O piloto dos Panteras disputou as 24 horas de Le Mans virtual, evento que contou com a participação de Max Verstappen
O Brasil está marcando presença em mais um grande evento internacional, mas dessa vez no mundo do automobilismo virtual. O piloto Caique Oliveira, que hoje representa a FURIA dentro dos simuladores, terá a oportunidade de disputar o primeiro Major de RENNSPORT (ou R1), simulador que ainda nem chegou completamente ao mercado e já conta com investimentos agressivos. O automobilista conversou com o ESPN Esports Brasil para falar sobre suas experiências internacionais, se já pilotou fora dos simuladores e suas grandes inspirações.
Colocando a bandeira brasileira em frente à aos espectadores do ESL R1 Spring Major, em Munique, Caique revela alcançou grandes feitos durante sua carreira como piloto, como correr as 24 horas virtuais de Le Mans - evento que contou até mesmo com a presença de Max Verstappen. Apesar disso, ele revela que disputou o campeonato diretamente de sua casa, por meio do simulador, e que esta será a primeira vez que terá a oportunidade de competir internacionalmente em um evento deste tamanho.
"Em janeiro desse ano tive a oportunidade de correr as 24 horas de Le Mans virtual, que até mesmo o próprio Max Verstappen correu, competi por uma equipe dinamarquesa [...] Foi uma experiência muito legal correr as 24h, que é um dos meus eventos favoritos. Lá eu estava com um ritmo de corrida muito forte, então deu um gostinho de que dava pra estar batendo de frente com os europeus que são muito fortes nos simuladores", analisa seu desempenho.
"Tive essa experiência, mas foi online, aqui de casa no simulador. Mas a oportunidade de viajar para fora, competir fora do país, em um simulador diferente é a primeira vez junto da FURIA. Ainda consegui essa classificação para o Major no presencial é a primeira vez mesmo", conta.
Pilotando um carro da BMW, o jogador não só terá a oportunidade de representar toda a comunidade brasileira, mas também vestirá o uniforme de uma das organizações mais tradicionais dos esports brasileiros durante o evento: a FURIA.
Mas e aí? Já pilotou fora do virtual?
Atualmente, é comum vermos pilotos no universo virtual que já tiveram experiência em pistas reais. Um dos grandes exemplos disso é o automobilista brasileiro Igor Fraga, campeão no Gran Turismo que também agarrou o título do Formula 3 brasileiro em 2017.
No entanto, Caique não segue o mesmo caminho e ainda revela que sua primeira experiência com automobilismo fora dos games foi recentemente, em uma corrida de kart.
"Sempre foi um sonho meu ser um piloto real. Cada vez mais os mundos estão se cruzando, tem o piloto real e o virtual, a competição a corrida é praticamente a mesma só muda onde você está correndo. Mas eu não tenho experiência no real nenhuma, não faz nem três semanas que foi a primeira vez que andei de kart lá em Malta, onde estamos com o nosso QG de simulador", conta.
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Um dos grandes motivos para não ter experimentado ainda mais o vento na cara fora dos simuladores, foi a acessibilidade do esporte. Por se tratar de uma modalidade cara, ele revela que o virtual foi a forma que encontrou de se aproximar ainda mais desse universo dos carros.
"Até que me dei bem, foi interessante. Mas nunca tive experiência nenhuma com carro de corrida, porque o automobilismo não é tão acessível assim, né? [...] Se tornar um piloto virtual foi a alternativa que achei pra entrar de cabeça nesse mundo", continua.
Inspirações dentro das pistas reais e virtuais
Apesar de não contar com muita experiência com o automobilismo fora dos simuladores, a modalidade sempre esteve presente na vida de Caique. Acompanhando os grandes nomes da Formula 1 durante sua infância e adolescência, o representante brasileiro no Major de R1 comenta sobre quais são os nomes que o inspiraram (e ainda inspiram) seu percurso em meio às corridas do mundo virtual.
As referências para correr atrás de se tornar um dos melhores do mundo, vem diretamente de duas lendas da principal competição automobilística.
"Desde pequeno, sou de 94, meu herói foi o Michael Schumacher. Sempre fui muito fã dele, acompanhei os títulos dele e vendo a força, o que ele trabalhava junto com a Ferrari e tudo, na minha época marcou muito e também o chefe Ayrton Senna. Eu não assisti as corridas dele, mas conhecendo a história, vendo tudo, é alguém que passa uma grande inspiração e é um dos melhores de todos os tempos", conta o piloto da FURIA.
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Fora das pistas reais e olhando para o universo virtual, Caique revela que hoje compete frente a frente contra alguns daqueles que eram suas inspirações quando começou a dar suas primeiras arrancadas dentro dos simuladores.
Maximilian Benecke, que hoje veste as cores da mousesports, e Joshua Rogers, que representa a Porsche, são os nomes que - mesmo que de longe - ajudaram o brasileiro a alcançar o patamar em que está atualmente.
"São dois pilotos campeões mundiais, que tem bastante trabalho e levantaram o nível do simulador. [Eles] dão um norte pra quem chegou depois como eu, que comecei em 2020/2021, a entender o que tem que fazer para trabalhar pra poder chegar nesse nível", adiciona.
O primeiro Major de RENNSPORT acontece neste fim de semana, entre os dias 3 e 4 de junho, em Munique. Organizado pela ESL, uma das maiores organizadoras de eventos de esports do mundo, o campeonato receberá os 25 melhores pilotos e oferecerá 225 mil euros como premiação (cerca de R$ 1.2 milhões na cotação atual).
