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Radar da seleção: Vinicius Jr., Antony e Jesus comandam Carnaval pela Europa na volta de Neymar aos campos

Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Foram nessas três cidades que Carlo Ancelotti marcou expediente, mais como uma figura pública curtindo o Carnaval do que como técnico da seleção brasileira. De longe, certamente viu muita gente se destacar.

Vinicius Jr. deixou sua marca com dois gols, ambos de pênalti, na goleada do Real Madrid na Espanha. No mesmo país, Antony ajudou novamente o Betis a vencer fora de casa. Já na Inglaterra, a dupla Martinelli e Gabriel Jesus deu alegrias ao Arsenal.

No Brasil, o Carnaval marcou a volta de Neymar aos gramados, ainda que sem ritmo para convencer a comissão técnica da seleção de que está pronto para a Copa do Mundo. Outros, porém, levantaram dúvidas ou se afastaram de vez de ganhar uma chance meses antes da estreia contra Marrocos.

De olho na Copa, o ESPN.com.br monitora os brasileiros selecionáveis por Ancelotti e publica, a partir desta segunda-feira (5), um conteúdo semanal sobre quem aparece em destaque e os que mostram-se mais abaixo na luta por um lugar na convocação final.

EM ALTA

Marcos Antônio (V, São Paulo)

Já esteve em uma pré-lista da seleção no passado, mas perdeu a chance ao se machucar. Agora, vive uma fase positiva de novo, como dono do meio-campo de um São Paulo que saiu da crise para embalar seis jogos de invencibilidade graças ao camisa 8. Continuar assim significa aumentar as chances de ser lembrado para os amistosos de março e ter a oportunidade de convencer Ancelotti que pode ir à Copa.

Vinicius Jr. (A, Real Madrid)

Os críticos vão dizer que foram "apenas" dois gols de pênalti. Mas a estrela do Real Madrid mostra-se mais solta sob o comando de Arbeloa, a ponto de ter marcado três vezes nos últimos dois jogos. Ainda está distante do Vini que todos esperam, sobretudo em ano de Copa, mas assumir responsabilidades em momentos delicados, como no sábado contra a Real Sociedad, é uma ótima maneira de adquirir confiança.

Antony (A, Betis)

Um gol para decidir a vitória sobre o Atlético de Madrid, há uma semana, somado a uma assistência em mais um triunfo fora de casa, agora contra o Mallorca. Se o Betis ganha corpo na luta por vaga na Champions League, Antony é diretamente responsável. A briga pela Copa é difícil, mas o atacante faz a sua parte para ao menos alertar Ancelotti.

Gabriel Jesus (A, Arsenal)

Titular na goleada que garantiu classificação na Copa da Inglaterra, Gabriel Jesus aproveitou a chance de maneira exemplar e deixou o seu, de cavadinha, em uma vitória categórica sobre o Wigan. Está oficialmente no radar de Ancelotti e tem tudo para ser convocado nos amistosos de março.

Martinelli (A, Arsenal)

Assim como Jesus, marcou um na goleada do Arsenal no fim de semana e chegou a 11 tentos na temporada. Já é a segunda em que ele mais balançou as redes na carreira, um número expressivo para quem nem sempre é titular. Martinelli tem tudo para ir à Copa, especialmente se continuar entregando nos momentos importantes como tem feito.

EM BAIXA

Paulo Henrique (L, Vasco)

Lembrado por Ancelotti para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão, em outubro, Paulo Henrique tinha a oportunidade de aproveitar a carência de opções na posição para se firmar. No entanto, a fase ruim do Vasco, que não emplaca bom futebol em 2026, pode prejudicar o camisa 96 na busca por convencer o italiano de que é capaz de fazer parte da seleção brasileira.

André (V, Wolverhampton)

Altamente prejudicado pela fase de um time que é uma bagunça desde que a bola rolou pela primeira vez na temporada da Inglaterra. O ex-jogador do Fluminense luta praticamente sozinho, ou com a companhia do também brasileiro João Gomes, para ser notado e quem sabe pular para outro time a partir de junho. A Copa, infelizmente para o camisa 7, virou improvável.

Bruno Guimarães (V, Newcastle)

Sua posição na Copa só está ameaçada em caso de lesão, que foi justamente o que aconteceu. O volante se machucou pelo Newcastle e vai ficar no mínimo dois meses fora dos campos, o que o tira dos amistosos contra França e Croácia. Voltará a tempo de jogar o Mundial, ainda que tenha pouco tempo para readquirir ritmo.

Douglas Luiz (V, Aston Villa)

Nos tempos de Fernando Diniz, era tido quase como um injustiçado por não ser lembrado nas convocações. Mas as escolhas erradas e a falta de espaço em Juventus e Nottingham Forest o tiraram do radar da seleção. A volta ao Aston Villa é a chance de reacender algo, embora pareça difícil que vá mesmo brigar por uma vaga na Copa do Mundo.

Pedro (A, Flamengo)

É o predileto de muitos que comandaram o ataque da seleção para vestir a camisa 9, mas nunca conseguiu se firmar. Agora, em meio à evolução dos concorrentes, Pedro não largou tão bem no ano. São só dois gols em sete partidas, o que certamente o deixa no fim da fila para uma vaga na lista de observações de Ancelotti. Vai precisar melhorar muito o próprio rendimento.