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Seguindo investigações internas, Riot suspende chefe de operações Scott Gelb por dois meses

Riot Games, responsável por League of Legends, suspendeu seu COO Divulgação/Riot Games

A Riot Games suspendeu seu chefe de operações (COO), Scott Gelb, por dois meses sem pagamento após investigações internas sobre má conduta em ambiente de trabalho, de acordo com um comunicado interno e confirmado para a ESPN na última quinta-feira.

A notícia foi noticiada inicialmente pelo Kotaku, que teve acesso ao comunicado.

A suspensão de Gelb vem depois de queixas de diversos funcionários, atuais e antigos, que alegaram que Gelb tocou seus testículos e outros contatos inapropriados para efeitos cômicos, diz a reportagem. Gelb, de 40 anos, terá que passar sobre um “treinamento”, diz a Riot.

Funcionários foram notificados no início dessa semana sobre a suspensão de Gelb em um email enviado pelo CEO da Riot Games, Nicolo Laurent, e parte do conteúdo foi publicado no Kotaku e foi seguido pela Riot enviando o documento para a Variety.

No email, Laurent declarou estar preocupado com a privacidade em torno dos funcionários da Riot e da investigação da empresa. Também citou a posição de Gelb na empresa e uma decisão do comitê especial da diretoria da Riot para saber por que a empresa reconheceu a punição de Gelb tanto internamente quanto publicamente. Esta e outras investigações sobre a alegada má conduta sexual e no local de trabalho foram conduzidas pelo escritório de advocacia Seyfarth Shaw, com sede em Chicago.

"Como parte de nosso compromisso contínuo com a evolução de nossa cultura, estamos investigando todas as reivindicações através de nosso processo estabelecido", disse a companhia em uma declaração para a ESPN. "Por esse processo, a assessoria jurídica externa realizou uma investigação de alegações sobre Scott Gelb. Depois de analisar cuidadosamente e considerar as conclusões, o Comitê Especial do Conselho de Administração da Riot determinou que uma licença não remunerada de dois meses, juntamente com treinamento, era a ação apropriada, dadas as alegações que foram fundamentadas".

Em agosto o Kotaku reportou em uma matéria especial revelando diversos casos envolvendo uma cultura machista que afetava diversos funcionários da Riot. Desde esse evento, a Riot vem apresentando diversos comunicados relacionados ao ambiente de trabalho.

A companhia contratou Seyfarth Shaw em agosto para realizar investigações internas. Em novembro, a Riot contratou o professor Frances Frei da Harvard Business School para melhorar a diversidade e aplicar iniciativas de inclusão. Antes da Riot, Frei foi vice-presidente sênior de liderança no Uber após eventos relacionados com sexismo em ambiente de trabalho reportado na empresa de caronas.