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Galvão Bueno se revolta com jogo na altitude e detona Brasil por 5º lugar nas eliminatórias: 'É para apagar da história'

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A seleção brasileira parou altitude de 4.150 metros de El Alto e conheceu a primeira derrota sob o comando de Carlo Ancelotti. Na última rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo, o Brasil perdeu por 1 a 0 para a Bolívia, encerrando a campanha na 5ª posição.

Nas redes socais, o narrador Galvão Bueno criticou a campanha do time pentacampeão nesta edição do torneio classificatório para o Mundial de 2026.

“Todos nós torcemos sempre para a seleção brasileira, mas era esperado o que aconteceu [a derrota em El Alto]. A seleção do Ancelotti sofre um gol pela primeira vez, o Brasil sofre uma derrota e se classifica, sim, para a Copa do Mundo. Mas é uma eliminatória para se esquecer, para ser apagada da história do futebol brasileiro”, disse Galvão em vídeo publicado nas redes sociais.

“Foram três técnicos, o Brasil tomou 17 gols. 17 gols em 12 jogos. Com o Ancelotti não tinha tomado nenhum gol. Com os outros dois técnicos, vou respeitar o nome deles, porque acho que todos muito bons, mas foi um horror o que aconteceu”.

Com o resultado, a seleção canarinho fechou a campanha nas eliminatórias com 28 pontos e apenas em 5° na tabela, atrás de Colômbia, Uruguai, Equador e da "campeã" Argentina. A sexta vaga direta foi preenchida pelo Paraguai.

Já a Bolívia, teve mais motivos para comemorar para além da vitória sobre o Brasil. Com o resultado, a seleção se aproveitou da derrota em casa da Venezuela para a Colômbia e se garantiu na repescagem para o Mundial com o 7° lugar.

“À parte de Argentina e Equador, o Brasil se misturou ali [na classificação] com Colômbia, Uruguai e com Paraguai. É que são seis agora os classificados. Se fossem quatro classificados, como era até a última Copa, o Brasil teria que jogar repescagem. Imaginaram isso? Que vergonha, que coisa horrível”.

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“A seleção brasileira conseguiu jogar? Não, não conseguiu. Perdi a conta de quantas vezes fui à Bolívia, junto com meus companheiros, com comentarista, repórter, pessoal de retaguarda, câmeras, gente de som, toda a produção. Todos nós sentimos o drama do que era jogar em La Paz, 500 metros mais baixo do que Al Alto. Era o que se esperava. Os jogadores, já no primeiro tempo, caíam e não conseguiam respirar. Não conseguiam levantar, não conseguiam respirar. Então, muda tudo, muda tudo. A velocidade da bola. Os atacantes praticamente não fizeram nada, não achavam a velocidade da bola, não conseguiam entrar no jogo. A defesa do Brasil começou tocando e talvez devesse ficar um pouquinho mais junto, talvez o Ancelotti devesse ter feito umas três alterações de intervalo e duas depois. Acabou fazendo as cinco. Até acabou melhorando o time brasileiro, principalmente com o Estêvão e com o Raphinha. Acabou melhorando, mas não dá para jogar a 4.150 metros. É um crime”.

“E eu volto a dizer: será que CONMEBOL e Fifa vão esperar por uma desgraça, por um drama, que alguém morra num jogo de futebol jogando nessa altitude? A Bolívia fez o papel dela. Tem um jogador novinho, 20 anos, que joga lá, nasceu lá, ele mora lá. Esse é o que vai correu em campo. Também o menino que fez o gol [Miguelito], corria muito pela direita, garoto de 18 anos, também mais acostumado com essa oxigenação horrorosa. Todo mundo deveria bater mais forte. Alô, Fifa: é um crime jogar nessa altitude”.

Agora, o Brasil volta à ativa na próxima Data Fifa, em outubro, para amistosos na Ásia contra Coreia do Sul, no dia 10 de outubro, em Seul, e Japão, no dia 14, em Tóquio.

Próximos jogos da seleção brasileira:

  • Coreia do Sul (F): 10/10, 8h (de Brasília) - Amistoso

  • Japão (F): 14/10, 07h30 (de Brasília) - Amistoso