Os jogadores da Seleção Brasileira passaram esta quinta-feira (28) na companhia do último técnico a conquistar uma Copa do Mundo pelo país. Luiz Felipe Scolari foi convidado pela diretoria da CBF, recebeu homenagens e teve a chance de transmitir um pouco de sua experiência de décadas dentro do futebol.
Felipão assistiu ao segundo treinamento da equipe, na Granja Comary, depois almoçou na companhia de Carlo Ancelotti e discursou para os 23 jogadores que estão em Teresópolis (Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli jogarão a final da Champions League no sábado e portanto só se juntam ao grupo nos Estados Unidos).
"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão. Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara (Carlo Ancelotti) que irá comandar vocês e que conhece (de futebol). Portanto, aceitem, dialoguem, conversem. Quero que vocês ganhem, porque quem ganha é o Brasil, somos todos nós. Desejo a vocês tudo de bom e saibam se doar pelo Brasil e pelo outro", falou Felipão, em vídeo publicado pela CBF nas redes sociais.
O gaúcho de 77 anos teve duas passagens diferentes pela Seleção. Na primeira, entre 2001 e 2002, herdou um trabalho que começou com maus resultados e levou ao título da Copa do Mundo. Foi a única vez que um país foi campeão mundial com sete vitórias.
"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro", finalizou Scolari.
Campeão em 2002, o técnico só voltou a dirigir a Seleção mais de uma década depois. A segunda passagem, no entanto, não foi das melhores. Apesar do título da Copa das Confederações sobre a Espanha, em 2013, o Brasil terminou a Copa de 2014 humilhado em casa pela Alemanha, ao perder na semifinal por 7 a 1.
Na visita à Granja Comary, Felipão recebeu de presente uma placa representando todos os títulos ganhos na carreira, uma camisa da Nike, principal patrocinadora da Seleção, e também a chance de reencontrar antigos comandados, como o goleiro Weverton e o atacante Neymar.
