro lugar na 13ª edição da Pro League, a segunda colocação na cs_summit 8 e o título do Elisa Invitational Summer 2021, que contou majoritariamente com equipes do Tier 2 do cenário competitivo do título.
Amargurando a 11ª colocação na IEM Cologne ao cair para a Heroic na repescagem do Grupo B, os Panteras chegam à Pro League S14 tentando encontrar maneiras de mostrar o nível elevado que um dia já mostraram dentro dos servidores.
Aproximadamente um mês após o resultado ruim no presencial, a expectativa para a FURIA no evento que acontece em Malta é ver pelo menos uma boa colocação nos playoffs da competição e bons jogos contra os melhores do mundo.
Óbvio, a esperança e o que realmente desejamos é ver a equipe levar tudo, mas tendo em vista o bom momento de muitas outras equipes que também participam do torneio aliado ao fato de ser o último jogo de Honda como titular da equipe - que já vem treinando com Drop, da equipe academy -, talvez seja um pouco complicado enxergar os brasileiros levantando o troféu.
É importante assistir o jogo da equipe torcendo e apoiando ela independente dos resultados, e nada adianta “hypar” os brasileiros e crucificá-los após não cumprirem com as expectativas criadas pela própria torcida.
Mudanças já foram feitas e estão em fase de adaptação com um talento promissor, o momento pede respeito ao processo da equipe e deixar de lado o imediatismo. A pressão em cima daqueles que vestem o manto da FURIA já é grande por parte deles mesmos, eles não precisam de mais.
TEAM ONE
Os Golden Boys também farão parte da corrida pelo prêmio máximo da ESL Pro League, mas diferente dos Panteras a Team oNe chega ao campeonato sem muita pressão e expectativa em suas costas. Atuando no decorrer do ano em torneios do Tier 2 norte-americano e europeu, a equipe passou por algumas mudanças ao longo do ano e não alcançou muitas conquistas.
Nosso próximo grande desafio vai ser em agosto quando jogaremos a ESL Pro League!
— Team oNe eSports (@teamoneesports) July 7, 2021
Muita preparação e evolução nesse meio tempo, a experiência que conseguimos nessa #IEM vai aparecer 💛
Continuem a acreditar 🇧🇷 #GoOne #oNeCS
Talvez as mais expressivas dessas sejam o primeiro lugar na ESEA Season 37: Premier Division - North America em cima da Extra Salt e a segunda colocação na Mythic Spring Cup #2, onde foi derrotada pelo elenco brasileiro da GODSENT.
A participação na IEM Cologne nem de perto foi das melhores, muito por conta de alguns problemas enfrentados pela equipe como atraso de vôos e de partidas, o que certamente não é uma desculpa para o resultado, mas interfere bastante tanto na preparação quanto na hora do vamos ver.
No entanto, mesmo sem os resultados positivos e com todas as mudanças no elenco, a mentalidade da equipe é otimista e hoje ela dá um passo de cada vez.
Contando com a ajuda do professor Fallen, a equipe têm dado passos lentos mas constantes em direção a uma boa evolução para o futuro e a ESL Pro League S14 será uma ótima oportunidade para a Team oNe mostrar essa evolução dos últimos meses e também se não mostrar, esta tudo bem, afinal ainda tem muito chão pela frente.
Dessa vez a gente vai dar trabalho, anota isso! 🔥 https://t.co/Q77RvpUe9v
— João Righi (@righifps) July 26, 2021
O campeonato servirá muito como uma experiência para a equipe e apesar de o "A Team oNe vai dar trabalho" estar anotado, só uma possível ida aos playoffs, já abrirá o sorriso de muitos fãs brasileiros.
TEAM LIQUID
A única equipe não brasileira do artigo, mas que com certeza merece uma menção, uma vez que um dos maiores jogadores brasileiros na história do competitivo de Counter-Strike faz parte do time: Fallen. Chegada de moses como treinador para substituir adreN, aposentadoria de nitr0, saída de Twistzz para a FaZe, entrada do capitão verde e amarelo e a volta de adreN para substituir moses.
Todas essas mudanças aconteceram no período de um ano e sem dúvidas mexeram bastante com toda a estrutura da equipe. Buscando encontrar o caminho certo desde a chegada de Fallen em janeiro deste ano, a Cavalaria vem tendo dificuldades em se encaixar dentro do servidor.
Alcançaram alguns bons resultados aqui e ali, como o quarto lugar na final global da BLAST Premier na estreia de Fallen, alguns terceiro e quartos lugares, na DreamHack Open March e na Intel Extreme Masters XV - World Championship respectivamente, e mais recentemente o título na cs_summit 8 em cima da FURIA.
Play @falanext 😎💚 pic.twitter.com/nwcicpZumC
— Gabriel Toledo (@FalleNCS) August 13, 2021
O ano da Team Liquid até o momento tem sido feito de altos e baixos, e depois de tantas mudanças que já aconteceram, ainda acompanha algumas mudanças no time. Mais especificamente essas mudanças que me refiro são as trocas de capitania da equipe entre o norte-americano Stewie2k e o brasileiro Fallen.
O cargo de capitão já passou de um para o outro diversas vezes durante o ano e pontos positivos são visíveis na liderança de cada um, mas a equipe parece não ter se decidido ainda qual o melhor caminho a seguir.
A Team Liquid chega à ESL Pro League S14 desta vez com Fallen comandando os outros quatro jogadores dentro de jogo e a maior expectativa é em ver como o renomado capitão brasileiro usará as peças a seu favor para dar o maior número de xeque-mates no campeonato.
O comando do brasileiro já trouxe bons resultados, como o quarto lugar na IEM Katowice citado anteriormente, e é esse resultado que a Liquid busca. Entram para a Pro League buscando saciar a sede por bons desempenhos e também de viver mais um “alto” em sua jornada até então.
Os primeiros confrontos das equipes brasileiras (ou quase brasileiras) começam a partir desta quarta (01), com a Team oNe enfrentando a russa Gambit para abrir o dia, a FURIA encarando a Entropiq e a Team Liquid fechando o dia de séries contra a Ninjas in Pyjamas. Você pode ver mais detalhes sobre o campeonato aqui.
