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Primeiras Impressões: Wild Rift é uma nova experiência do LoL que a gente conhece

League of Legends Wild Rift é um dos novos projetos da Riot Games e chegará para aparelhos móveis e consoles. Riot Games

Na noite da última terça-feira (15), a Riot Games aproveitou a comemoração de 10 anos de League of Legends para anunciar diversos novos projetos. Entre as novidades está Wild Rift, um jogo que pretende levar um pouco da experiência do LoL para aparelhos móveis e consoles.

Durante o evento realizado pela Riot em São Paulo, tive a oportunidade de testar Wild Rift, e posso dizer que a desenvolvedora está certa: o jogo não é só uma "versão mobile" de LoL, mas algo feito “do zero” para diferentes plataformas.

Antes de jogar, tivemos uma pequena explicação sobre como Wild Rift se difere em relação ao League of Legends. Primeiro, você precisa saber que nem todos os campeões, skins e itens chegarão para o game. Segundo a Riot, muita coisa precisou ser adaptada para que o jogo se encaixasse ao novo formato, e isso inclui a não existência de itens consumíveis (como poções) e alterações em certas habilidades passivas — que passarão a ser ativas para evitar “botões mortos” na tela.

Hora da ação. Peguei o celular disponível para teste e vi a tela de seleção de campeões. Alguns conhecidos já estavam lá, como minha Nami, Miss Fortune, Malphite, Blitz, Vayne, Fiora, Lux e outros. Como minha companheira de time pediu para ser suporte, fui de MF.

Assim como na versão que já conhecemos, após a seleção de campeões temos a chance de escolher os Feitiços de Invocador e uma Runa. Neste caso, é só uma mesmo, pois não existe a opção de criar as “árvores” mais detalhadas como no computador.

Dentro do jogo, a tela é simples e intuitiva: você vê os “botões” com ícones que você já conhece e sabe o que fazer, como os feitiços ou a volta para base (localizados no centro inferior da tela). Do lado esquerdo da tela temos a loja em um sistema bem parecido com Arena of valor. Você pode abrir a loja para escolher o que comprar ou simplesmente tocar nos itens que estão como sugestão na tela para algo mais rápido.

Utilizando um “botão” de “roda” que fica bem abaixo da loja (e é encontrado em diversos outros jogos mobile), saí da base. Fiquei feliz ao notar a mesma velocidade de movimento inicial que existe na versão para o computador e cheguei rápido à primeira torre da minha rota, mas tive uma surpresa: ao sair da base, fui para a rota inferior, só que na selva não encontrei o Dragão, e sim o Arauto. Ué?

Quando perguntei sobre isso, fui informada de que o mapa é espelhado para as duas equipes. Ou seja, você sempre vai jogar como se estivesse do lado esquerdo do mapa (o famoso “azul”). O que vai te ajudar a descobrir qual rota tomar é um aviso que diz: rota do Dragão, rota do Barão — logo, não haverá tanto a nomeação de “bot” e “top”.

Partida rolando. Achei o “farm” em Wild Rift mais fácil, e um dos motivos para isso são os diferentes “botões” de ataque. Assim como em Vainglory, existem três “botões” de ataque do lado direito da tela: um específico para minions, um maior para ataques no geral e outro para torres. Dessa forma, você consegue controlar melhor o que seu personagem vai atacar sem correr o risco de ultar um minion sem querer.

Confesso que fiquei um pouco confusa com a mira das habilidades e demorei a pegar o jeito, mas não fui tão mal assim na partida e até consegui uma eliminação em cima do Takeshi. Outra coisa que me deixou confusa no início foram as sentinelas: em Wild Rift, um local para colocar sentinela é como se fosse um tipo de objetivo, sendo necessário apenas ficar por perto para “ativar” a visão.

Em relação ao mapa, também houve mudanças. Pra começo de conversa, ele é bem menor, e as bases não possuem inibidores nem torres para proteger o Nexus. Isso deixa o jogo muito mais dinâmico e rápido, mas nem tudo são flores, já que agora quem te ataca é o próprio Nexus.

Acabamos perdendo a primeira partida e fomos para a segunda, quando optei por jogar de Malphite. Senti o personagem um pouco mais “duro” e difícil de controlar, e meu dedo constantemente escapava do “botão” de movimentação quando eu tentava fazê-lo andar mais. De acordo com um Rioter, haverá opções para a questão de “dedos escapando” nas configurações do jogo — e espero que isso resolva a impressão que tive de ser bem mais fácil jogar com alguns bonecos do que com outros.

Por fim, perdemos a segunda partida também — nem o Revolta foi capaz de me carregar —, mas o pouco tempo jogando foi o suficiente pra me deixar com um gostinho de “quero mais”. Para quem é apaixonado pela essência de League of Legends e não se importa em deixar teclado e mouse de lado, Wild Rift parece ser uma ótima maneira de ter o Lolzinho sempre com você.