OPINIÃO: Lesão de Wesley, infelizmente, é a notícia do último amistoso da Seleção

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Endrick decide, e Brasil vence o Egito em último compromisso antes da Copa do Mundo; VEJA como foi (0:48)

Não fosse a última apresentação da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo, o amistoso contra o Egito ficaria marcado na história do futebol por uma infâmia: o dia em que Ziko cometeu o pecado de marcar um gol no Brasil. Menos mal que foi um Zico genérico, que veste a camisa 11 e já estava acostumado a essas desfeitas. Na Copa Intercontinental de 2025, jogando pelo Pyramids, Mostafa Mohamed Ziko Abdelraouf teve a ousadia de enfrentar o Flamengo.

O feito do Zico egípcio, fruto de um recuo errado de Marquinhos para Alisson, empatou o jogo que o Brasil vencia por um gol de Bruno Guimarães, também produto de um erro na saída de bola. Tudo aconteceu em rápidos 11 minutos em Cleveland, e não, não foi o que marcou o primeiro tempo. Logo após o empate, Wesley pediu substituição por um problema muscular (virilha). O que inicialmente pareceu precaução logo se converteu em consternação, quando todo o banco da Seleção se reuniu em torno do lateral da Roma, que, com uma toalha branca sobre a cabeça, chorava por algo pior do que a dor; o risco de perder a Copa.

Um lateral machucado, o direito, ainda mais, comprometeu definitivamente um aspecto da experiência que Carlo Ancelotti desejava observar. Wesley deveria atuar com liberdade para atacar e dar amplitude ao time pelo seu lado, com Douglas Santos, o outro lateral, unindo-se aos zagueiros em saída de três. A entrada de Danilo desfez a dinâmica por causa do perfil mais defensivo do jogador do Flamengo. Dominante na posse, o Brasil teve ocasiões com Vinicius Jr. e Igor Thiago desperdiçadas por finalizações defeituosas.

A exemplo do que se deu contra o Panamá, Ancelotti trocou praticamente o time todo no intervalo. E de novo, o “time do segundo tempo” apresentou uma marcha acima na intensidade. A pressão de Matheus Cunha e Douglas Santos recuperou a bola no lado esquerdo do ataque, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick tocou para a rede. A vantagem, justa, pareceu ser a senha para um ritmo baseado no controle, não no ímpeto. O pouco apetite do Egito, mesmo após a entrada do lendário Mohamed Salah, deu ao encontro um ar de procissão até o final, diante de mais de 64 mil pessoas no estádio do Cleveland Browns, da NFL.

O resultado importa bem menos do que o amadurecimento de um time para a estreia contra o Marrocos, no próximo sábado (13). Por certo grau de similaridade entre os adversários, seria coerente que uma avaliação satisfatória do último amistoso conduzisse, se não à escalação completa, ao menos à ideia de como jogar na abertura da Copa, justamente a partida mais exigente da fase de grupos. Além de mudar os planos imediatos, a lesão de Wesley acrescentou uma camada de preocupação à semana final de preparação. Os próximos dias serão mais tensos do que Ancelotti gostaria.

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