Sempre sorridente e alto astral, Danylo “Kingrd” Nascimento é sem dúvidas um dos maiores nomes do cenário nacional de Dota 2. O jogador também é uma das pessoas mais simpáticas, falantes e sem papas na língua do esporte eletrônico nacional – e, quiçá, internacional –, o que transformou minha missão de entrevistá-lo e contar sua história em algo extremamente divertido.
Em nossa conversa na gaming house da paiN, Kingrd não teve problemas em tocar em assuntos pessoais ou de detalhar sua história e carreira como jogador de Dota 2, que apresento a você neste perfil especial.
Nascido em 2 de janeiro de 1992 em Recife, Pernambuco, Kingrd lembra que seu primeiro contato com videogames foi na infância no bairro de Arruda, dentro de uma ‘lan house’ de consoles e fliperamas e onde ele passava diversas tardes com os amigos.
O jogador acabou se apaixonando pelo Super Nintendo e pediu um para sua mãe, mas este foi seu único console por anos. “Até meus 13 anos de idade, eu só tinha jogado o Super Nintendo. Zerei Mario e amava Bomberman”, conta.
Então, a família de Kingrd mudou-se para o bairro de Boa Viagem, onde ele morava perto de uma lan house de computadores e teve o primeiro contato com o jogo que mudaria sua vida: Warcraft.
“Lembro até hoje que comecei a jogar Dota na atualização 5.84c, que foi lançada entre 2004 e 2005”, afirma. “Joguei por muito tempo, mas era mais um hobby. Eu estudava, tinha meu colégio. O começo do meu Dota foi mais uma divisão entre os estudos, as saídas e o hobby”.
O CRESCIMENTO DE UM HOBBY
Por jogar Dota desde praticamente a origem do jogo e ser uma pessoa simpática e de fácil comunicação, o recifense não teve problemas em montar equipes tanto com jogadores do Nordeste quanto com de outras regiões para disputar pequenos campeonatos. Entretanto, deixa claro que ser jogador profissional não era seu foco inicial. “No início da minha carreira, nunca pensei ‘é isso que eu quero’”, confessa.
Para minha surpresa (e possivelmente a sua), Kingrd revela que fez estágio na área jurídica da Caixa Econômica e até chegou a prestar concurso para entrar no banco, mas que “infelizmente não passei por causa da redação”. “Minha mãe trabalhou na Caixa e meu pai é policial federal, então tinha na cabeça de seguir esse caminho de concurso público”.
Entre tentativas de concurso público e campeonatos ocasionais de Dota, o jogador fez dois anos de Administração e um ano de Economia na faculdade, mas não sentiu que era o que queria. Depois, ainda tentou entrar na área da saúde com um curso de Radiologia, mas novamente não sentiu que estava indo pelo caminho certo.
Porém, não foi apenas em faculdades e cursos que Kingrd fez tentativas em diferentes áreas. O mesmo aconteceu no esporte eletrônico com diferentes jogos.
HEROES OF NEWERTH NA SUÉCIA
Apesar de ser considerado um hobby, o Dota trouxe uma amizade importantíssima na vida de Kingrd: a de Arthur "PAADA" Zarzur. Dono da paiN Gaming, PAADA foi o primeiro a acreditar no potencial do jogador, que ingressou em sua organização ainda em 2011.
Na época, Kingrd teve a chance de ter sua primeira experiência internacional – mas não com Dota. O recifense integrou o time da paiN em um campeonato de Heroes of Newerth, outro MOBA famoso na época, e venceu a Brasil Game Show 2012 para disputar um ‘mundial’ do jogo na DreamHack Winter no mesmo ano.
Essa também foi a primeira vez que o jogador teve problemas com a família por conta do esporte eletrônico. “Eu era muito jovem e meus pais não entendiam que iam pagar alguém que nem trabalhava para ir jogar em São Paulo e na Suécia”, conta.
Filho de pais divorciados desde seu nascimento, Kingrd lembra que brigou primeiro com a mãe. “Sou muito parecido com a minha mãe. A gente não costuma voltar atrás e gosta muito de discutir, e discutimos muito em relação a isso. Aí eu ficava p***, ia pra praia tomar uma água de coco e relaxar a cabeça”.
Em seguida, foi a vez do pai descobrir os planos do filho de ir à São Paulo. “Tive que discutir com os dois e até fiz um drama, ameaçando que ia sair de casa se não aceitassem. Eu já tinha explicado tudo e não tinha mais argumentos”, comenta.
O drama parece ter dado certo, e Kingrd venceu a etapa de São Paulo com a paiN e viajou com a equipe para disputar a DreamHack. Lá fora, no entanto, a experiência não foi tão prazerosa, e a paiN foi eliminada sem uma única vitória.
“Tem até um vídeo meu falando que vou ganhar de todo mundo, mas a gente só perdeu naquele campeonato”, brinca. “Tomamos uma surra”.
UM PULINHO NO LEAGUE OF LEGENDS
Heroes of Newerth não foi o único MOBA que contou com a presença temporária de Kingrd. Em 2013, quando estava na Keyd Stars, o jogador surpreendeu a todos ao anunciar sua saída do Dota 2 para jogar League of Legends na equipe Rising On, ao lado de nomes como Mateus “yeTz” Vieira (hoje streamer), Rodrigo “TaY” Panisa (atual topo da INTZ) e Gabriel “MiT” Souza (ex-técnico da paiN e Flamengo).
“Comecei a jogar LoL por causa do MiT, que antes jogava Dota”, relembra. “Naquela época, você jogava Dota mais pela honra, pois não tinha premiação, torneio, investimento e nem competição para melhorar. Ao mesmo tempo, o LoL estava crescendo muito, e muitos ‘doteiros’ já tinham migrado, como o brTT [Felipe Gonçalves] e o Dans [Daniel Dias]. Então pensei: ‘qual é o sentido de ficar no Dota?’”.
O jogador conta que chegou ao elo Diamante em dois meses e que começou jogando no topo, mas que acabou mudando para a posição de atirador por ter se encontrado melhor (“apesar de não ter denies”). Como topo da Rising On, chegou a participar da segunda temporada da BGL Arena, mas sua participação no LoL também foi breve.
“Poucas pessoas sabem por que eu não continuei no LoL. O time que a gente fez estava planejando montar uma gaming house e melhorar como equipe. Eu não fui porque estava estudando, já tinha pagado o curso, as provas do concurso, e quis saber o que aconteceria na área do concurso público. Pensei: ‘os caras querem realmente investir, será que tenho essa paixão para fazer esse investimento na minha vida?’ Na minha cabeça, eu vi que não ia dar certo, que não era algo que eu gostava, por isso desisti”, revela.
No fim, Kingrd não passou no concurso e ficou “p***”, segundo ele. Seis meses depois, estava de volta ao Dota 2.
A FORMAÇÃO DE UMA CARREIRA
De volta ao Dota 2, Kingrd fez uma sabatina por organizações. Em 2014, venceu a Zotac Starleague jogou as qualificatórias do The International 4 pela CNB e-Sports Club. No ano seguinte, novamente na paiN, disputou campeonatos online e venceu a X5 Mega Arena no primeiro semestre. Ainda em 2015, teve passagens pela INTZ e pela T Show, com a qual perdeu a Brasil Game Cup para a própria paiN.
Mesmo longe de um nível ideal, o cenário competitivo de Dota 2 estava em constante crescimento na América do Sul entre 2015 e 2016 – e foi isso que fez o recifense finalmente “desistir da minha vida de estudos e trabalho” para focar 100% em ser jogador profissional de Dota 2.
De volta à paiN no início de 2016, Kingrd deixou a posição de midlaner para se tornar um suporte 4 e jogou ao lado de Adriano de Paula “4dr” Machado, William “hFn” Medeiros, Otávio “Tavo” Gabriel e Emilano “c4t” Ito.
O grupo defendeu a paiN até outubro daquele ano, mas divergências não reveladas fizeram a equipe disputar as finais americanas de Dota 2 da WESG como “Kingão+4”. Apesar de ficar em segundo lugar na classificatória, a formação garantiu uma vaga na “Olimpíada dos Games” e chamou a atenção da recém-criada SG e-sports, que decidiu investir nos jogadores.
FAZENDO HISTÓRIA NA SG
Contratada em novembro de 2016 pela SG, a escalação fez história ao se tornar a primeira equipe brasileira a jogar um major de Dota 2 da Valve no ano seguinte. A qualificação para o Major de Kiev em 2017 e a vitória em cima da Team Secret nas oitavas de final são consideradas um marco e elevaram os jogadores à fama internacional, mas também aumentaram a pressão de que conseguissem cada vez mais.
O resultado não foi o esperado, e a SG perdeu para a peruana Infamous na disputa pela vaga sul-americana no The International 7. Segundo Kingrd, a derrota desencadeou uma série de brigas entre os jogadores em um ambiente que estava tóxico.
“O objetivo inicial era continuar o time e só mudar um jogador, mas umas duas semanas após a qualificatória aconteceram brigas e tudo mudou”, lembra. “Fomos para o The Final Match [no Peru] pra cumprir tabela, e mesmo assim ficamos em segundo lugar”.
“Se você perguntar se eu já discuti, eu já discuti com todo mundo do meu time. Já meti o pau, já xinguei, já teve quase soco, já teve muita coisa. Mas é a vida”, revela. “Então o time da SG acabou porque ficou meio que saturado. Ninguém queria jogar com mais ninguém, então falamos que não dava mais.”
PROVOCAÇÕES SAUDÁVEIS
Enquanto falávamos sobre o fim da SG, aproveitei para perguntar o que significavam as farpas que Kingrd costuma soltar em relação a seus antigos companheiros de equipe. O jogador, no entanto, garante que as provocações são saudáveis e possuem o intuito de criar rivalidades.
“Se você perguntar pra mim: ‘Grd, por que você flameia uma pessoa que jogou no seu time?’. Eu vou responder que tem dois motivos de flame. Tem o motivo que você xinga a pessoa porque você a odeia, mas tem o que é pra você incentivar a pessoa - mas poucos seguem esse pensamento”.
Ele continua: “Algumas pessoas não sabem a diferença entre rivalidade e ódio. Se você alfineta a pessoa, ela vai criar uma rixa com você, ficar com raiva e querer revidar. E como ela revida no Dota? Ganhando de você. Eu quando faço isso não é pra ser escroto, mas para incentivar ela a ter uma rivalidade que é sadia”.
Draftei igual ao c4t hoje.
— Danylo Nascimento (@Kingrdxd) July 28, 2018
ASSUMINDO O COMANDO
Após a separação da SG, Kingrd confessa que não sabia o que fazer na época “porque estava todo mundo com birra”, e a solução que encontrou foi a criação de uma equipe mista de peruanos e brasileiros – a Digital Chaos SA – para disputar a primeira temporada do Dota Pro Circuit.
Apesar de ser uma das vozes mais experientes e ouvidas em todos os times que passou, Kingrd afirma que a DC.SA foi sua primeira experiência de verdade como capitão de uma equipe. O time era formado pelo recifense, hFn, Abraham “Kingteka” Canez, Farith “Matthew” Puente e Juan “Atun” Ochoa (depois substituído por Leonardo “LeoStyle-” Sifuentes).
Para ser capitão, Kingrd passou para a posição de suporte 5 e as coisas pareceram dar certo – até ele e hFn se mudarem para o Peru. “Jogamos e vencemos a qualificatória para o PGL Open Bucharest sem nenhum problema”, relembra. “Acho que o time teria dado certo se a gente não tivesse ido para o Peru, porque não nos adaptamos na gaming house, não nos sentíamos muito confortáveis. Então por isso a gente meio que desistiu”.
Com o disband do time, a vaga para o PGL Open Bucharest acabou ficando para a Infamous. Já Kingrd e hFn voltaram ao Brasil para disputar o DPC. Depois de defender a Midas Club nas qualificatórias para o Captain’s Draft 4.0, a equipe com os dois jogadores, tavo, Leonardo “Mandy” Viana e Heitor “Duster” Pereira foi adquirida pela paiN – que decidiu novamente investir no Dota 2.
Mandy não ficou nem um mês na equipe, e sua saída ocasionou um período considerado turbulento por Kingrd. “O período que tentamos encontrar alguém para completar o time foi muito difícil, pois não sentíamos que éramos capazes de ganhar”, conta. Esse “clique” só foi acontecer com a aparição de Aliwi “w33” Omar.
MOMENTO CRUCIAL: GALAXY BATTLES
O Galaxy Battles II, realizado em janeiro deste ano, foi um momento crucial na carreira de Kingrd. O torneio marcou a primeira vez que a paiN jogou com w33, e isso significou muito para o capitão do time.
“Poucas pessoas sabem, mas eu me dediquei muito naquele campeonato”, confessa. “Eu não parava de pensar em Dota. Tive dificuldades para dormir porque só ficava vendo replays e pensando nos drafts. Só dormia umas cinco horas por noite”.
Quando a paiN perdeu para a Team Spirit na fase eliminatória, Kingrd desabou. “Foi a primeira vez que chorei em relação a Dota”, desabafa. “Eu tinha na minha cabeça que era responsável pelo draft, pelas chamadas e pelas decisões, daí quando algo dava errado eu me sentia muito culpado - mesmo que não fosse exatamente minha culpa”.
O recifense diz que ficou muito abalado, também, porque sentiu uma responsabilidade enorme em jogar ao lado de w33 – um estrangeiro – pela primeira vez. “Eu não queria que ele visse a região da América do Sul como ruim. Não queria mostrar pra alguém de alto nível que o Brasil não leva o Dota a sério. Queria que, caso não fechássemos com ele, que continuássemos em contato e ele visse a região de forma diferente”.
Apesar de considerar o Galaxy Battles como uma das piores experiências de sua carreira como jogador, Kingrd confessa que também teve um lado bom. “Depois que a tristeza passou, eu percebi que a derrota foi boa pra minha vida. Ela me ajudou a ter foco, a tomar decisões e a ser mais maduro. Mudou meu estilo de vida e minha visão das responsabilidades no Dota. Foi um momento que me fez crescer mais no jogo”, afirma.
“PICKA LYCAN E DAZZLE”
Na conversa, também falamos sobre a posição de drafter que Kingrd assumiu em sua carreira. De acordo com ele, a aquisição da responsabilidade foi gradual. Inicialmente, os drafts em suas equipes eram feitos de forma “mais liberal e em conjunto, com todo mundo falando”, mas as coisas começaram a mudar durante a WESG. “Passei a pedir para que os jogadores não dessem muitos palpites”, conta.
Entretanto, esse pedido nem sempre foi acatado. Rindo, o recifense me contou uma história do ESL One Birmingham – último major que a paiN jogou no Dota Pro Circuit e no qual conquistou o terceiro lugar. Na ocasião, a equipe brasileira teve como primeira adversária a Team Liquid, campeã do TI7.
“Chegando na ESL, o primeiro jogo era contra a Liquid, e já pensei ‘p*** que pariu’”, lembra. “Mas aquele meta foi um dos melhores pra gente até agora, porque tinham muitos heróis de conforto para os jogadores – menos para o Duster”.
“Até então, OK”, continuou. “Ganhamos o primeiro jogo contra a Liquid de forma tranquila. Depois, perdemos para a OG porque nunca ganhamos deles, e daí tivemos que enfrentar a Liquid de novo em uma melhor de 3 – e quem perdesse ia para casa. Como já estávamos passando para a fase eliminatória dos torneios anteriores, não queríamos perder de jeito nenhum”.
“Por causa da empolgação de termos ganhado na estreia contra a Liquid, todo mundo estava discutindo o draft do primeiro jogo da md3. Eis que, na segunda fase do draft, o Duster mandou: ‘pega aí um Lycan com Dazzle. Vai ficar muito forte, vi uns caras fazendo’. Na hora de definir quem jogaria com o quê, apareceu a dúvida: ‘quem vai jogar de Lycan?’. No fim, o hFn teve que jogar com o Lycan e tomamos uma surra”, ri Kingrd.
Depois disso, o capitão diz ter dado uma bronca fenomenal em todo mundo – principalmente em Duster – e ninguém mais “deu um pio” nos drafts seguintes. O resultado foi uma virada e mais uma vitória em cima da Liquid.
EVOLUÇÃO E LIBERDADE PARA JOGAR
Quando pensa em todo a trajetória que a paiN fez durante o Dota Pro Circuit, Kingrd se diz certo de uma coisa: “O time hoje só deu certo porque a gente tomou no c*. Tivemos muitas pedras no caminho, e só estamos nesse nível hoje porque apanhamos muito, crescemos juntos e aprendemos a viver juntos, a respeitar o ambiente”.
O jogador confessa que, no início, ficava uns dois ou três dias afastado de todos e do Dota após perder campeonatos, mas que foi melhorando seu jeito de ser e sua comunicação com o tempo. “Até já quis deixar de ser capitão depois de alguns campeonatos, pois eu sentia que não aguentava mais”, revela.
Segundo ele, o TI8 foi um dos momentos em que sentiu que não conseguiria mais ser capitão e suporte 4 ao mesmo tempo. “Eu não joguei bem esse TI não porque não tenho nível, mas porque deixei de focar no meu jogo pra controlar o time e acalmar a situação. Eram muitas coisas acontecendo ao mesmo e eu não conseguia focar em ser um suporte 4, que nesse meta e nesse ano virou uma posição muito importante e que precisa de autonomia”, explica.
Kingrd afirma que não tem nenhum suporte 4 que também é capitão em outras equipes, “porque é uma posição que você tem que ter consciência do seu jogo e criar jogadas, fazer rotações, ser agressivo – coisas que eu faço muito bem”.
A solução para isso foi trocar Duster por Rasmus “MISERY” Filipsen, até então técnico da paiN. “Já havíamos tentado o Duster como sup 4 e eu como sup 5 para continuar capitão, mas ele não se sentiu confortável, nem eu. Seria uma mudança que talvez não desse certo, então chamamos o Misery para jogar”.
O recifense, no entanto, afirma que Misery não será o único responsável por comandar o time. “Ele está ajudando no draft e dividindo os shotcallings comigo. Por exemplo, eu faço as chamas no early game, enquanto ele fica mais responsável pelo mid e late game”, explica.
A mudança já foi sentida pelo jogador durante as qualificatórias para o Major de Kuala Lumpur – o primeiro da temporada 2018-2019 do Dota Pro Circuit. Na disputa, a ‘escalação original’ da paiN venceu de forma invicta e se classificou acompanhada da escalação secundária, a paiN X.
“A comunicação do time está muito mais fluida. Jogamos a primeira qualificatória e ganhamos invictos. Apesar de termos tomado pressão, não sentimos em nenhum momento que tínhamos chance de perder. Estamos com muita confiança nesse time”, garante.
Tirar um pouco do peso de ser capitão solo da equipe também fez Kingrd se sentir mais livre para jogar e ter uma visão bem otimista para o próximo ano. “A entrada do Misery me deu liberdade e tranquilidade para jogar. Me sinto livre pra jogar do jeito que gosto e testar meus limites”, conta.
“Sinto que essa temporada vai ser muito gratificante pra mim porque sei que tenho nível para jogar como sup 4. Estou mostrando pra mim mesmo que tenho capacidade para jogar e que sou o suficiente pro time, não um jogador que afunda os outros”, detalha. “Também, é a primeira vez que sinto essa confiança em uma equipe, e acho que chegaremos onde nunca cheguei”.
