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O estilo de jogo rápido de Kazunoko se pagou na grande final de Dragon Ball FighterZ

Ryota "Kazunoko" Inoue celebra após vencer a turnê mundial de Dragon Ball FighterZ. Carlo Cruz/Red Bull Content Pool

Havia uma diferença distinta no ar quando Ryota “Kazunoko” Inoue subiu ao palco e jogou suas partidas de Dragon Ball FighterZ durante as finais do DBFZ World Tour no Red Bull Final Summoning, no domingo (27). Seus “super dashes” pareciam mais rápidos. Sua barra crescia com maior velocidade. Seus movimentos eram elétricos. Suas misturas de personagem criavam o caos.

O dono de quatro Dragon Balls entrou na final como o favorito para derrotar o evento inteiro, e ele fez jus ao favoritismo ao conquistar o título da World Tour em Los Angeles.

Kazunoko cimentou seu status no game como o melhor jogador do mundo. Mesmo quando se deparou com um reset na grande final e um set relativamente acirrado contra Goichi “GO1” Kishida, Kazunoko estava no controle total de seu próprio destino.

Sua composição de Gotenks, Gohan Adulto e Yamcha aceleraram o ritmo do jogo no estilo típico de Kazunoko. Seu ataque era um enigma impossível de resolver; se você evitasse seus “assists” de movimentação para frente, ele podia selecionar em qual parte da tela aterrissar para um acerto imprevisível ou “super dash” por mais quadros. Se nada mais funcionasse, ele podia redefinir tudo e colocá-lo novamente à prova.

“Os outros jogadores tinham equipes que se concentravam em causar dano, e eu escolhi uma equipe com mobilidade extremamente alta”, disse Kazunoko. “Consegui minha primeira vitória na CEO 2018, e isso confirmou que eu não estava errado e que algo estava funcionando. Eu tinha certeza de que a composição da minha equipe era a resposta para o jogo, e isso me deu confiança para ganhar mais partidas”.

Os “outros jogadores” nas finais eram em grande parte do Japão, com seis representantes do país (quatro classificados através de brutais eliminatórias de última chance) e dois norte-americanos, Dominique “SonicFox” McLean e Eduardo “HookGangGod” Deno. Levou um dia inteiro de qualificatórias de última chance para o número de competidores ficar completo, e dois dos classificados ficaram entre os quatro finalistas.

Para muitos, o acréscimo de tantos jogadores no torneio seria um grande problema para o plano de jogo, mas Kazunoko não se incomodou. Apesar da falta de tempo de preparação para os quatro finalistas, a concentração e a confiança de Kazunoko permaneceram as mesmas.

“Na minha opinião, todos os jogadores que tinham potencial para me vencer tinham uma Dragon Ball”, afirmou ele. “Os outros jogadores de alto nível não me preocuparam tanto, porque eu estava confiante de que poderia ganhar”.

Embora grande parte da competição tenha ocorrido no Japão, país nativo de Kazunoko, muitos dos jogadores que compunham o torneio eram do oeste do Japão. Kazunoko, que vem do leste do país, considerou-se o melhor da região e não foi intimidado pelos adversários conhecidos.

“Ajudou muito porque conhecíamos os estilos de jogo um do outro, e a composição da minha equipe me ajudou a colocar a estratégia certa contra cada um dos estilos diferentes”, explicou Kazunoko. “Eu sabia que eles estavam desenvolvendo algumas estratégias anti-Kazunoko, mas me senti confiante de que ainda era o melhor, então não houve pressão”.

A maior preocupação de Kazunoko era a falta de familiaridade com personagens, especificamente em partidas contra um Piccolo, e ele sabia que jogadores como HookGangGod ou GO1 lhe dariam trabalho. Em sua única partida contra GO1, Kazunoko precisava confiar em conhecimento sobre a estratégia utilizada com o personagem para avançar no torneio.

No entanto, seu confronto mais difícil aconteceu na grande final contra Shoji “Fenritti” Sho. O dínamo ofensivo foi o adversário de Kazunoko na primeira rodada, perdendo por um atropelo de 3 a 0 a favor de Kazunoko, mas Fenritti ajustou sua estratégia na revanche para resetar a grande final.

“Fenritti ajustou seu jogo depois do nosso primeiro set e se esquivou das minhas ‘assists’, e fui pego de surpresa em muitas situações em que ele evitou minhas jogadas”, confessou Inoue. “Depois do reset, o foco e estratégia dele eram evitar minhas ‘assists’ ou ‘setups’, então me concentrei em dar ‘super-dashes’ de perto para derrubá-lo”.

Somente depois que ele acertou o golpe final em Fenritti, Kazunoko se permitiu sorrir e levantar as mãos no ar. Quando os confetes caíram no palco, todo o seu trabalho para coletar as Dragon Balls e seu domínio geral no jogo foi reconhecido.

“O fato de eu ter vencido [o torneio] e me saído tão bem durante a turnê mundial provou que minha filosofia e conceito não estavam errados”, disse Kazunoko. “Como jogador de jogos de luta, isso me deu confiança - além desse game - de que identifiquei a estratégia certa”.