Depois de deslanchar em 2019, a LOUD parece que vai ter um 2020 ainda melhor. A organização começou o ano com a inauguração de sua nova mansão e gaming office, no interior de São Paulo, onde Bruno “PlayHard” recebeu a reportagem da ESPN para conversar sobre as novidades e a possibilidade de entrada em novas categorias.
Com cinco andares, piscina, quadra poliesportiva, salão de jogos e outras áreas de lazer em cerca de 2 mil m² de área, a nova casa da LOUD pode ser considerada uma ostentação para muitos. Entretanto, PlayHard defendeu a escolha do local como ideal para a produção de conteúdo e o treinamento da equipe profissional de Free Fire.
“Tem muito mais por trás [da escolha da casa] do que a galera vê nos vídeos”, afirma o influenciador, lembrando que inicialmente os vídeos eram gravados em locais alugados. “Com o tempo, a gente viu a necessidade de ter um local fixo, um lugar onde o pessoal pudesse vir, ficar confortável, se acomodar pra fazermos nossos conteúdos”.
Para PlayHard, uma casa grande como a nova mansão não é apenas para ficar bonita nos vídeos, mas também disponibiliza um espaço ideal de gravação (sem apertos) e um local para o gaming office dos proplayers.
Com a mudança dos influenciadores da LOUD para a nova casa, a antiga mansão virou a residência da equipe profissional de Free Fire da LOUD. Mas, para ajudar os jogadores a terem uma experiência mais profissional, eles precisam se locomover até a nova mansão para treinar no gaming office.
“A gente separou um momento do dia com envolvimento de técnico, manager, pra saírem da casa e simularem uma situação como um evento presencial. É essencial ter essa separação pra quando eles vierem pra casa nova, focar no lado mais profissional do treinamento, e fazer o que quiserem no resto do dia”, explica PlayHard.
Um local confortável para se viver e a separação de ambiente de trabalho e de lazer fazem parte do plano da LOUD de evitar o estresse — ou burnout — em seus integrantes, algo que muitas vezes acomete criadores de conteúdos e jogadores profissionais.
“Tanto o mercado do conteúdo quanto o do competitivo, que a gente tem transitado, são mais que ligar uma câmera e fazer um vídeo ou ligar o celular e jogar”, aponta Playhard. “Saúde mental é importante, é essencial, (...) e na LOUD um dos principais focos é dar essa estrutura de suporte pra gente não passar por isso. É algo que já vi acontecer com amigos, e a gente traz essa experiência pra tentar antecipar e evitar isso”.
Outro pilar da LOUD mencionado pelo influenciador é estar o mais próximo possível da comunidade e saber engajar com ela. “O ‘faz o L’, que é o bordão da galera da Loud, vem desde o início, e a gente vem trazendo esse tipo de coisa que é realmente nosso estilo de vida”, comenta.
“Às vezes nas lives, nos treinamentos, acontecem situações engraçadas que viram memes, piadas internas, e a gente começa a replicar isso e de repente a comunidade tá falando a mesma coisa. É sempre legal ver esse impacto que a gente gera, sempre de uma forma positiva. A gente tenta sempre inspirar as pessoas que seguem a gente de uma forma positiva”, complementa.
Com tanto sucesso no universo de Free Fire, perguntamos a PlayHard se a LOUD tem planos de expandir para outros jogos — como League of Legends, que vai adotar um sistema de franquias em 2021.
Para ele, a vontade existe, mas é necessário muito estudo e estruturação para que isso aconteça. “Acho legal a gente ter começado pelo Free Fire porque a gente pega um mercado grande, com poucas barreiras e pouca competição. No LoL, já é o contrário. São muitas barreiras pra uma organização nova entrar, desde valores de jogadores, salários, e de toda uma estrutura que é necessária pra isso acontecer”, explica.
“A gente tem feito no ano passado uma estruturação pra absorvermos um título desse tamanho, e se aplicar pra uma franquia no LoL seria um sonho, ter a Loud representada em um dos maiores esports do mundo”, afirma. “A gente tem vontade, mas é algo que tem que estar preparado, você não pode entrar de aventureiro, se for pra entrar tem que ser tudo ou nada mesmo, então a gente vai pensar bem e se for a hora a gente vai tentar, sim”.
Enquanto isso, a equipe de Free Fire da LOUD estreia na Liga Brasileira de Free Fire neste final de semana.
A entrevista completa com PlayHard você confere no Watch ESPN.
