<
>

Aplausos a Estêvão, mais comedido que Dorival: como foi estreia de Ancelotti à beira do campo com a seleção brasileira

play
Em jogo de poucas oportunidades, Brasil fica no empate com o Equador na estreia de Ancelotti; VEJA (0:58)

Equador e Brasil se enfrentaram pela 15ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo (0:58)

Carlo Ancelotti era o óbvio personagem principal da noite em Guayaquil. O italiano fez nesta quinta-feira (5) a estreia oficial como técnico da seleção brasileira, que não saiu do empate sem gols com o Equador, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

O resultado decepciona os apressados que imaginavam uma mudança drástica de futebol após a saída de Dorival Júnior, mas, sem em campo isso não serviu para garantir os três pontos, fora dele ficou bem claro que o comportamento da nova comissão técnica será diferente.

Presente ao estádio, a ESPN monitorou todos os movimentos do novo comandante da seleção, que nem precisou de muitos minutos para atrair olhares. Ao entrar de terno e gravata, como nos tempos de Real Madrid e outros gigantes que dirigiu na Europa, Carletto tomou toda a atenção dos fotógrafos, que focaram nele até a bola rolar.

A partir daí, Ancelotti adotou a discrição quase que completa. Apesar de passar a maior parte do tempo de pé, deixou as reclamações, gritos e gestos grandes com Francesco Mauri, um dos auxiliares que o acompanhou no novo emprego da CBF.

O técnico aparecia em momentos específicos: uma correção de posicionamento para Vanderson e Gerson, aplausos a cada tentativa de jogada individual de Estêvão e uma ou outra queixa sobre a arbitragem.

Primeiro a descer ao vestiário após o primeiro tempo, Ancelotti manteve a postura na etapa final, em um comportamento bem diferente dos tempos de Dorival Júnior. Hoje no Corinthians, o antigo treinador era elétrico, gesticulava demais e costumava gritar muito na beira do campo.

Carletto não é assim - nem para passar instruções a quem entrou, como Matheus Cunha e Martinelli. Os dois foram orientados por Francesco Mauri na maior parte do tempo e depois escutaram rapidamente Ancelotti.

As substituições não transformaram o Brasil, que teve que se contentar mesmo com o empate sem gols. Ancelotti, claro, não ficou feliz com o resultado, embora não vá admitir publicamente.

Discreto, de poucas palavras e gestos cuidadosos, Carletto deu início à trajetória com a seleção à sua maneira. A postura, acostumem-se, não mudará. A expectativa é que os resultados, sim.

Próximos jogos do Brasil: