O amistoso desta quinta-feira (26), às 17h (de Brasília), entre Brasil e França, marcado para Boston, nos Estados Unidos, recoloca frente a frente duas pesadas camisas do universo de seleções e que possuem um imenso e marcante passado.
Ao longo da história, brasileiros e franceses se enfrentaram em 18 oportunidades, uma relação iniciada em 1930, em um amistoso disputado nas Laranjeiras, casa do Fluminense no Rio de Janeiro, e que vai até 2015, ano do último confronto, em Paris.

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O ESPN.com.br separou abaixo jogos marcantes e outros esquecidos entre as duas seleções, que, especialmente na história das Copas do Mundo, causaram alegrias e tristezas em alguns dos grandes nomes do esporte.
Prazer, Pelé!
Logo o segundo jogo entre Brasil e França foi decisivo: a semifinal da Copa de 1958. Enquanto o mundo esperava por Just Fontaine, artilheiro dos Bleus que batia recordes naquele torneio, quem comandou a festa foi um Rei que ainda não tinha vestido a coroa.
Vavá abriu o placar para a seleção, mas Fontaine empatou na sequência. Didi colocou o Brasil de novo em vantagem e abriu caminho para o show do garoto Pelé. Aos 17 anos, ele marcou não um, nem dois, mas três gols que colocaram a Amarelinha na final do Mundial, que mais tarde seria vencida contra a Suécia, dona da casa.
Zico, que pena...
Os dois países se encontraram novamente em um estágio decisivo de Copa quase 30 anos depois. Em 1986, o Brasil de Telê Santana saiu na frente com gol de Careca, mas viu Michel Platini empatar ainda no primeiro tempo o duelo que valia uma vaga na semifinal.
A partida seguiu equilibrada até a prorrogação, quando Zico, em sua primeira jogada após sair do banco, colocou Branco na cara do gol. O lateral sofreu pênalti, que o Galinho desperdiçou contra o goleiro Joel Bats. Nas penalidades, os vilões foram Sócrates e Júlio César, com a primeira queda do Brasil para a França na história das Copas.
Roberto Carlos e a física
Quase uma década depois, Brasil e França abriram o chamado Torneio da França, que nada mais era que um preparatório para a Copa de 1998, a ser realizada no país. O jogo em si não foi nada demais, mas um lance até hoje assombra quem o assiste.
Com placar zerado, Roberto Carlos cobrou uma falta com uma curva impressionante que deixou Fabian Barthez, todos em campo e quem via a partida de boca aberta. O lance que "desafiou a física", porém, não valeu a vitória, pois Marc Keller empatou e deu números finais.
Ronaldo em baixa, Zidane em alta
As duas seleções fizeram o jogo mais importante entre eles em 12 de julho de 1998. No Saint-Denis absolutamente lotado, o Brasil chegou como favorito para conquistar o pentacampeonato do mundo em mais uma final. Mas quem sorriu foi a França, graças ao desabrochar de uma lenda.
Zinedine Zidane, que fazia Copa ruim, fez dois gols de cabeça e praticamente garantiu a taça para os franceses, que ainda marcaram no fim com Petit e foram campeões com um elástico 3 a 0. Do lado brasileiro, a lamentação até hoje é pela convulsão sofrida por Ronaldo. Melhor jogador do mundo na época, o Fenômeno atuou o tempo todo, mas de maneira irreconhecível.
A revanche que não aconteceu
Foram três anos esperando por um novo jogo contra a França, até que ele aconteceu em junho de 2001, na Coreia do Sul, pela semifinal da Copa das Confederações. Azar do Brasil é que nenhuma estrela estava em campo...
A seleção dirigida por Emerson Leão, obrigado a poupar os principais jogadores a pedido da CBF, encarou a França de Vieira, Djorkaeff, Anelka e Pires com nomes como Leandro Amaral, Fábio Rochemback, Carlos Miguel e Leomar. Vitória europeia por 2 a 1, gols de Pires e Desailly, enquanto Ramon Menezes, hoje técnico, descontou para o Brasil.
Aniversário da Fifa, nenhum presente
Foram mais três anos até que brasileiros e franceses duelassem novamente, mas dessa vez com todas as estrelas, em um amistoso marcado para Paris que marcava o aniversário de 100 anos da Fifa. Os donos da casa estavam com Zidane, Henry, Trezeguet, Vieira e Pires, enquanto a Amarelinha apareceu com Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Cafu e Roberto Carlos.
Depois de um primeiro tempo fraco, em que as duas equipes atuaram com réplicas de uniformes antigos, o segundo ofereceu mais emoção, mas não o suficiente para tirar o zero do placar.
O recital de um craque
Mal sabiam eles que o futuro de ambos na Copa do Mundo de 2006 seria novamente decidido em um confronto direto. O Brasil, mesmo sem fazer uma grande Copa com todas as estrelas, chegou com quatro vitórias e 100% de aproveitamento, enquanto a França aparecia aos trancos e barrancos, mas empolgava por eliminar a Espanha nas oitavas de final.
Em campo, um recital de Zidane. O carrasco de 1998 fez talvez a melhor atuação individual de sua vida e liderou os franceses rumo à vitória por 1 a 0, com gol de Henry após cruzamento do próprio Zizou. O Brasil despediu-se praticamente sem dar trabalho a Barthez e deu adeus à chance do hexa com uma de suas gerações mais talentosas da história.
3 a 0 fora o baile
De lá para cá, foram apenas três confrontos entre Brasil e França, todos em amistosos. O mais marcante deles, e também até certo ponto fácil de esquecer pelas circunstâncias, aconteceu em junho de 2013, dias antes da Copa das Confederações.
A seleção de Neymar e Luiz Felipe Scolari não deu chance à equipe de Benzema, Payet e Didier Deschamps, ao vencer por 3 a 0 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Oscar, Hernanes e Lucas Moura marcaram os gols do triunfo verde e amarelo.
