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Alegando inviabilidade, FURIA encerra operação no DotA 2

Equipe de Dota 2 da Furia. Reprodução

A FURIA anunciou nesta quinta-feira (23) o encerramento da manutenção de sua equipe de DotA 2.

De acordo com o CEO Jaime Padua em comunicado oficial, a decisão teve como motivo fatores como “a dificuldade em competir contra equipes de outras regiões, além da ausência de uma comunicação clara da produtora [Valve] sobre quais são os planos para esports neste novo cenário de Coronavírus”.

A organização opera no DotA 2 desde junho de 2019, quando anunciou sua primeira escalação com Duster, Rdo, Murdoc, Mini, Hyko e Astini como técnico. Desde então, o time participou de um Minor do DotA Pro Circuit e bateu na trave na qualificatória para o Major de Los Angeles e para o Minor de Kyiv.

Jaime Padua justificou a saída do MOBA explicando o ponto de vista da FURIA. Para eles, o competitivo de DotA só é considerado viável para organizações por meio de uma classificação excepcional para o The International, maior torneio da categoria, ou da antecipação das Ligas Regionais propostas pela Valve no início de 2020.

“Com o adiamento das grandes competições internacionais e sem uma perspectiva de realização das Ligas Regionais, a decisão se tornou inevitável”, diz o CEO. Jaime declara ainda que “caso haja uma mudança de contexto”, a FURIA pretende voltar a investir no MOBA.

DOTA 2 NA PANDEMIA

Com a pandemia do coronavírus COVID-19, o circuito mundial de DotA 2 (DotA Pro Circuit) foi interrompido. Os três torneios que aconteceriam entre março e maio de 2019 foram cancelados, e não há previsões oficiais sobre o ONE Esports Singapore Major 2020, último Major do circuito que aconteceria em junho, ou do The International 2020.

A Valve não emitiu atualizações oficiais sobre o competitivo de DotA 2, sobre a situação das Ligas Regionais no contexto da pandemia ou sobre a realização do The International em 2020.