O anúncio do remake das duas primeiras versões de Tony Hawk’s Pro Skater agradou os fãs mais nostálgicos. A primeira, lançada em 1999, tornou-se um clássico entre os games de esporte e deu início a uma das franquias de maior sucesso utilizando o nome de um atleta famoso na época.
Olhando para a história dos games, é comum notar o uso dessa estratégia para simuladores esportivos. A partir da metade da década de 1980, desenvolvedoras e companhias passaram a estampar o nome e a imagem de personalidades do esporte em seus títulos. Era uma maneira de ganhar maior popularidade com vendas usando a figura de um astro da modalidade.
De acordo com a base de dados do site MobyGames, 629 games já foram lançados com a licença de alguma estrela do esporte no título. Entre esses, estima-se que 220 surgiram entre 1990 e 1999 - ano de lançamento do primeiro Tony Hawk’s Pro Skater.
EVOLUÇÃO DENTRO DA INDÚSTRIA
Para Gilliard Lopes, produtor da série EA Sports Fifa e podcaster, o uso de personalidades famosas era uma estratégia da indústria de games para alcançar um novo público. “A indústria de games é jovem e, no seu início, era muito voltada para crianças. Então, quando os jogos de simulação de esporte começaram a ser feitos, os times e publicadores identificaram que precisavam chegar num outro tipo de público, mais velho. Para isso, eles precisavam buscar uma certa legitimidade que os videogames ainda não tinham na época. Eram considerados brinquedos, coisa de criança”, explica Gilliard.
“Os publicadores entendiam que trazer um atleta de renome para ser a cara da sua franquia de jogos dava a eles esse ar de algo mais sério, que o jogo era um produto mais legítimo, com mais respaldo. Além, óbvio, de toda a questão do marketing do produto em si que você consegue amplificar pelo fato de ter um atleta famoso na capa”, conta.
O maior sucesso comercial da indústria nos anos 90, com novos consoles, desenvolvedoras e tecnologias aprimoradas, intensificou a busca pelo licenciamento de atletas como forma de promoção. “Depois que as ligas começaram a entender que dava para fazer dinheiro licenciando sua imagem com jogos, isso virou um meio muito competitivo.
Qualquer licença que você pudesse trazer para sua franquia como forma de ter uma vantagem ou um destaque com relação a um concorrente era válida. Por isso a gente começou a ver várias publicadoras e vários produtos tentando trazer um nome mais chamativo para a sua franquia. Não necessariamente o melhor, às vezes o mais popular ou muitas vezes polêmico, também, tudo como forma de atrair o público para o seu produto”, comenta Gilliard.
A partir da década de 2000, essa onda começou a diminuir. Jogos de esportes coletivos, como futebol, futebol americano e basquete, passaram a focar no licenciamento de ligas e torneios. O uso de atletas ficou concentrado em esportes individuais, como skate, surfe, golfe e lutas.
Na década de 2010, esse tipo de licenciamento ganhou força em jogos mobile, enquanto tornou-se cada vez mais raro em lançamentos para consoles. O ano de 2019, por exemplo, teve apenas a série Madden NFL como representante nos consoles.
Gilliard aponta dois fatores principais para essa mudança: “os videogames tornaram-se mais presentes na cultura em geral e na cabeça das pessoas de uma forma já estabelecida e orgânica, que sentiram que já não precisavam mais trazer os nomes e os atletas em si como, vamos dizer, representantes da sua marca.
Também identificaram que isso era muito perigoso. Ainda mais hoje em dia, com a comunicação tão amplificada através de redes sociais sobre tudo o que acontece, é perigoso para qualquer marca, não só nos games, se associar a um atleta. Isso não significa, também, que não tenha atletas na capa de todos os jogos de esporte. Mas, pela indústria estar mais madura, sentiu-se que não precisava atrelar o nome da celebridade como forma de chamar a atenção”, finaliza.
EXEMPLOS FAMOSOS
Entre tantos games lançados, algumas parcerias tiveram muito sucesso comercial, resultando em franquias longas. Outras, no entanto, não prosperaram e destacaram-se por fatores mais excêntricos e inusitados. Veja, abaixo, alguns games inspirados em personalidades do esporte que merecem atenção, seja pelo sucesso ou curiosidades envolvidas.
FUTEBOL
Peter Shilton’s Handball Maradona (1986)
O futebol foi um dos esportes que mais se aproveitou do uso de atletas para a divulgação de seus games. Com muitas desenvolvedoras localizadas na Inglaterra, era comum que astros da seleção inglesa e do futebol local fossem convidados para nomear os jogos. Um deles foi Peter Shilton’s Handball Maradona, lançado em 1986 para Amstrad CPC, Commodore 64 e ZX Spectrum.
A temática do jogo era inusitada quando comparada a outros games de futebol: no lugar de controlar todo o time, o jogador usava apenas o goleiro, e precisava evitar os gols do adversário. Para isso, a inspiração em Peter Shilton, goleiro da seleção da Inglaterra em 1986 e que sofreu o gol da “Mão de Deus” de Diego Maradona. O lance do argentino, inclusive, ficou marcado no nome principal. Apesar da menção, não era possível fazer gol com as mãos no jogo.
A jogabilidade era simples e consistia apenas em mover o goleiro para os lados enquanto a equipe adversária tramava um ataque. Os únicos times disponíveis eram ingleses, e os modos de jogo eram divididos entre treino, amistoso e um desafio de habilidades para acumular defesas em uma mesma partida.
Ronaldo V-Football (2000)
Jogadores brasileiros também apareceram no título dos games de futebol. Pelé e Zico são dois exemplos. Um dos mais interessantes conta com a presença de Ronaldo: em 2000, foi lançado pela Infogrames Ronaldo V-Football, disponível para Playstation e Game Boy Color. O jogo explorou em diversos aspectos a imagem do Fenômeno, inserindo-o na capa e nos menus principais.
Um dos destaques de Ronaldo V-Football é a tradução completa em português brasileiro, incluindo uma narração feita por Osmar de Oliveira. Foi um dos primeiros games a incluir a opção do português local, em uma época em que era raro encontrar essas traduções. Outras menções ao Brasil eram notáveis, tais como o uso do verde e amarelo nos menus e uma melodia de samba como música principal. O slogan do jogo, inclusive, exaltava o futebol da seleção brasileira: “play it the brazilian way” (“jogue do jeito brasileiro, em tradução livre).
Ronaldo V-Football trazia um extenso catálogo de seleções nacionais de todos os continentes, algumas com jogadores e uniformes licenciados. A jogabilidade era similar a outros jogos de futebol da época e os modos de jogo incluíam amistosos, torneios e a V-Football Cup, uma copa em formato semelhante ao da Copa do Mundo FIFA. O jogo recebeu boas avaliações, mas não teve uma continuação.
FUTEBOL AMERICANO
Madden NFL (1988-presente)
O futebol americano possui um dos exemplos mais bem-sucedidos entre o licenciamento de estrelas para jogos. Em 1988, a EA Sports lançou John Madden Football para Apple II, Commodore 64 e Commodore 128. O ex-técnico campeão, membro do Hall da Fama do futebol americano e comentarista John Madden cedeu sua imagem e ainda auxiliou no desenvolvimento do jogo.
A partir de 1990, John Madden Football tornou-se um lançamento anual. Em 1993, a série adquiriu os direitos de imagem da NFL, a liga nacional de futebol americano, e mudou o nome para Madden NFL. Com o passar dos anos, a popularidade do jogo cresceu com os direitos da liga e o realismo apresentado na jogabilidade e na presença do comentarista.
Outras estrelas da NFL nos anos 1990 como Joe Montana, Troy Aikman e Emmith Smith também tiveram seus próprios jogos, alguns até mesmo licenciados pela liga. No entanto, nenhum alcançou o sucesso comercial de Madden. O comentarista, inclusive, fez parte das capas do game até o ano 2000.
Depois de 2005, a EA Sports garantiu direitos de exclusividade sobre a NFL em videogames. Dessa forma, Madden NFL consolidou-se como o único jogo oficial da liga, passando por gerações de consoles e com mais de 30 anos de existência. John Madden deixou de ser o comentarista oficial do game em 2009, mas seu nome ainda foi mantido. A versão mais recente, Madden NFL 20, foi lançada em agosto de 2019. Em maio de 2020, foi anunciada a renovação do contrato da EA Sports com a NFL até 2026.
BASQUETE
Bill Laimbeer’s Combat Basketball (1991)
Muitas estrelas da NBA tiveram seus respectivos jogos de videogame durante os anos 90. Michael Jordan, Charles Barkley, Magic Johnson e David Robinson fizeram parte de games que alternavam entre simuladores e versões mais “arcade” do basquete. Porém, nenhum desses títulos foi tão ambicioso e diferente como Bill Laimbeer’s Combat Basketball, lançado em 1991 pela Hudson Software para Super Nintendo.
Laimbeer, em sua carreira como atleta, ganhou dois títulos da NBA e foi conhecido como um dos jogadores mais físicos e violentos do esporte. Essa fama rendeu um game que decidiu misturar o basquete com a ficção científica. A trama se passa em 2030, quando Laimbeer torna-se o comissário da liga e decide mudar suas regras para algo mais agressivo: todo contato é permitido, incluindo a presença de armas no cenário.
O jogo recebeu más avaliações pela crítica quando lançado e não teve o apelo necessário para competir com outros simuladores. A jogabilidade era limitada e a temática tampouco ajudava, colocando Combat Basketball em uma prateleira de games mais bizarros já criados.
Kobe Bryant in NBA Courtside (1998-1999)
A Left Field Productions decidiu estrear no console Nintendo 64 com um jogo exclusivo da NBA, usando Kobe Bryant em seu título e capa. Bryant, em 1998, tinha apenas 19 anos e havia disputado apenas uma temporada na liga. Mesmo assim, conseguiu destaque o suficiente para ser usado na promoção do game, tornando-se o jogador mais jovem da história do basquete a possuir esse tipo de licenciamento.
NBA Courtside foi lançado em 1998 e 1999, com edições referentes às temporadas de cada ano. A edição de estreia chamou a atenção pelos gráficos em 3D e captura de movimentos do astro do basquete. Foi bem recebida pelo público, recebendo o selo “Player’s Choice”, dado pela Nintendo aos jogos com mais de um milhão de cópias vendidas.
BEISEBOL
Ken Griffey Jr. presents Major League Baseball (1994-1999)
Os anos 90 foram marcados por grandes estrelas em seus respectivos esportes. No beisebol, o nome mais popular era o de Ken Griffey Jr., estrelando comerciais, séries de TV e com linhas de produtos em seu nome. Griffey Jr. atuava pelo Seattle Mariners, franquia da Major League Baseball que tinha como acionista majoritária a Nintendo americana, representada pelo CEO Hiroshi Yamauchi.
Em 1994, foi lançado para Super Nintendo o jogo Ken Griffey Jr Presents Major League Baseball. Curiosamente, o jogo possui o licenciamento da liga norte-americana de beisebol, mas não teve acordo com a associação de jogadores. Dessa forma, Griffey Jr. é o único jogador sem possuir um nome genérico. Esse fato não impede que o game seja lembrado como um clássico entre os fãs do esporte pela sua jogabilidade.
A aproximação da Nintendo com Ken Griffey Jr. rendeu outros quatro jogos exclusivos para consoles da empresa. Ken Griffey Jr’s Winning Run (1996), para Super Nintendo, Major League Baseball Featuring Ken Griffey Jr (1998), para Nintendo 64 e Ken Griffey Jr’s Slugfest (1999), com versões para Nintendo 64 e Game Boy Color.
BOXE
Mike Tyson’s Punch-Out!!! (1987)
O lendário Mike Tyson foi protagonista de um dos principais jogos lançados para o NES. O boxeador assinou um contrato de exclusividade de três anos com a empresa, garantindo seu nome e imagem para Punch-Out!!!.
No game, os jogadores controlam Little Mac, um boxeador que procura a glória em sua carreira. Na jornada, enfrenta adversários caricatos, cada um com seus golpes particulares, até chegar ao desafio final contra Mike Tyson. Em todas as lutas, o juiz é representado por ninguém menos do que Mario.
O game é considerado um clássico do console. Possui adversários carismáticos e desafiadores, cenas marcantes e uma jogabilidade muito agradável para a época. O contrato de Tyson com a empresa teve duração de três anos e não foi renovado pela Nintendo, relançando-o posteriormente apenas com o nome de Punch-Out!!!.
Foes of Ali (1995)
Foes Of Ali foi lançado em 1995 pela EA Sports para o 3DO. O jogo trazia o já aposentado Muhammad Ali como estrela em um simulador 3D de boxe. O rol de lutadores incluía Ali, obviamente, e mais outros sete ex-adversários do boxeador americano. Na jogabilidade, destacava-se a movimentação 3D, além de uma grande variedade de câmeras, incluindo uma em primeira pessoa.
No entanto, a grande novidade de Foes Of Ali era seu modo carreira. Nele, era possível reviver lutas históricas da trajetória de Muhammad Ali, incluindo o período em que usava o nome Cassius Clay. Ainda que alguns combates icônicos não estejam inclusos, como a luta contra George Foreman, o jogo foi um dos primeiros exemplos de homenagens à carreira de um atleta, uma estratégia muito adotada posteriormente.
AUTOMOBILISMO
Colin McRae Rally (1998-2009)
A série Colin McRae Rally é uma das mais duradouras entre os jogos de automobilismo. Sua primeira versão foi lançada em 1998, para Playstation e Windows, e usou o nome do piloto escocês por três gerações de consoles. A franquia rapidamente tornou-se uma referência entre simuladores de rali, incluindo pistas em diferentes terrenos e localidades.
Foram, ao todo, sete jogos levando o nome do piloto no título, chamando a atenção pelo realismo das provas. Foi um dos primeiros títulos de sucesso da Codemasters, que consolidou-se no ramo dos simuladores de corrida, criando também a série Grid e os jogos oficiais da Fórmula 1.
McRae faleceu em 2007, vítima de um acidente de helicóptero, e teve sua carreira homenageada em Colin McRae DiRT 2, de 2009. Após sua morte, a franquia continuou a produzir novos jogos, mas deixou de usar o nome do piloto. A série atualmente é chamada apenas de DiRT, com lançamento mais recente em 2019.
Ayrton Senna’s Super Monaco GP II (1992)
O brasileiro Ayrton Senna também deixou sua marca no mundo dos games. Em 1992, foi consultado pela Sega para ser a estrela de Super Monaco GP II, simulador de Fórmula 1 para o Mega Drive. Senna não só foi o garoto-propaganda como também auxiliou no desenvolvimento do jogo, sendo creditado como supervisor de sua produção.
O piloto brasileiro chegou a gravar comentários sobre cada uma das pistas, que não foram inclusos na versão final por falta de espaço. Porém, é possível ver comentários de Senna antes de cada circuito. O brasileiro ainda apontou mudanças na jogabilidade em comparação com o antecessor Super Monaco GP, de 1989.
O modo principal de jogo consiste na disputa de uma temporada da Fórmula 1, mesmo sem pilotos e equipes licenciadas. Chama a atenção, também o modo Senna GP, que possui três pistas desenhadas pelo próprio Senna - uma delas inspirada no circuito feito em sua fazenda, em Tatuí-SP.
Curiosamente, o ano de 1992 serviu para o lançamento de outro simulador de automobilismo de um adversário de Senna. Nigel Mansell’s World Championship foi lançado para o Amiga e, posteriormente, consoles como o Super Nintendo e o Mega Drive. A rivalidade não ficou concentrada apenas nas pistas, mas também no campo virtual e nas prateleiras das lojas de jogos.
GOLFE
Tiger Woods PGA Tour (1998-2013)
Detentora dos direitos da série PGA Tour, a EA Sports recorreu ao então campeão do Masters de Golfe, Tiger Woods, para ser a estrela da série. O primeiro jogo, Tiger Woods 99 PGA Tour, usava uma versão digitalizada do atleta e foi lançado em 1998 para Playstation e Windows.
A parceria transformou-se em um lançamento anual no calendário de games. Tiger Woods PGA Tour foi colocado como um dos destaques da EA Sports, ao lado de franquias populares como Fifa Soccer, Madden NFL e NBA Live. A franquia é referência entre simuladores de golfe e foi detentora dos direitos da PGA, a associação profissional de golfistas.
O último lançamento com o nome de Tiger Woods foi PGA Tour 14, de 2013, para Playstation 3 e Xbox 360. Dois anos depois, em 2015, a EA Sports utilizou o nome de Rory McIlroy para estampar a série de golfe, mas apenas uma versão foi lançada.
ESPORTES RADICAIS
Tony Hawk’s Pro Skater (1999-presente)
Nos anos 90, o skate ganhava um status de manifestação cultural além do esporte. A desenvolvedora Neversoft e a Activision iniciaram um projeto de jogo da modalidade e precisavam de uma estrela para a promoção. O escolhido foi Tony Hawk, ícone do esporte desde a década de 1980, ganhando cada vez mais popularidade com a ascensão dos X-Games.
Tony Hawk’s Pro Skater, lançado em 1999 para Playstation, Dreamcast e Nintendo 64, foi um sucesso imediato. A versão para Playstation vendeu mais de 3 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Com um elenco licenciado de skatistas reconhecidos no cenário, trilha sonora icônica e controles simples, conquistou popularidade suficiente para render novas edições.
Em 2000 e 2001, foram lançadas mais duas versões do jogo. O sucesso comercial era tão grande que a Activision decidiu investir em outra série similar no ramo dos esportes radicais, também usando um astro da modalidade. Kelly Slater’s Pro Surfer, de 2002 usava uma mecânica muito parecida com a série Tony Hawk’s, adaptada para o surfe. No entanto, o jogo não atingiu o sucesso comercial do skate.
Com o passar das gerações, a série Tony Hawk’s expandiu seus modos de jogo. A partir de Tony Hawk’s Underground, lançado em 2003 para Playstation 2, GameCube, Xbox e Windows, o jogo inseriu um modo história, além de implementar recursos como mundo aberto e a possibilidade de andar a pé.
Diversos fatores ajudarm a franquia a se manter como sucesso comercial e no imaginário de fãs da modalidade. As principais marcas e os mais famosos atletas eram expostos, e cada versão do jogo possuía diferentes personagens secretos. Homem-Aranha, Homem de Ferro, Shrek, Darth Maul e Gene Simmons são alguns ícones da cultura pop que fizeram parte da série em algum momento.
A franquia perdeu força na transição para a geração de Playstation 3 e Xbox 360. Os novos títulos, incluindo uma versão HD do primeiro Tony Hawk’s Pro Skater, não foram sucessos comerciais. Em 2014, a desenvolvedora Neversoft deixou de existir, sendo incorporada pela Infinity Ward. A novidade do remake de 2020, por sua vez, agradou aos fãs mais nostálgicos, e pode significar um ressurgimento da série de jogos de skate.
* Em colaboração para a ESPN.
