O melhor jogador da história de League of Legends, Lee "Faker" Sang-hyeok, deve se tornar um agente livre em 18 de novembro de 2018, quando termina seu contrato com a equipe tricampeã mundial, SK Telecom T1. Sua decisão sobre onde jogar no futuro pode abalar toda as bases de seu esports. Então, qual pode ser o destino de Faker após não participar do Mundial de LoL pela primeira vez desde 2014?
Nós temos alguns destinos em mente.
SK TELECOM T1
• Por que sim?
O que é League of Legends sem a SK Telecom T1 e Faker jogando como uma entidade única? Ele é o personagem principal da equipe, e a SKT, a icônica franquia sul-coreana de esports patrocinada pela gigante das telecomunicações, é seu palco. Pode haver uma SKT sem Faker? Eu não sei se consigo visualizar Faker aparecendo para jogar no palco de uma competição sem usar sua jaqueta vermelha.
Em termos de vitória, a SKT sabe como vencer. É uma franquia que ganhou tudo o que jogou. A organização fundou uma equipe de PUBG não muito tempo atrás e já está se apresentando em um alto nível.
O elenco atual de League of Legends precisa de trabalho, e a organização necessita gastar com alguns agentes livres na inter temporada para construir algo em torno de Faker. No passado, a SKT já mostrou que pode fazer isso.
É a opção mais “chata” na mesa e, no entanto, pode ser a mais provável. Faker demonstrou lealdade à SKT, e não sei se, mesmo depois de um ano terrível, é o suficiente para ele assinar com terceiros.
• Por que não?
Eles não merecem Faker. Quem sabe por quanto tempo o maior de os tempos vai durar no topo, e esse time desperdiçou completamente um de seus anos, fazendo Faker jogar com um pelotão de caçadores e companheiros de equipe abaixo da média. A SKT pensou que Lee "Wolf" Jae-wan era a resposta. O know-how estratégico geral da equipe tem sido terrível desde que o treinador Choi "cCarter" Byoung-hoon saiu no início de 2018 e Park "Teddy" Jin-seong assumiu.
Assim como LeBron James, que deixou Miami Heat e Cleveland Cavaliers duas vezes, Faker não deve nada à SKT T1. Ele trouxe fama mundial, quatro finais mundiais e três Summoner's Cups. É hora de largar a jaqueta vermelha e dar o próximo passo em sua carreira, Faker. O rei precisa de um novo lugar para governar.
GEN. G
• Por que sim?
Não é o lugar perfeito para Faker? Com a Gen.G, ele não só poderia ficar na Coréia do Sul e representar seu país de origem, mas teria os recursos para explorar sua marca internacionalmente com a ajuda da organização apoiada pelo Vale do Silício. A Gen.G é a fusão entre a cena esports dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, então porque não ir para uma equipe que tem os subsídios para pagar à Faker um grande salário e “vendê-lo” ao público ocidental, dando a chance de jogar na frente de seus fãs?
Não só é uma boa marca para Faker com uma equipe com um orçamento de respeito, mas também, a Gen.G pode ser sua melhor chance de voltar a Summoner's Cup. Se ele não se aposentar na inter temporada, quem não quer ver os velhos rivais Faker e Kang "Ambition" Chan-yong se unindo em uma missão para devolver o orgulho à Coreia do Sul depois de um ano tão terrível para o país? Eu não acho que Faker teria qualquer escrúpulo em jogar com o MVP do Mundial de 2017, Park "Ruler" Jae-hyuk, alguém que poderia tirar a carga dos ombros de Faker quando se trata de ser o protagonista. Além disso, Lee "CuVee" Seong-jin se encaixa no molde de um topo como Jung "Impact" Eon-yeong e Lee "Duke" Ho-seong, ambos com quem Faker venceu um Mundial.
Para a Gen.G, não há razão para não tentar assinar com Faker. Depois de um carrossel inconsistente de mid laners em 2018 e um péssimo desempenho no Mundial de Lee "Crown" Min-ho, Faker deve estar no topo da lista de compras.
• Por que não?
Faker não precisa da Gen.G. Ele é Faker. Por que o melhor jogador da história se juntaria ao time que o derrotou na série mais difícil de sua vida? A Gen.G, anteriormente conhecido como Samsung, fez Faker cair em prantos após varrê-lo na final do Mundial de 2017, em Pequim. A Gen.G também eliminou a SKT da disputa do Mundial neste ano ao derrotá-los no desafio regional sul-coreano. Você realmente acha que o maior de todos os tempos vai se juntar à equipe que o derrotou e jogar sob a sombra de Ambition?
De jeito nenhum.
Faker quer esmagar a Gen.G, não se juntar a ela. Eu nunca quero ver Faker vestindo azul escuro e dourado.
TEAM LIQUID
• Por que sim?
Steve Arhancet está chamando Faker. Olhe ali. Você vê aquela limusine cheia de notas de dólar? Há uma limusine com barras de ouro dentro só para você. Muito dinheiro, Faker. Você ouviu que teremos Michael Jordan como investidor? Ele é a versão do basquete de você. Vamos fazer de você o primeiro bilionário dos esports. Ei, você sabia que a arena da LCS América do Norte tem um smoothie bar? Você vai amar.
Mesmo com a Liquid saindo na fase de grupos após um ano doméstico dominante, não há como você imaginar Faker na equipe e não ter o Team Liquid no topo. Eles têm dinheiro. Eles têm uma marca. Se Faker quiser estar em mundiais todos os anos até que se aposente, jogar na América do Norte será muito mais fácil do que se classificar na Coreia do Sul, onde novatos como Griffin e DAMWON Gaming estão surgindo.
O contrato de Eugene "Pobelter" Park terminará com a Team Liquid, e com o topo Impact prestes a se tornar um residente da América do Norte depois de jogar na região por quatro anos, a equipe pode conseguir outro jogador internacional com sua vaga para estrangeiros. Faker sabe que pode se dar bem com Impact, então ele teria pelo menos um ex-amigo em quem confiar em sua nova região. Steve sabe que Faker vai custar muito para deixar a Coréia do Sul, mas também sabe que Faker e Yiliang "Doublelift" Peng são um meio para ganhar dinheiro em qualquer lugar da Terra.
• Por que não?
Não faça isso, Faker. É uma armadilha. Claro, um smoothie bar e uma concorrência menor soam bem, mas esse não deve ser o próximo passo em sua carreira. Equipes com Doublelift não conseguiram sair da fase de grupos nos últimos quatro anos. Você acha que o time vai parar de jogar em torno do Doublelift e da rota inferior só porque você está lá?
O cabo de guerra entre Doublelift e Faker na equipe pode acabar afundando tudo. Já vimos Faker em segundo plano antes de sua carreira, mas ele realmente fará isso na América do Norte, onde será o jogador mais talentoso da liga? Além disso, a barreira do idioma será difícil para todos que não forem Impact e Kim "Olleh" Joo-sung. A equipe conversaria em coreano nos momentos importantes das partidas?
No papel, a ideia parece ótima. Na prática? Provavelmente nem tanto, especialmente se Faker quiser ganhar um Mundial em 2019. Se Faker assinar com a TL, acho que levaria pelo menos um ano para ele se ajustar antes que tivesse a chance de ganhar a Summoner's Cup novamente.
100 THIEVES
• Por que sim?
Imagine o seguinte cenário: Faker, de pé no palco, vestindo um novo uniforme, cantando ao lado do músico Drake em uma ação publicitária da 100 Thieves. Não seria lindo?
OK, a 100 Thieves pode não fazer muito sentido se Faker quiser disputar um Mundial a curto prazo, mas não ria da ideia. A 100 Thieves está crescendo mais rápido do que qualquer outra franquia de esports no momento, e com Drake a bordo ajudando com publicidade e empurrando a marca, que outra equipe poderia ajudar Faker a atingir uma consciência dominante no próximo ano?
Kim "Ssumday" Chan-ho é um jogador poderoso, e a 100T já chegou ao mundial em seu ano de estreia. Faker na rota central, com Ssumday no topo deve ser um passe automático para os mundiais nos próximos cinco anos, e em dois anos, Ssumday será um residente, então a equipe pode assinar com qualquer superstar sul-coreano livre no mercado.
Yoo "Ryu" Sang-wook pode não ficar feliz com esta transação, no entanto.
• Por que não?
Se Faker quiser ser um modelo e andar com Drake, ele deve se aposentar. Se ele quiser disputar um campeonato mundial em 2019 ou além, a 100 Thieves é um disparate. O que viria depois? Coast Gaming Faker?
Em um mundo no qual Thieves assinasse com Faker, provavelmente o colocaria em algum torneio qualquer só para uma ação publicitária. Já chega de pensar em Drake e Faker juntos. Basta. Segue a matéria.
-- Tyler Erzberger
EDWARD GAMING
• Por que sim?
No início de 2016, o novato Lee "Scout" Ye-chan deixou a SK Telecom T1 para escapar da sombra de Faker e jogar regularmente em uma equipe profissional. Ele encontrou uma nova casa na Edward Gaming, jogando no lugar de Heo "PawN" Won-seok quando o mesmo foi atormentado por uma lesão nas costas. O tempo de Scout na EDG teve muitos altos e baixos.
Embora seja lamentável para Faker seguir o conterrâneo na China e tomar o seu lugar após Scout se provar um meio forte por si só, não há como Scout trazer a mesma dimensão para o time que o Faker fez. A EDG precisa de algo para mudar. Eles não são um time ruim e tiveram um desempenho melhor do que muitos esperavam no recente Mundial. No entanto, a EDG tem falhado em ter um meio de jogo competente, frequentemente dando suas impressionantes vantagens do early game em jogadas de baixa qualidade, recuos atrasados ou escolhas de pistas estranhas. EDG está no olho do furacão quando o assunto é bot lane há anos. A presença de Faker mudaria isso imediatamente.
• Por que não?
E se essa mudança fosse para melhor?
Se essa aquisição tivesse sido há um ano, haveria um momento muito melhor para substituir Scout por sua inconsistência. Este ano, especialmente depois do seu desempenho no split de verão, a manobra se torna muito mais fraca. Scout não pode fazer tudo o que o Faker pode fazer, mas ele provou ser um meio que a EDG precisava, e foi em grande parte graças ao jogador a ida ao mundial. Ao longo dos anos, as equipes de Faker, especialmente quando ele tinha Bae "Bengi" Seung-woong na selva, tiveram suas próprias fraquezas, e enquanto EDG prioriza demais o lado inferior do mapa, não há garantia de que Faker seria melhor para a equipe, apesar de sua capacidade de se ajustar e se adaptar ao meta individualmente.
KT ROLSTER
• Por que sim?
Como uma fã da KT Rolster, não posso dizer que não tenha imaginado Faker de alguma forma encontrando seu destino na KT, mesmo que esse pensamento não pareça certo. Faker passou a totalidade de sua carreira no maior rival de telecomunicações da KT, tanto dentro quanto fora do esports, então imaginar Faker em uma da camisa KT é estranho, para dizer o mínimo. Como Go "Score" Dong-bin para KT, Faker tem sido um homem da empresa para SKT em primeiro lugar, e a equipe tem, no final das contas, recompensado seu representante, especialmente após os salários aumentaram na temporada de 2015.
Se Score tiver mais um ano como tank, a presença dele poderia ser um fator marcante se Faker iria para a KT, mesmo que isso significasse um pagamento por quebra de contrato. A liderança, a experiência e as chamadas de Score foram fatores decisivos em jogadores como Song "Smeb" Kyung-ho e Cho "Mata" Se-hyeong para a equipe em 2017. Apesar da derrota na final dos Jogos Asiáticos de 2018, a dupla de Faker e Score pareceu imediatamente forte, especialmente se comparado aos parceiros de selva SKT da Faker em 2018.
• Por que não?
Além da falta de embaraço de ver o Faker sob o estandarte da KT, a ideia de Faker e Score juntos poderia facilmente ser melhor do que a realidade do Faker e Score. Neste ponto, ambos os jogadores são bastante constantes quanto ao estilo, e inicialmente provavelmente se dobrariam por um bem maior. Com o tempo, porém, uma de suas vozes teria prioridade sobre a outra. Há ainda Son "Ucal" Woo-hyeon, que acabou sendo o meio da KT quando PawN estava fora de combate (sim, há muitas semelhanças entre KT e EDG). Ucal melhorou significativamente a partir do seu desempenho em sua estreia. Enquanto Faker ainda é um jogador melhor, o teto de Ucal é desconhecido, e com sua melhora ao longo do ano, não há nenhuma razão para a KT gastar uma quantia significativa de seu orçamento para comprar Faker se eles puderem continuar com Ucal desenvolvendo seu talento.
ASTRALIS (OU QUALQUER OUTRA FRANQUIA EUROPEIA)
• Por que sim?
A Astralis é uma organização relativamente nova nos esports. Eles tiveram sucesso no Counter-Strike: Global Offensive desde que foram formados a partir do talentoso elenco vindo da Team SoloMid em 2016. Com informações de que eles se juntarão à LCS EU de League of Legends como uma nova franquia, a Astralis, como muitas outras organizações, estará à procura de fazer um “barulho” tanto no Rift quanto no marketing de sua marca para o público de LoL. Isso vale para qualquer organização que entrar na LCS da UE, em que a apresentação da marca tem ficado abaixo do esperado, com exceção da G2 Esports, Unicorns of Love e Fnatic. Faker é League of Legends personificado. Ele traz inúmeras oportunidades de marketing e também seu melhor jogador de todos os tempos.
• Por que não?
Como mencionado anteriormente, é difícil ver a Astralis em particular - isso muda um pouco se você estiver usando o nome dele como um espaço reservado para outra grande organização entrar na primeira incursão da LCS EU como franquia - contratando Faker. Se há uma coisa que o recente campeonato mundial tornou aparente é que há pelo menos um pequeno punhado de talentos de primeira linha disponíveis em todas as regiões.
A Europa nunca se imaginou como uma região que não possua talento, e a Dinamarca, em particular, forneceu ao longo do tempo à LCS europeia jogadores de respeito, incluindo Martin "Wunder" Hansen, da G2 Esports, e a dupla Mads "Broxah" Brock-Pedersen e Rasmus "Caps" Winther. Brock-Pedersen e Rasmus.
Uma das principais razões para trazer o Faker a bordo não é apenas sua qualidade no jogo, mas também sua popularidade mundial. A Astralis poderia facilmente fazer um movimento de marketing, mantendo um elenco de talentosos jogadores nativos dinamarqueses e desenvolvendo-os sob o escudo da Astralis. Como uma marca dirigida aos jogadores, isso se encaixaria melhor no marketing da Astralis.
-- Emily Rand

