Perder nunca será normal para quem veste a camisa da seleção mais vencedora de todos os tempos. Mas existem derrotas e derrotas. A desta quinta-feira (26), contra a França, no Gillette Stadium, ajuda a medir em que estágio o Brasil está a menos de três meses da estreia na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O revés com gols de Mbappé e Ekitiké (Bremer descontou na reta final) mostra sinais importantes a Carlo Ancelotti no primeiro amistoso de 2026. O ESPN.com.br levanta cinco pontos relevantes e que não podem ser ignorados pela comissão técnica, que tem apenas o jogo da próxima terça (31), contra a Croácia, em Orlando, antes de definir a lista dos convocados para a Copa.
Luiz Henrique 12º jogador
Muito se fala de quem está ou não garantido na Copa entre os atacantes, mas o nome de Luiz Henrique é pouco citado. Pois o ex-jogador do Botafogo mostrou por que não sai da lista de Ancelotti e também era aproveitado com frequência por Dorival Júnior.
Insinuante e atrevido, o jogador do Zenit foi a única alteração do primeiro para o segundo tempo e deu muito trabalho à zaga francesa, que demorou até entender como pará-lo. Luiz Henrique não parece uma opção para ser titular, vaga que no momento é de Estêvão, mas tem capacidade técnica e física e fazer a diferença na Copa saindo da reserve.
A falta de Bruno Guimarães
Uma das principais tarefas de Ancelotti na Data Fifa de março era encontrar a sombra para Bruno Guimarães, dono absoluto do meio-campo desde a chegada do italiano e que não pôde ser convocado por estar machucado no Newcastle.
A aposta inicial foi em Andrey Santos. Durante a partida, Danilo, destaque do Botafogo, e Gabriel Sara, do Galatasaray, ganharam minutos. Certo é que o atual esquema de jogo sente falta demais de Bruno e sua dinâmica.
Necessidade de um armador
A ausência de Bruno como dupla de Casemiro e também de Rodrygo, este já fora do Mundial por uma lesão no joelho, evidenciaram contra a França a falta de um jogador com capacidade de armar a seleção e torná-la menos dependente de um jogo direto e de contra-ataque.
Raphinha poderia fazer tal papel, mas a atuação abaixo no primeiro tempo e a lesão que o tirou do segundo atrapalharam. Matheus Cunha, que sabe exercer essa função ao lado de outro atacante, também ficou devendo. Se existe alguém capaz de executar a função, Ancelotti não terá como testar antes da lista final.
Saída curta, problema a resolver
A dupla de zaga titular do Brasil é formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. O primeiro se machucou em Orlando e tenta se recuperar a tempo de enfrentar a Croácia, enquanto o segundo, também por lesão, sequer se apresentou à comissão técnica.
Ancelotti optou por uma zaga completamente nova, com Bremer e Léo Pereira. Ederson, em substituição a Alisson, também foi novidade. A saída curta quase sempre não funcionou, a ponto da França aproveitar os erros para construir ataques bem perigosos. A expectativa é que isso melhore com o time principal.
Posições abertas, posições fechadas
As ausências de peso na convocação (Alisson, Gabriel Magalhães, Militão, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo) forçaram Ancelotti a uma série de testes que serviriam para sanar dúvidas. Algumas permaneceram, outras não.
Wesley, por exemplo, ganhou pontos na briga com Vanderson para ir à Copa junto com Éder Militão. Bremer também entrou na disputa para a reserva de Marquinhos. Mas há mais dúvidas que a comissão técnica levará para o jogo contra a Croácia.
