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Romário exalta parceria com Bebeto na seleção e deixa modéstia de lado: 'A maior dupla que vi na história'

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'A maior dupla que já vi na história do futebol', crava Romário sobre parceria com Bebeto na seleção (0:58)

Assista o Tetra pelo Tetra no Disney+ (0:58)

Se o Brasil voltou dos Estados Unidos há 30 anos com o tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994, muito se deve a uma parceria extremamente afinada, que deixa saudades até hoje no torcedor e formou "a maior dupla da história do futebol".

Quem diz isso não é o autor do texto, mas sim a metade menos modesta do ataque da seleção de 1994: Romário, o camisa 11 daquele histórico time, o penúltimo a erguer a Taça Fifa, muito por conta dos gols do Baixinho e de seu eterno companheiro, Bebeto.

Depois de 30 anos do título da Copa do Mundo de 1994, a série Tetra pelo Tetra traz uma visão única da conquista, sendo contada através do ponto de vista de Zinho em sete episódios com conversas com sete de seus companheiros de equipe: Ricardo Rocha, Romário, Bebeto, Branco, Jorginho, Parreira e Mauro Silva. Todos os capítulos já estão disponíveis no Disney+.

"A Copa coroou tudo que a gente fez junto com a camisa da seleção brasileira. É uma coisa que nunca vai ser esquecida. Se hoje as pessoas falam de grandes duplas, com todo o respeito, Bebeto e Romário é a maior dupla que eu já vi na história do futebol", cravou o ex-atacante, em depoimento a Zinho.

Exagero? Talvez, mas Romário tem no que se apoiar.

Ele e Bebeto atuaram juntos pela seleção principal em 22 partidas, sem jamais perder: 16 vitórias e seis empates. No período, o Brasil anotou 45 gols, dos quais 31 foram dos atacantes. Na Copa de 1994, por exemplo, eles marcaram oito dos 11 tentos do time de Carlos Alberto Parreira (Raí, Márcio Santos e Branco fizeram os demais).

"Eu sempre falei e vou repetir: com certeza, o Bebeto foi o melhor parceiro que tive na minha vida. Um dos caras mais f*** que conheci no futebol", elogiou o Baixinho, que, apesar das desavenças no campo político com a antiga dupla, só tem palavras de respeito.

"O Bebeto me completou, como eu completava ele também. Começamos nas Olimpíadas de Seul em 88, onde fomos prata. De lá para cá, a gente ganhou tudo, tirando Olimpíadas. A gente tinha essa consciência que ali (Copa de 94) era para fechar a dupla com chave de ouro. E a gente se entregou um para o outro".

Claro que a seleção teve parcerias históricas ao longo dos anos. Ronaldo e Rivaldo na conquista do penta de 2002, Pelé e Tostão lado a lado no trio de 1970, até mesmo Ronaldo e Romário, que não chegaram a jogar uma Copa juntos. Mas quem viu a parceria de 1994 lembra o quanto eles foram imensos. Quem jogou também.

"Só duas duplas nunca perderam: Pelé/Garrincha e Bebeto/Romário. Não precisa falar mais nada, né?", cravou Bebeto.