<
>

Como marca avalia repercussão de campanha em que Ronaldinho Gaúcho 'abandonou' seleção brasileira

Uma campanha publicitária idealizada pela Rexona tomou as manchetes do mundo todo antes do começo da Copa América. A ideia foi trazer Ronaldinho Gaúcho dizendo que abandonaria a torcida pela seleção brasileira para depois revelar no dia seguinte que aquilo se tratava de uma "pegadinha". Eram falas escritas nas redes sociais que o "Bruxo" só estava repetindo para gerar uma reflexão. Na verdade, ele "nunca abandonaria" o Brasil – usando o slogan da marca.

Só que as 24 horas entre a primeira aparição de Ronaldinho e a revelação da campanha acabaram gerando uma comoção global. Jornais de todo o mundo estamparam as frases do ex-jogador "criticando" a seleção brasileira. O próprio Raphinha, atacante titular do time de Dorival Junior, chegou a falar que o discurso havia sido um "baque" no elenco convocado para a Copa América. Houve irritação nos bastidores da CBF e do próprio grupo verde e amarelo.

Mas, afinal, o que a marca achou de toda a repercussão gerada pela campanha?

Ainda não há uma conclusão final sobre essa pergunta. Mas já é certo que toda a reverberação da campanha era exatamente o que a empresa estava buscando. Ao menos por enquanto, é possível dizer que o marketing foi considerado um sucesso.

"A gente escolheu o Ronaldinho porque ele é um ícone do futebol. E a gente queria esse nome de peso para trazer relevância para a reflexão. Para gerar grandiosidade nessa discussão como parte da nossa campanha. Quando a gente escolhe um nome de peso como esse, não tem como achar que a repercussão vai ser pequena. Então a gente estava preparado para um boom", disse Viviane Ramos, diretora de desodorantes da Unilever Brasil.

"A gente está no processo ainda, então vou poder responder quando chegar lá no final da Copa América. Mas a gente conseguiu uma reverberação que de fato a gente estava buscando para gerar essa reflexão. E dentro dessa reconstrução da Confiança também tem reverberado de maneira positiva. Teve os seus comentários negativos, a gente não vai ser hipócrita de negar. Mas como é em qualquer campanha. Mas o que a gente vem avaliando até agora é que vem gerando conexão com o que a gente estava buscando", complementa.

A explicação da campanha veio em conversa com um grupo reduzido de jornalistas convidados pela própria Rexona para um evento em Las Vegas, onde a seleção brasileira enfrenta o Paraguai nesta sexta-feira (28), às 22h (de Brasília).

A ideia de Rexona é alcançar 160 milhões de pessoas com a campanha da Copa América. A marca já se inseriu no futebol nos últimos anos, patrocinou a Copa do Mundo feminina e agora tem Vinicius Jr. como um de seus embaixadores. O próximo objetivo é patrocinar também a Copa do Mundo masculina, em 2026.