O jornal italiano La Gazzetta dello Sport publicou a lista de treinadores de seleções mais bem pagos do mundo.
Na liderança, por larga margem, está Carlo Ancelotti, que teria um salário anual equivalente a 9,5 milhões de euros.
O segundo colocado é Thomas Tuchel, que recebe 5,9 milhões de euros anuais para comandar a Inglaterra. Lionel Scaloni, campeão do mundo com a Argentina, ganha "apenas" 2,3 milhões de euros.
Pelo câmbio atual, o salário que a CBF paga a Ancelotti é de R$ 58,7 milhões anuais, ou quase R$ 161 mil para cada um dos 365 dias do ano.
Vale pagar mais de 100 salários mínimos a cada 24 horas para Ancelotti comandar a seleção brasileira?
A CBF deixa de investir em muita coisa importante. Mas o fato é que o salário do italiano consome apenas 2,4% do que a entidade tinha no seu caixa no final do ano passado (R$ 2,43 bilhões).
Ou seja: pelo caixa, Ancelotti não é uma irresponsabilidade.
Para atrair um dos técnicos mais vitoriosos do mundo para treinar uma seleção brasileira que, hoje, não é da primeira prateleira mundial, a CBF teria que pagar mais do que gastam times nacionais europeus com seus técnicos.
Ainda mais com a má fama dos cartolas brasileiros e da violência que assola o Brasil diariamente.
Evidente que só o resultado final da Copa de 2026 irá mostrar se valerá a pena gastar um caminhão de dinheiro com Ancelotti.
Mas eu, se fosse bilionário como a CBF, também pagaria 9,5 milhões de euros anuais para o ex-técnico do Real Madrid.
Ancelotti era a melhor chance que o Brasil tinha para brigar pelo título da Copa.
E não é só isso. Seu currículo, seu conhecimento sobre futebol, sua elegância e até seu esforço para falar português mudaram radicalmente o ambiente de terra arrasada que a seleção viveu nos últimos anos.
Basta ver o clima de "normalidade" que voltou na seleção e o interesse maior que o Brasil desperta no mundo sob seu comando.
A CBF gasta dinheiro com muita bobagem e politicagem. Não é pecado fazer Ancelotti o treinador de seleções mais bem pago do mundo.
