Além dos torneios realizados no palco da Brasil Game Cup, a Brasil Game Show contou com diversos outros que ocorreram nos estandes espalhados pela feira. Um deles foi o Mix Femme de Counter-Strike: Global Offensive, que saiu da internet para ter uma edição realizada presencialmente no estande da Razer.
O Mix Femme é um torneio feminino que foi criado para incentivar o espírito competitivo das jogadoras amadoras de CS:GO. Este ano, as partidas saíram da internet pela primeira vez com a realização de um corujão em março, mas alguns problemas de logística e financiamento para outras edições do encontro fizeram a organização do torneio sofrer uma separação. Assim, as responsáveis atuais decidiram por manter o Mix Femme majoritariamente online para atender ao maior número de jogadoras.
Novamente pensando em facilitar a vida das jogadoras, a organização teve a ideia de realizar um torneio 2v2 para tirar o trabalho de ter que se montar uma equipe (e treinar junto) para se competir. A ideia não só atraiu a atenção das jogadoras como também de empresas como a Razer, que disponibilizou seu palco na feira para a realização do torneio.
Flávia “Nykol” Amato, uma das organizadoras do Mix Femme, conversou com o ESPN Esports Brasil sobre o desafio do torneio. Segundo ela, a oportunidade da BGS veio “bem em cima da hora”. “Faltava praticamente menos de um mês para a feira, a gente teve duas reuniões nesse tempo com a Razer em que era uma coisa, depois era outra, então tivemos que mudar muita coisa no meio do caminho, mas graças a Deus deu tudo certo”, afirma.
A organizadora também aproveitou para elogiar as participantes da disputa - entre elas, jogadoras profissionais que aceitaram se misturar com amadoras para criar um torneio mais equilibrado. Ao fim, a dupla de Gabriela “Bokor” Bokor (de apenas 13 anos!) e Izabella “izaa” Galle foi a grande vencedora, levando para casa alguns produtos da Razer e a felicidade de ganhar seu primeiro presencial.
“Eu me emocionei bastante porque foi meu primeiro ‘título’ que eu ganhei, e de ver todo mundo assistindo me deu bastante emoção, me senti emocionada”, confessou Bokor.
Jogadora da equipe feminina do Santos em CS desde maio, Izaa também teve sua primeira chance de subir em um palco para disputar um presencial. “Eu nunca tinha jogado [no palco]. Tinha gente me olhando e pra mim foi uma experiência muito emocionante, muito legal. Gostei bastante”, afirma.
Para as jogadoras, a realização do torneio em um estande tão importante quanto o da Razer é algo incrível para o cenário feminino de CS. “É importante que as pessoas que conhecem games além do CS saibam que as meninas estão aqui para jogar e que estão aqui para vencer também”, cravou Bokor.
“O cenário feminino tem pouca visibilidade, e acho que fazer esses campeonatos e essas iniciativas ajuda o cenário a crescer”, complementa Izaa. “E todas as meninas tem que vir, tem que ter a oportunidade de jogar, e todo mundo tem que participar para crescermos o cenário”.
Como todo bom presencial, o Mix Femme na BGS também contou com narração ao vivo, que ficou nas vozes de Fernanda “Nanda” Piva e Paula “Poulie” Monteiro. As duas aceitaram o desafio de apresentarem e narrarem na frente de dezenas de pessoas e deram mais do que conta do recado, chegando até a animarem o público com pedidos de torcida e entrega de brindes.
Sobre o presencial, Poulie acredita que o que importa é a visibilidade, não exatamente o tamanho. “Independentemente se é um campeonato grande, oficial, etc. É num palco, tem plateia, e as meninas tem aquela experiência legal de jogar num palco, jogar na presença do público e ‘dar bala’.
Nanda também comenta sobre o acolhimento que as jogadoras tiveram do público, majoritariamente masculino. “Por mais que às vezes tivessem uns errinhos aqui e ali, acho que elas se sentiram acolhidas, sabe? Acredito que [o torneio] foi uma diferença muito legal pra elas e pra gente também, como organização. Todas ficamos muito felizes”, garante.
Já sobre a futuro, Nykol afirma que uma parceria com a plataforma Sitnplay está ajudando a organização a planejar futuros campeonatos online com possibilidade de final presencial, mas garante que tudo será pensado de uma maneira que possa acolher o máximo possível de jogadoras sem esbarrar em problemas de logística.
Além disso, a nova parceria também traz a oportunidade do Mix Femme expandir para outros jogos. “A Sitnplay é uma plataforma mais para CS:GO, mas eles estão indo para outros jogos e com isso estão nos dando a oportunidade de fazer o mesmo”, afirma Nykol.
Você pode seguir o Mix Femme no Twitter e Facebook para acompanhar os próximos torneios.
