Yan Couto e Savinho são alguns dos símbolos da transformação que a seleção brasileira tem passado. A equipe, que vive momento turbulento, sem bons resultados nas últimas competições que disputou, está passando por uma troca de gerações, e se alguns veteranos deixaram de ser convocados, jovens começam a ganhar espaço, como por exemplo os dois, que brilharam em uma temporada histórica com a camisa do Girona e agora defendem o Brasil em uma Copa América.
"Será um bom campeonato para a gente se enturmar e entrosar o time inteiro. Sempre é bom ter uma base para a gente ter essa convivência na seleção. Tem muitos jogadores de vários clubes e a gente só se encontra aqui, mas na maioria das vezes é bastante rápido. Vai ser período bom para a gente se conhecer melhor. Apender muito coisa com o Dorival. É o momento da gente se unir, fazer uma boa competição. Até a Copa tem muito tempo, as coisas vão desenvolvendo. Queremos focar na Copa América. E claro que queremos ganhar", disse o lateral-direito.
O atleta, aliás, ganha espaço em uma posição bastante carente, que já há algum tempo não tem uma unanimidade dentro da seleção. Ele deseja agarrar com unhas e dentes a oportunidade para seguir na equipe: "Muito trabalho a ser feito. Não acho que estou fixo aqui na seleção. Tenho que trabalhar diariamente no meu clube para voltar. É isso que estou fazendo. Se parar de fazer isso, não volto mais. Temos grandes laterais. Claro que atualmente em todos os países faltam laterais completos. Eu sou um cara que preciso melhorar muitos aspectos na minha posição. Tenho melhorado. Essa temporada demonstrei isso. Comecei jogando de extremo na base, depois passei para lateral no sub-15. Tem um período de adaptação. Tenho minhas características, mas tento ser um lateral mais completo possível. Aprendo muito com o Danilo. Um cara que vem me ajudando muito."
Por falar em Danilo, o lateral, um dos mais experientes do grupo do Brasil atualmente, com 32 anos, tem sido importante nessa transição para a nova geração até mesmo para alguém que não é da sua posição. E Savinho foi mais um a elogiar a postura do defensor.
"Na primeira convocação, na apresentação eu agradeci a todos pela recepção. O mais importante para um jogador que está chegando é se sentir à vontade. Ainda mais eu que sou muito tímido. A recepção de todos foi muito boa. Me deixaram à vontade nos treinamentos, no dia a dia. As minhas referências aqui são todos que já jogaram Copa América, Copa do Mundo. Danilo um cara que me ajuda muito. Lucas Paquetá, Bruno Guimarães, Rodrygo, fico feliz de estar com eles aqui. Como cheguei agora, quero ajudar muito, mas nesse momento aprender e escutar vai ser muito importante para mim."
O meia-atacante de apenas 20 anos, apesar da pouca idade, já chega à seleção com moral com Dorival Júnior, que enxerga nele um dos jogadores mais versáteis do grupo: "Na primeira convocação, Dorival me perguntou qual lado eu preferia jogar, e eu deixei claro que gosto de jogar nas duas pontas, me sinto à vontade, mas isso é coisa do treinador. Estou servindo a seleção, e onde ele me colocar para jogar, vou dar o meu melhor dentro de campo."
Em preparação para a Copa América, o Brasil entra em campo pela primeira vez no próximo sábado (8), em amistoso contra o México.
Após grande temporada pelo Girona, o lateral volta de empréstimo para o Manchester City
Próximos jogos da seleção brasileira:
México (N) - 08/06, às 21h30 (de Brasília) - Amistoso
Estados Unidos (N) - 12/06, às 20h (de Brasília) - Amistoso
Costa Rica (N) - 24/06, às 22h (de Brasília) - Copa América
