Nesse final de semana, uma juíza federal de Nova York, Laura Taylor Swain, anunciou uma decisão favorável à Take-Two referente a um processo movido contra a empresa por uso indevido de tatuagens no game de basquete NBA 2K16. A empresa especializada em tatuagens Solid Oak Sketches foi a responsável pela ação, alegando que a Take-Two não possuía os direitos de licenciamento de suas criações.
Em sua decisão, a juíza disse que “as tatuagens aparecem apenas em 3 de 400 atletas recriados no game” e que “a exibição das imagens é pequena e indistinta, aparecendo como características visuais que se movem rapidamente nos avatares dos jogadores”.
Laura Taylor também disse em sua decisão que “o objetivo de NBA 2K na exibição das tatuagens é totalmente diferente do objetivo para o qual as produções foram originalmente criadas. As tatuagens foram criadas originalmente como um meio para os jogadores se expressarem através do corpo. O réu (Take-Two Interactive) reproduziu as tatuagens no videogame a fim de retratar com mais precisão os atletas e os detalhes das tatuagens não são observáveis".
Assim, segundo a decisão da juíza, “as tatuagens possuem uma parcela tão pequena do visual do game” e “que os direitos autorais não podem ser reivindicados”. A decisão afeta não só o caso de NBA 2K16, mas abre precedente para julgamentos referentes aos games 2K17 e 2K18.
As tatuagens em questão são de LeBron James (“Child Portrait”, “330 and Flames” e “Script with a Scroll, Clouds and Doves”), Kenyon Martin (“Wizard”) e Eric Bledsoe (“Basketball with Stars and Script”).
As partes interessadas no processo não se manifestaram sobre a decisão dada nesse final de semana.
