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Diniz explica 'tática' para Vasco ganhar com um a menos e projeta briga por Libertadores

O Vasco superou a expulsão de Hugo Moura aos 39 minutos do primeiro tempo e venceu o Fortaleza por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Castelão, pelo Brasileirão. Segundo o técnico Fernando Diniz, uma ''tática'' já adotada nos treinamentos foi fundamental para sair com os três pontos.

Após a partida, o treinador revelou em entrevista coletiva que treina várias vezes com um jogador a menos no dia a dia.

''Desde que eu cheguei, a gente treina muitas vezes com inferioridade numérica. Então, é um time que sabe lidar com uma situação desse tipo. Eu tenho um entrosamento tático e não queria abrir mão logo do Coutinho ou do Nuno, porque eu sabia que a gente, em determinado momento, teria a posse. E não é que a gente tenha tido só contra-ataque, em algum momento, mesmo com um jogador a menos, a gente controlou o jogo. Tivemos a bola no pé, a gente conseguiu tanto ter contra-ataque quanto ter o controle'', afirmou.

''Eu acho que a gente conseguiu, quando a gente tinha posse, ter o contra-ataque com mais velocidade, com a entrada dos jogadores, do David principalmente, que é um jogador que chega, que ajudava a marcar e conseguia chegar na frente. Então ele tinha 30, 35 minutos para jogar e eu sabia que ele iria aguentar fazer a dupla função. Acho que todo mundo que entrou fez uma boa função. O Puma fez um esforço muito grande para vir da Ásia até aqui, se colocar à disposição para jogar. Então acho que o time fez uma das vitórias mais importantes, uma das mais difíceis que a gente teve no campeonato'', completou.

Com a vitória, o Vasco subiu par aa 9ª colocação do campeonato com 36 pontos, sete a menos que o Bahia, primeiro do G-6.

Questionado sobre a briga por uma possível vaga na próxima edição da CONMEBOL Libertadores, Diniz foi direto.

''Sonhar o torcedor está sonhando faz tempo, e a gente também. Quando você está lá embaixo da tabela, é difícil ficar falando de Libertadores. Depois que eu cheguei, a pontuação do Vasco não condiz com que desempenhou, era para estar mais acima uns seis, sete pontos, no mínimo'', disse.

''Agora, com o resultado acompanhando o desempenho da equipe, existe uma tendência, não só sonhar, mas olhar objetivamente para cima. Mas sabendo que o campeonato é difícil. A gente está numa situação de meio de tabela. Podemos olhar não só pela pontuação, mas pelo desempenho desde o primeiro turno quando a gente não conseguia vencer, mas jogando bem. Isso faz com que a gente consiga sonhar e se projetar por uma posição melhor'', finalizou.

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