Estêvão abriu o jogo sobre o momento mais difícil da carreira em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN, que vai ao ar neste sábado (6), às 22h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no plano premium do Disney+. O atacante relembrou a grave lesão muscular que sofreu na coxa direita, uma ruptura de grau 4 no músculo posterior, durante partida contra o Manchester United, e que o tirou da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Aos 19 anos, o jogador havia participado de todo o ciclo da competição e era nome certo na lista final de Carlo Ancelotti antes do corte.
O atacante contou em detalhes o instante em que começou a perceber que a situação era mais séria do que imaginava. Segundo ele, a comunicação do clube já indicava a gravidade do problema, especialmente quando foi orientado a levar os pais para uma conversa com o departamento médico.
“Quando eu acordei, fui tomar banho, o médico me ligou três vezes, no dia que ele falou que ia me dar um resultado. Aí liguei para ele e ele falou ‘traz seus pais aqui que a gente quer falar com eles também’. A gente já sabe que se fosse pra dar qualquer outra notícia, já falaria ali na hora, na cara, mas quando falaram pra levar meus pais ali, eu já estava com uma percepção que vinha alguma coisa maior”, disse.
Estêvão destacou o impacto do diagnóstico e revelou que nem tinha conhecimento da gravidade da lesão. O jovem afirmou que o momento foi de choque ao descobrir o grau 4 da ruptura muscular.
“Acho que o momento mais difícil foi na hora que eu soube da notícia mesmo, que era o grau quatro. Nem sabia que tinha grau quatro, nem sabia que existia. Mas infelizmente aconteceu, mas é vida que segue. Agora é recuperar bem e tratar pra voltar o mais rápido possível”, afirmou.
O atacante também ressaltou o peso de ficar fora de uma Copa do Mundo após acompanhar todo o processo de preparação com a seleção. Ele descreveu o episódio como um dos mais dolorosos de sua vida profissional.
“É uma realização de um sonho jogar a Copa do Mundo, todo mundo espera. Ainda mais eu que estava participando de todo o processo. Então ali foi um momento de muita, muita tristeza no meu coração”, declarou.
Por fim, Estêvão fez questão de destacar o papel da família no período mais delicado da recuperação. O jogador contou como o apoio dos pais e da irmã foi fundamental para lidar com o impacto emocional da lesão.
“O que eu chorei no colo dos meus pais, foi brincadeira, chorei muito. É nesses momentos que você precisa das pessoas que você ama e agradeço muito”, completou.
