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Como testes fizeram Ancelotti ganhar mais opções na seleção brasileira que vão além de Paquetá e Luiz Henrique

O Brasil venceu o Chile por 3 a 0, nesta quinta-feira (4), no Maracanã pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. Em campo, o técnico Carlo Ancelotti testou cinco caras novas na equipe.

Wesley, Douglas Santos e João Pedro começaram de titular, enquanto Paquetá e Luiz Henrique entraram na segunda etapa. E o saldo foi positivo.

Nas laterais, os dois nomes atuaram por 90 minutos e tiveram um bom desempenho. Como esperado, Wesley foi visto com mais frequência no ataque.

Já Douglas Santos, assim como durante toda a sua carreira, foi seguro na parte defensiva e ainda construiu a jogada do primeiro gol de Estêvão.

A posição tem sido a mais carente dos últimos anos na seleção brasileira. E ter uma atuação segura, mais uma vez com a defesa sem levar gols, faz a dupla ganhar pontos com o comandante faltando menos de um ano para a Copa do Mundo.

Na frente, João Pedro passou em branco e acabou substituído aos 71 minutos por Kaio Jorge. Só que o camisa 7 se apresentou bem para o jogo e fez boa tabela com Douglas Santos na origem do primeiro gol do Brasil.

Obviamente, para um centroavante, um gol no Maracanã com certeza faria João Pedro ganhar mais pontos com o italiano. Mas, pelo desempenho que vem tendo pelo Chelsea, o atacante segue credenciado como o mais cotado para assumir a função de 9.

Brilho de quem entrou na segunda etapa

Paquetá e Luiz Henrique foram os grandes nomes do Brasil. Acionada na segunda etapa, a dupla participou dos dois gols da seleção brasileira na segunda etapa.

No segundo gol, Luiz Henrique fez uma bela jogada pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Paquetá marcar.

Minutos depois, no terceiro gol, Luiz Henrique serviu Bruno Guimarães, contando com um corta-luz de Paquetá, recebeu do volante e finalizou. O goleiro chileno defendeu, a bola foi no travessão e sobrou livre para Bruno Guimarães marcar.

Se Paquetá, como o próprio disse, 'está mais leve' depois na absolvição na Inglaterra, Luiz Henrique coloca uma dúvida na cabeça de Ancelotti. Atuando no Zenit e em uma liga muito menos competitiva do que a maioria dos concorrentes, o ex-Botafogo agarrou a chance quando caiu em seu colo.

Se Paquetá surge como uma opção na seleção brasileira sem Neymar, Luiz Henrique, com força pelos dois lados, faz uma sombra forte no setor marcado por diversas opções.

O próprio técnico Ancelotti, em entrevista coletiva, falou sobre as mudanças que surtiram efeito.

"Eu penso que temos um grupo bastante forte, de jogadores fixos, e depois, estou certo que fazer uma lista de 25, 26 (jogadores) é muito complicado nesta seleção. Pode ser que outro treinador tenha menos dificuldade do que eu possa ter nos próximos meses. Isso é muito positivo, gostei muito dos novos (jogadores) de hoje, os que entraram no jogo mudaram o ritmo da partida. Estou muito satisfeito pela partida de hoje".

"Pela qualidade que tem, o Paquetá tem que estar aqui conosco. Pode jogar de diferentes maneiras, hoje jogou como meia-atacante, eu acho que ele não tem problema jogar também como segundo volante, ele tem muita qualidade no manejo da bola".

Agora, os dois terão mais uma partida, agora na altitude contra a Bolívia, para ganhar mais pontos com Ancelotti. Quem ganha, na verdade, é o Brasil, com duas opções no elenco para a Copa do Mundo.

Próximos jogos da seleção brasileira