Março foi um mês de péssimas ideias nos uniformes da seleção brasileira.
Começou com a estúpida ideia da Nike de colocar um “Brasa” nos uniformes da preparação para o jogo contra a França.
A CBF reprovou a ideia e já mandou o tal "Brasa" ser banido da vestimenta da seleção.
Mas não vai dar para terceirizar a culpa de outra estúpida ideia envolvendo a camisa do único time pentacampeão mundial.
Vinicius Jr. nunca jogou a camisa 10 em um clube.
No Real Madrid, que é maior que a seleção brasileira, se tornou um dos melhores do mundo com a 7 que foi imortalizada por Cristiano Ronaldo.
Nos últimos anos, mesmo com Neymar fora de ação, manteve a 7 na seleção.
Mas, a menos de três meses da Copa, a camisa 10 ficou vaga, com a contusão de Rodrygo e a óbvia constatação que Neymar não tem hoje físico e bola para jogar um Mundial.
E alguém teve a nada brilhante ideia de dar a camisa 10 para Vini Jr. no amistoso contra a França.
A seleção brasileira precisa parar com o fetiche de que o craque do time precisa usar a camisa 10.
Muitas vezes isso só serve para criar pressão desnecessária e comparações que nada ajudam.
É o que acontece agora depois do desastre de Vini com a 10 em Boston, com as cornetas pela volta de Neymar tocando com mais força nas ruas e pelos seus “parças”.
Vini Jr. é feliz e craque com a camisa 7 no maior time de futebol do planeta.
Deixa essa coisa de 10 para outro. Para quem a costuma vestir no seu clube. Se não tiver ninguém nessa situação, que o goleiro reserve a use na seleção (a Fifa não permite numeração livre na Copa).
