A pouco mais de um mês da penúltima convocação de Carlo Ancelotti antes da lista final para a Copa do Mundo, os brasileiros espalhados pelo país e também pela Europa tiveram mais uma chance de impressionar o técnico italiano. Muitos conseguiram, outros nem tanto.
Rayan é quem puxa a fila do primeiro grupo. Recém-chegado à Premier League, o ex-atacante do Vasco encantou ao marcar o primeiro gol na liga mais competitiva do mundo e ajudar o Bournemouth a empatar contra o Aston Villa. O espaço para convencer Ancelotti é curto, mas é bom não duvidar.
O Campeonato Inglês apresentou mais boas notícias à seleção, com atuações seguras de nomes que certamente formarão o pilar do Brasil na Copa. Mas também teve aspectos negativos, como Alisson, decisivo no lance que decretou a derrota do Liverpool para o Manchester City.
Na França, o destaque ruim ficou para Endrick, que encerrou a sequência positiva de gols no Lyon com uma expulsão que poderia, sim, ter sido evitada. O camisa 9 cumprirá suspensão e terá um jogo a menos para convencer Ancelotti de que está pronto para voltar a vestir a camisa amarela.
De olho no Mundial de 2026, o ESPN.com.br monitora os brasileiros selecionáveis por Ancelotti e publica semanalmente um conteúdo sobre quem aparece em destaque e os que mostram-se mais abaixo na luta por um lugar na convocação final.
EM ALTA
Gabriel Magalhães (Z, Arsenal)
Titular absoluto da seleção, o zagueiro apenas colhe frutos dos últimos anos no Arsenal. Neste fim de semana, foi capitão na vitória sobre o Sunderland por 3 a 0, garantiu mais uma partida sem ser vazado e manteve uma sequência impressionante: com ele em campo, os Gunners perderam só dois de 29 jogos na temporada.
Casemiro (V, Manchester United)
Desde que anunciou a saída do Manchester United, o camisa 5 da seleção brasileira joga mais solto e à vontade para comandar um time que dá sinais de que fechará a temporada em alta. Casemiro foi decisivo para a vitória sobre o Tottenham, no fim de semana, e saiu, como de costume, aplaudido por Old Trafford.
João Pedro (A, Chelsea)
A sequência em que o atacante consegue ser decisivo no Chelsea merece destaque. Tem quatro gols nos últimos cinco jogos e, embora não tenha marcado contra o Wolverhampton, sofreu os dois pênaltis que garantiram gols de Palmer. Excelente maneira de seguir em evidência apesar da alta concorrência da posição.
Rayan (A, Bournemouth)
Soa improvável que o ex-vascaíno supere a imensa concorrência e ganhe uma vaga na seleção que irá à Copa, mas o início na Premier League chama atenção. Rayan deu uma assistência na estreia, depois marcou o gol que garantiu o empate contra o Aston Villa. O novo talento importado pelo Brasil começa a chamar atenção na Inglaterra.
Samuel Lino (A, Flamengo)
Lembrado por Ancelotti em 2025, perdeu muito espaço pela sua irregularidade e o crescimento de quem joga na mesma posição. Mas, no sábado, brilhou com três assistências e um gol nos 7 a 1 sobre o Sampaio Corrêa. É suficiente para voltar à briga pela Copa? Provavelmente não, mas, se embalar a sequência, pode sonhar de novo.
EM BAIXA
Alisson (G, Liverpool)
A camisa 1 do Brasil não parece ameaçada, mas o dono da posição teve um fim de semana negativo. O Liverpool vencia o City até os minutos finais, quando o rival conseguiu a virada. O lance que decidiu o jogo foi um pênalti cometido por Alisson, que saiu de maneira imprudente para derrubar Matheus Nunes. Haaland não perdoou.
Wesley (L, Roma)
Na provavelmente posição mais aberta da lista de Carlo Ancelotti, o ex-flamenguista é concorrente por uma vaga, mas vive o problema de não atuar como lateral-direito em seu time. A disputa com Vanderson e também Militão, se o defensor do Real Madrid estiver fisicamente apto, será resolvida nos detalhes, e isso pode fazer a diferença.
Endrick (A, Lyon)
Acostumado apenas aos elogios desde que decidiu trocar o Real Madrid pelo Lyon, o artilheiro revelado no Palmeiras teve seu pior momento na França. A expulsão por um pontapé por trás no adversário ganhou manchetes até na Espanha e colocou o camisa 9 sob os holofotes das críticas. Caberá a ele recuperar a sequência positiva.
Estêvão (A, Chelsea)
Vinha crescendo aos poucos e ganhando a confiança da nova comissão técnica, mas um problema pessoal interrompeu a sequência no time. No fim de semana, sequer saiu do banco e viu Cole Palmer marcar os três gols da vitória sobre o Wolverhampton. A concorrência aumenta e isso pode ser um problema em ano de Copa do Mundo.
Neymar (A, Santos)
Vivia a expectativa de atuar contra São Paulo e Noroeste, mas não foi relacionado. Segue em fase de treinamentos e sem uma previsão de quando voltará a jogar, o que apenas aumenta as dúvidas de Carlo Ancelotti e sua comissão técnica. Quem não defende Neymar na Copa aponta justamente a dificuldade do craque em se manter saudável fisicamente. Os primeiros meses do ano apenas dão razão a isso e o afastam de um retorno.
