Em entrevista ao correspondente da ESPN na Inglaterra João Castelo-Branco, Pep Guardiola, o melhor técnico do mundo, repetiu seu desejo de um dia comandar uma seleção nacional.
"Quando comecei, não pensava em ganhar as ligas, ser campeão da Champions. Pensava: se tenho trabalho, tudo bem. Gostaria de ter a experiência de viver uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América, o que seja. Gostaria de vivenciar isso. Não sei quando, daqui cinco, 10, 15 anos, mas gostaria de disputar uma Copa como treinador", cravou o atual comandante do Manchester City.
Ouvir essas palavras faz o brasileiro sonhar. Na teoria, a única seleção pentacampeã mundial seria o destino ideal para Guardiola encerrar sua carreira e, quem sabe, ganhar uma Copa do Mundo.
Mas o fato é que o Brasil seria uma grande 'roubada' para o técnico catalão até mesmo no fim de sua carreira.
Começando por quem toma conta da seleção. A CBF está no fundo do poço moral, administrativo. A gestão de Ednaldo Rodrigues é um desastre esportivo como nenhuma outra foi nos últimos 30 anos.
Se acompanhasse o noticiário do futebol nacional, Guardiola se assustaria com a selvageria dos estádios brasileiros, como aconteceu no atentado contra os jogadores do Fortaleza, no Recife.
Se ligar a televisão para assistir um jogo do futebol daqui, a chance do técnico do Manchester City se deparar com um gramado precário é enorme.
Restaria a alternativa de Guardiola ter nas mãos a seleção com mais craques de todo planeta. Mas o Brasil não está hoje na primeira prateleira de qualidade de jogadores.
Até a Argentina, tão caótica como o Brasil, faria mais sentido para Guardiola. Lá, pelo menos ele poderia trocar uma ideia com Marcelo Bielsa...
