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CSGO: 'Estamos sempre olhando para o Major', justifica Fallen sobre MIBR jogar Flashpoint e Pro League

Fallen foi um dos entrevistados no THE ECO, programa semanal de sobre Counter-Strike no ESPN Esports ESPN.com

O ESPN Esports dos EUA estreou na noite da última segunda-feira (30) um novo programa de entrevistas apresentado por Jacob Wolf. The Eco Counter-Strike: Global Offensive traz notícias, análises e entrevistas com jogadores, e teve Fallen como um dos convidados no programa de estreia.

O jogador da MIBR foi questionado, dentre alguns assuntos, sobre o fato de a equipe estar na disputa de duas competições no momento: Flashpoint e a Pro League.

Como a MIBR é uma das fundadoras do Flashpoint, a organização abriu mão da competição da ESL, mas a pandemia de coronavírus mudou esse cenário já que todos os torneios presenciais precisaram ser suspensos ou cancelados.

Antes de entrar direto na resposta, Fallen resumiu o pensamento das organizações nos últimos tempos. “O cenário de Counter-Strike vem mudando muito porque os times reconheceram que jogar muitas ligas é muito difícil.”

“Durante o ano passado, nós tentamos jogar muitas ligas ao mesmo tempo como a EPL e a Starseries. São muitos jogos para disputar, acaba sendo muito difícil estudar todos os nossos oponentes e pode acabar que a gente joga demais”.

Feito o balanço, Fallen comentou sobre a MIBR voltar a disputar a EPL. “Acabamos ficando presos em uma situação na qual a gente só tinha o Flashpoint para jogar. Essa é uma situação que todo time do mundo está passando, não existem muitos torneios para jogar agora”.

“Nós tivemos a chance de jogar a Pro League que voltou a ser disputada online e que só teria uma temporada na América do Norte. Então fez sentido pra gente ir para um segundo torneio porque precisamos de muitos jogos para crescer”.

O objetivo é um só: chegar em bom ritmo ao Major de CSGO, que será disputado na cidade do Rio de Janeiro. “Estamos sempre olhando para o Major, que neste ano vai ser no Brasil e vai ser o campeonato mais importante para a gente. E jogar muitos jogos vai nos ajudar a crescer mais e mais”.

MAJOR NO BRASIL

Há muitas expectativas em torno da MIBR já que o Major será disputado diante da própria torcida brasileira, mas Fallen reconhece que a MIBR não chega como uma das favoritas. “Para ser honesto, não estamos nem perto de sermos considerados um dos melhores times a disputar esse campeonato e muito menos favoritos para vencer”.

O pro player tem “toda certeza de que todos os times estão trabalhando duro para se preparar” para o torneio, que será, inclusive, o único Major de CSGO do ano.

Mesmo reconhecendo o nível abaixo aos adversários, contudo, Fallen fez questão de reforçar a importância que será disputar a competição em casa. “Vai ser um dos momentos chaves da minha carreira. Então tenho que ter certeza eu vou fazer o meu melhor com meu time”.

E para representar bem o Brasil, a MIBR já tem os planos traçados até novembro. “Nós temos que ter a melhor mistura de coisas, de ideias, de jogadores e, às vezes, também precisamos ter um pouco mais de sorte para estar onde nós queremos estar”.

“Estou tentando ter uma mentalidade muito positiva, pois é isso o que precisamos para desempenhar bem. E eu acho que estamos fazendo do jeito certo pois com tempo podemos fazer isso acontecer. Nós temos centenas de times que querem ser os melhores do mundo e isso também não é fácil para nenhum deles”.

RANKINGS

Na entrevista guiada por Jacob Wolf, Fallen foi questionado sobre a crítica dele a respeito dos rankings do cenário de CSGO quando a MIBR anunciou que jogaria a EPL. Na ocasião, o jogador argumentou que “nenhum organizador de torneios deve ter o seu próprio ranking” porque acha isso “perigoso” já que “pode ser usado para pesar seus próprios torneios mais do que os outros”.

Em resposta ao The Eco Counter-Strike: Global Offensive, Fallen reforçou essa crítica. “Você tem um problema de conflito de interesses, porque passamos a pensar e decidir qual campeonato tocar.”

Esse é um problema que Fallen identificou pela “cena aberta” liberada pela Valve, desenvolvedora de CSGO. Ele até contrapôs com a “cena controlada” de League of Legends, “o que realmente mostra que a Valve nunca tomou muito cuidado com seus jogos” nesse aspecto.

Ainda assim, Fallen prefere o sistema de Counter-Strike. E explicou o motivo: a oferta de empresas que investem no cenário. “Muitas empresas estão trabalhando com o jogo. No passado recente tivemos a ESL, Faceit, Starladder e vários outros organizadores de torneios”.

“E, no fim, pelo menos sob meu ponto de vista, todos eles gostariam de controlar a cena e entregar melhores disputas e serem os únicos organizadores de torneios para poderem apostar pesado”.

“Eu acho que, no fim, isso é muito ruim para o cenário”, avaliou Fallen sobre se ter uma única empresa à frente de todo o cenário. “Foi assim que o CS cresceu no decorrer desses anos: com muita liberdade e com muitos organizadores de torneio terem muito trabalho no que estão fazendo”.