Em entrevista exclusiva à ESPN após a eliminação da seleção brasileira na Copa América, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, descartou qualquer mudança e assegurou a permanência do técnico Dorival Júnior durante o restante do ciclo da Copa do Mundo 2026.
De acordo com o dirigente, o trabalho do treinador ainda está em seu início, com uma troca de comando sendo prejudicial para o Brasil neste momento.
"É um trabalho que está iniciando e com uma renovação que ele está implantando na seleção brasileira. [A preparação para a Copa América] Foi um período que foi importante, porque houve mais tempo em que (Dorival e jogadores) tiveram essa convivência. Normalmente, essas convocações são tempos curtos, mas agora deu pra ele observar bastante e tirar (conclusões) daquilo que ele pode estar fazendo sempre", afirmou.
"Daqui dois meses tem eliminatórias e o projeto é exatamente esse: de continuar (com Dorival), entendendo, intensificado e trabalhando. E o objetivo agora de eliminatórias, temos jogos setembro, outubro e novembro, são seis jogos. É o ciclo de Copa do Mundo, e ele está com toda a sua comissão técnica bastante consciente daquilo que foi feito", seguiu.
"Dorival tem noção daquilo que não aconteceu bem, e é daí que se constrói uma seleção competitiva, uma seleção vencedora. O projeto é isso aí, porque toda vez que se faz mudanças, começa um novo trabalho e sempre é mais difícil, então eu acho que foi um início que já deu pra ele fazer suas conjecturas e tenho certeza que ele vai encontrar o timing certo", argumentou.
Ednaldo também salientou que a intenção do Brasil e da CBF era conquistar o título da Copa América. No entanto, o cartola ressaltou que a seleção está em transição, com a entrada de jogadores jovens que ainda estão se acostumando com a pressão de defender o time.
"Falar que não quer ganhar não é correto... A gente queria ganhar, mas a gente sabe também que é o início de um trabalho com uma turma nova, são jovens que estão entrando agora e tem que ter mais minutagem, portanto a gente também sabia", apontou.
"A gente tinha consciência que temos seleções (na Copa América) que já estavam em um estágio bem maior, como a Colômbia, a Argentina, o própria Uruguai. Então, a gente já tinha consciência disso, o próprio treinador também e toda a comissão técnica", observou.
"Acho que o trabalho é nós fazermos cada vez mais, aproveitar o tempo possível que eles possam estar reunidos, o CBF deu todas as condições para que eles pudessem estar totalmente engajados desde as Datas Fifa de junho, quando fizemos os dois amistosos, dia 8 e dia 12, então desde o dia 29 de maio foi que todos vieram. Portanto, é mais tempo para que possa preparar uma seleção vitoriosa", finalizou.
A delegação do Brasil agora volta para casa, com os jogadores seguindo diferentes rumos nos próximos dias para tirarem férias ou regressarem aos seus clubes.
A seleção canarinho volta a jogar em 4 de setembro, contra o Equador, pelas eliminatórias da Copa-2026.
