A confusão registrada no último sábado (27), durante a final do Campeonato Metropolitano sub-18 de futsal, entre Palmeiras e Corinthians, continua repercutindo.
Faltando 28 segundos para o final da partida e com o Verdão vencendo por 5 a 2, torcedores da equipe alvinegra invadiram a quadra e deram início a uma briga generalizada no Ginásio Presidente Ciro II, em São Paulo.
Nesta terça-feira (30), cinco atletas do futsal do Palmeiras, todos eles menores de idade, prestaram depoimento no inquérito que investiga o caso, registrado no DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva).
Além deles, foram ouvidas também outras duas pessoas agredidas no caso: a mãe de um dos jogadores, que está se tratando de câncer e teve de ser levada ao hospital de ambulância após o jogo, e o treinador de goleiros do time.
Em nota oficial, o Palmeiras acusou a torcida corintiana de ter promovido um "ataque brutal" aos atletas, incluindo menores de idade, e também familiares dos jogadores. Também em comunicado oficial, o Corinthians disse que "repudia veementemente" o ocorrido e salientou que ficará "à disposição para colaborar na investigação dos fatos", além de cobrar "das autoridades a punição dos responsáveis".
A Federação Paulista de Futebol de Salão também se pronunciou, dizendo que "tomará as providências cabíveis e enérgicas" e atribuiu a violência a torcedores organizados do Corinthians.
