Uma das principais novidades de Carlo Ancelotti para a convocação da Copa do Mundo, Weverton acredita que a mudança de clube o ajudou a ter uma nova chance de defender a Seleção Brasileira. Após anos como titular absoluto do Palmeiras, o goleiro se transferiu para o Grêmio no início deste ano. Meses depois, foi chamado para integrar o grupo.
Weverton foi titular da Seleção na conquista da medalha de ouro das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Depois, integrou algumas vezes a equipe principal e fez parte do elenco que disputou a Copa de 2022, no Qatar.
“Foi um ano de mudança e que eu decidi sair, encerrar uma jornada vencedora e decidi trocar de clube, trocar de cidade, de cultura. Foi uma decisão importante para mim. Poder conhecer outra cultura, me desafiar, jogar com mais frequência, poder ser mais exigido, fazer mais defesas, trouxe mais visibilidade para o meu trabalho", admitiu o goleiro.
"Era muito mais confortável ficar em São Paulo, mas eu tive a decisão de ir buscar esse novo desafio e fui premiado com essa Copa do Mundo. Pela forma como o Grêmio me cuidou, me ajudou, sou muito grato. Quero retribuir essa gratidão, não com palavras, mas com atitude".
"Seleção sempre esteve no meu radar, no meu coração, era importante eu ter alta performance e fazer isso é importante. Taffarel [treinador de goleiros da Seleção] sempre esteve olhando e feliz por eles terem apostado em mim. É fazer o meu melhor para dar essa resposta aqui".
Weverton atuou somente alguns minutos na Copa de 2022, uma homenagem feita por Tite na vitória sobre a Coreia do Sul, nas oitavas de final. Agora, o goleiro quer mais e vislumbra uma disputa por posição com Alisson e Ederson, seus companheiros no Mundial passado e que chegam para este ano sob incertezas.
"Vivi algo muito especial naquela Copa, eu era o único que não tinha entrado. Vai ficar marcado na minha vida. Ninguém aqui foge da responsabilidade", afirmou Weverton.
"Todo mundo que está aqui tem total condição de jogar, vieram aqui para isso. Essa escolha cabe ao Ancelotti, ele entende o que é o melhor para a Seleção. Todo mundo quer jogar, traz uma competitividade grande, mas acho que é uma escolha dele. Todos estão prontos, 100%, e quem não for vai apoiar quem estiver 100%".
