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Valorant | 'Meu foco é dar 200% para estar no mundial', diz Let sobre o Game Changers

A jogadora da B4 Angels falou com o ESPN Esports Brasil sobre entrada na B4 Angels e o mundial do VALORANT Game Changers.


O cenário feminino de VALORANT teve uma grande expansão nos últimos meses, incluindo a chegada do novo circuito mundial do Game Changers, novidade que abriu novas páginas para diversas organizações brasileiras. A B4 Angels foi a grande rival da Gamelanders Purple, equipe que conquistou quatro títulos durante o ano de 2021, e se mostrou uma das favoritas para estar no mundial no fim da temporada.

As Angels teve uma grande mudança no começo do ano de 2022, com a saída de Isabeli “isaa” Esser, a atual segunda melhor jogadora de VALORANT no Brasil. Com a responsabilidade de ser um dos pilares da B4, Leticia "let" Dias, chegou à equipe no dia 8 de janeiro, e até então mostrou que não teve problemas em se adaptar a sua nova equipe.

Let foi uma das jogadoras que migrou do Counter-Strike para o VALORANT. A jogadora deu seus primeiros passos profissionais na Liberty. Em entrevista para o ESPN Esports Brasil, Let explica que trabalhou bastante para a equipe se tornar uma das referências no cenário feminino brasileiro.

“Comecei no VALORANT jogando ranked, porque não tinha pessoas para jogar comigo no competitivo. Foi então que coincidiu de umas das meninas do Counter-Strike me chamar para o time delas, na Liberty. Minha convivência com as meninas sempre foi boa, porque sempre fomos muito amigas no lado pessoal”, explicou a jogadora.

“Praticamente quando a gente montou o time, todo mundo estava meio que começando no VALORANT, então foi uma evolução constante e um grande caminho até chegarmos entre as melhores equipes femininas do cenário”, completou.

B4 ANGELS

A chegada de Let na B4 Angels foi algo bastante esperado pela comunidade brasileira. A jogadora precisou fazer bastante suspense sobre sua chegada na B4, mas ficou tranquila com a recepção da torcida dos "bastardos".

“Foi muito difícil manter todo o suspense. Eu fazia stream e o pessoal perguntava ‘nossa, mas para onde você vai?’. Guardar segredo foi difícil, mas eu fico feliz que deu tudo certo. No final das contas, mesmo tendo vazamento, deu tudo certo”, comentou.

“Estava um pouco nervosa, porque querendo ou não, a B4, é muito forte no cenário. Não sabia como a torcida ia me receber, mas depois que saiu o anúncio, fiquei mais tranquila”, completou.

Uma troca de jogadores sempre é complicada para diversas equipes, com o medo e a ansiedade se haverá uma adaptação rápida ou não. Em pouco tempo junto das Angels, Let afirmou que foi muito bem recepcionada e prometeu trazer um estilo de jogo diferente neste ano.

“Fui muito bem recepcionada pelas meninas, inclusive era um medo meu, por elas estarem muito tempo juntas. Ter que mudar uma jogadora assim pode ser um pouco estranho, mas fui bem recebida. Vou trazer um estilo de jogo muito diferente para essa temporada e temos tudo para evoluir muito neste ano”, afirmou Let.

O cenário brasileiro VALORANT tem se mostrado uma grande fábrica de talentos, mas ainda existe aquela vergonha de ficar diante das câmeras. A jogadora explicou que foi uma mudança cansativa e que conseguiu se acostumar com os holofotes.

“Foi um pouco cansativo, mas como estava acostumada com as ranqueadas, ajudou bastante na hora de fazer streams. Eu perdi a vergonha das câmeras no ano passado, fui me acostumando com o tempo. Sempre lembro como é importante para a imagem de qualquer jogador”, explicou.

VALORANT CHAMPIONS TOUR

A temporada começou para as equipes femininas com a Spike Ladies sendo decidida por B4 Angels e Gamelanders Purple - com a GL conseguindo levar o primeiro título da temporada. A B4 ainda tem pela frente a primeira edição do Protocolo Evolução 2022.

As Angels tiveram uma baixa na última semana: a jogadora Celine "celinett" Patrícia foi colocada no banco de reservas e substituída pela argentina Julia "Jules" Dominguez. Let afirmou que mesmo com o pouco tempo de treinos, ainda acha que a escalação vai conseguir ir bem nos próximos campeonatos femininos.4

“Começamos o ano no qualificatório torneio misto e tínhamos acabado de voltar a treinar. Realmente não tivemos o desempenho que esperávamos, mas a gente está se preparando para chegar bem nos próximos campeonatos femininos”, afirmou

“Confesso que essa possibilidade de ir para o mundial me deixa muito animada, mas acho que a equipe precisa dar passos pequenos, pensando primeiro em termos essa vaga para depois pensarmos em chegar no mundial. Estou muito ansiosa, muito animada e o meu foco é dar 200% para estar no mundial”, finalizou.