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Segura peão: Damage garante que fãs 'podem esperar uma Rensga forte' nos playoffs do CBLoL

Um ótimo começo de split, uma metade com muitas trupicadas e um fim esperançoso: foi mais ou menos assim que o segundo split da Rensga no CBLoL se encaminhou. Vindos de uma última colocação no primeiro split das franquias e recebendo os coreanos Yuri e Croc, junto do suporte Damage, os Cowboys chegaram diferentes e alcançaram na última semana a classificação para os playoffs do torneio.

Um dos grandes nomes que ajudou a organização de Goiânia a chegar onde está hoje foi o suporte ex-FURIA. Antes mono assassinos e reserva de Anyyy na rota do meio dos Panteras, Yan “Damage” se encontrou em uma função que era o extremo oposto daquilo que estava acostumado e, ao contrário do que seu nick significa, não causa tanto dano nas partidas - em partes.

Antes buscando os holofotes na mid lane, o atual suporte dos Cowboys encontra este ao causar dano nas equipes inimigas de uma forma diferente da que se imagina: através de sua proatividade, através dos inúmeros passeios que dá ao redor do mapa para garantir que cada rota esteja bem encaminhada e que nada falte a cada um dos outros quatro “cumpadis” que o acompanham dentro do Rift.

“O meu trabalho dentro de jogo é eu tentar manter o time unido e manter com foco no que temos que fazer, sempre que acontece alguma coisa ruim eu tento levantar a moral do time, focar no próximo passo ou até quando estamos desfocado eu tento sempre recuperar esse foco e dar novas ideias. Sou bastante proativo no mapa também, sinto que sempre estou tentando buscar jogadas para o time e colocar a gente na frente. Basicamente é isso, eu tento ajudar todo mundo e fazer com que todo mundo esteja na mesma página”, conta Damage em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

Os danos causados ao redor do mapa trazido por Yan, a revelação de Trigo e o bom momento dos coreanos e de Kiari na rota do topo consolidou a Rensga como um dos principais times do CBLoL no split que garante à grande campeã a oportunidade de representar o Brasil no Mundial de 2021.

Um espectro totalmente diferente daquele apresentado pelo suporte enquanto atuava pelos Panteras da FURIA, time no qual atuou durante mais de dois anos e alcançou os playoffs apenas duas vezes - uma como FURIA e outra ainda como Uppercut. Hoje ao lado da Rensga, pastoreou a equipe assim como um cowboy faz com seu rebanho em direção à fase eliminatória.

“Eu sinto que no time da Rensga a gente aprende muito rápido as coisas. Nós erramos e no próximo jogo já nos adaptamos melhor, nunca cometemos os mesmos erros e evoluímos muito rápido. Acho que esse é o maior diferencial entre os elencos que participei da FURIA, a gente cometia muitos erros e continuava neles. Aqui sinto que a gente evolui rápido, temos um objetivo dentro de jogo que todos estão focados nisso e jogando para isso”, comenta.

MOMENTOS

Sucesso ainda no começo do split seguido de uma metade de fase regular um tanto quanto complicada, para a partir do segundo turno conseguir se reerguer e chegar à reta final como uma grande competidora. Apesar de não considerar seu momento o melhor de sua carreira, a chegada à equipe trouxe duas coisas extremamente importantes: evolução e liberdade.

“Sobre o meu momento, sinto que já tive uma fase melhor mas estou atualmente me recuperando. Nesse split com a Rensga eu estou evoluindo bastante, voltando a jogar o que jogava antigamente. Sinto que aqui eu também sou muito livre para fazer as coisas, então todo mundo me dá permissão pra jogar do jeito que eu quero - antes eu me sentia muito preso. Está dando certo pra mim atualmente, sinto que tô conseguindo causar bastante impacto, então acredito que consigo chegar mais longe ainda e para os playoffs vou estar ainda mais preparado”, avalia sobre o momento de sua carreira.

Apesar de já ter mostrado toda sua força dentro do Rift, a organização ainda sofre com algumas crenças da comunidade de que a equipe não é tão forte quanto parece ou até mesmo não é levada a sério por conta de seu estilo de comunicação através das redes sociais, que carrega um tom muito mais descontraído quando comparado ao de outras organizações inseridas no mesmo campeonato.

Ganhando pelo menos uma vez (e sendo a única equipe do torneio a fazer isso) de cada equipe do CBLoL, a Rensga chega como um dos underdogs da fase eliminatória. Com seu chapéu na cabeça, o laço na mão e sabendo de todo seu potencial, os Cowboys estão focados em se tornar um time forte para conquistar tudo.

“Não pensamos muito nisso de sermos um time considerado forte ou não. Pra gente tanto faz se as pessoas pensam que somos meme ou se somos fortes, estamos trabalhando nosso coletivo e individual para se tornar um time forte. Quando você é um time novo, as pessoas não levam você a sério, pelo fato da Rensga ser uma organização nova no cenário o povo não leva esse time tão a sério. Mas eu sinto que temos bastante potencial, inclusive já mostramos (...) temos potencial sim de bater de frente com qualquer time e beliscar o título”, diz.

A RETA FINAL

As expectativas para os playoffs são boas. Damage, que vinha mostrando algumas inconstâncias ainda durante o primeiro turno, hoje se sente bem mais confiante e preparado para o desafio que tem pela frente. Evolução tem sido uma constante na vida da equipe, e vão entrar em Summoner’s Rift neste fim de semana para mostrar isso.

“Vai ser uma Rensga totalmente diferente pelo fato de termos aprendido bastante com os erros do primeiro turno, estávamos bem dominantes nos primeiros jogos mas não era dominante em time, era mais individual (...) A partir do segundo turno a gente mudou totalmente, focamos mais no coletivo, não tentamos buscar tantas jogadas individuais. Tá funcionando bastante, então eu sinto que nos playoffs seremos um time muito mais preparado tanto no coletivo quanto no individual”, comenta sobre qual Rensga se apresentará no confronto do fim de semana.

“Podem esperar um Damage bem mais constante. No primeiro turno eu não estava sendo tão constante, mas a partir do segundo eu já melhorei bastante, sinto que meu gameplay ta melhor cada dia que passa. Vou estar bem mais preparado para os playoffs, tanto eu quanto o time estamos evoluindo bastante então podem esperar uma Rensga forte nos playoffs que vamos trabalhar duro para isso”, conclui confiante.

Neste sábado (7), a equipe goiana encontra a LOUD para tentar carcar uma vitória em cima da Tropa e busca avançar para as semifinais, onde encontrará a paiN Gaming para o confronto que garante a vaga na grande final. Chegar aos playoffs já foi uma conquista e tanto, mas a organização quer mais: quer fazer seus fãs gritarem o “Reeeeeeeeeensga!”.