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Gilberto Silva vê posição de volante em perigo sem Casemiro e Fabinho: 'Quando olho para Seleção, me preocupa'

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Gilberto Silva avalia a situação dos primeiros volantes brasileiros: 'Não vejo outros atletas fazendo o que Casemiro e Fabinho fazem.' (2:03)

Gilberto Silva é o convidado do programa Bola da Vez desta semana (2:03)

Volante titular da Seleção Brasileira na conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, Gilberto Silva está preocupado com a sua posição. Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, o ex-atleta até vê o Brasil bem servido neste momento, mas acredita que o futuro pode ser complicado.

Em entrevista ao Bola da Vez que vai ao ar neste sábado (9), a partir das 22h (de Brasília), no plano premium do Disney+, o antigo jogador exaltou Casemiro e Fabinho, que devem ser convocados por Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, mas não se mostrou muito confiante com o futuro.

"Quando eu olho para o futebol brasileiro e para a Seleção, me preocupa! Quando você sai do Casemiro e o Fabinho, que são os caras para a Seleção nessa função, eu não vejo outros atletas fazendo o que eles fazem", falou o meio-campista.

"Tivemos uma época em que foi muito falado em volante moderno. Ele chega na área, faz gol, está finalizando. Isso pra mim é o segundo volante. Mas muita gente começou a colocar o volante moderno dessa forma. Você pode ser moderno fazendo o que o Casemiro faz, o que eu tive oportunidade de fazer, o Makélélé fez muito bem, o Dunga, Mauro Silva. Fazendo o trabalho que ninguém gosta de fazer, que é marcar. A grande maioria gosta de realmente estar com a bola".

O volante, que se firmou no time principal do Brasil em 2002 após a lesão de Emerson, antigo titular de Luiz Felipe Scolari, mas que se contundiu dias antes do início do Mundial na Coreia e no Japão, valorizou a função de marcador.

"Qual o grande desafio dessa posição? Se posicionar sem a bola. Mas entender qual o papel dessa função, preciso ser o cão de guarda. Tem a linha de defesa, eu preciso ser o cara que protege. Quando eles estão atacando, eu tenho que proteger eles. Eu tenho que pegar a bola e entregar para eles de novo. Eles que vão criar. Todos esses jogadores são modernos, dentro da característica de cada um. É simplicidade, sem invenção".

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