Carlo Ancelotti era o óbvio personagem principal da noite em Guayaquil. O italiano fez nesta quinta-feira (5) a estreia oficial como técnico da seleção brasileira, que não saiu do empate sem gols com o Equador, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.
O resultado decepciona os apressados que imaginavam uma mudança drástica de futebol após a saída de Dorival Júnior, mas, sem em campo isso não serviu para garantir os três pontos, fora dele ficou bem claro que o comportamento da nova comissão técnica será diferente.
Presente ao estádio, a ESPN monitorou todos os movimentos do novo comandante da seleção, que nem precisou de muitos minutos para atrair olhares. Ao entrar de terno e gravata, como nos tempos de Real Madrid e outros gigantes que dirigiu na Europa, Carletto tomou toda a atenção dos fotógrafos, que focaram nele até a bola rolar.
A partir daí, Ancelotti adotou a discrição quase que completa. Apesar de passar a maior parte do tempo de pé, deixou as reclamações, gritos e gestos grandes com Francesco Mauri, um dos auxiliares que o acompanhou no novo emprego da CBF.
O técnico aparecia em momentos específicos: uma correção de posicionamento para Vanderson e Gerson, aplausos a cada tentativa de jogada individual de Estêvão e uma ou outra queixa sobre a arbitragem.
Primeiro a descer ao vestiário após o primeiro tempo, Ancelotti manteve a postura na etapa final, em um comportamento bem diferente dos tempos de Dorival Júnior. Hoje no Corinthians, o antigo treinador era elétrico, gesticulava demais e costumava gritar muito na beira do campo.
Carletto não é assim - nem para passar instruções a quem entrou, como Matheus Cunha e Martinelli. Os dois foram orientados por Francesco Mauri na maior parte do tempo e depois escutaram rapidamente Ancelotti.
As substituições não transformaram o Brasil, que teve que se contentar mesmo com o empate sem gols. Ancelotti, claro, não ficou feliz com o resultado, embora não vá admitir publicamente.
Discreto, de poucas palavras e gestos cuidadosos, Carletto deu início à trajetória com a seleção à sua maneira. A postura, acostumem-se, não mudará. A expectativa é que os resultados, sim.
Próximos jogos do Brasil:
Paraguai (C) - 10/06, 21h45 (de Brasília) - eliminatórias para a Copa do Mundo
Chile (C) - A definir - eliminatórias para a Copa do Mundo
Bolívia (F) - A definir - eliminatórias para a Copa do Mundo
